Fortaleza, uma cidade em TrAnSfOrMaÇãO!!!


Blog sobre essa linda cidade, com suas praias maravilhosas, seu povo acolhedor e seus bairros históricos.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Do Mucuripe a Fazenda Boa Vista - Carlinhos Palhano e Samba de Mesa



Tantos bairros, tanta história em pouco tempo
Sinceramente eu só lamento, que a inocência teve fim, deixa pra mim

Praia do peixe da nossa Vila Morena, hoje Praia de Iracema, 
Tanto tempo se passou
Pirocaia hoje se chama Montese, 
Água Boa não se esquece, Outeiro agora é Aldeota, bairro da nota
Serrinha também já foi Cocorote, Parque Araxá, Campo do Pio
São Gerardo, Alagadiço, lembra disso?
Dionísio Torres, outrora Estância Castelo
Monte Castelo no passado Açude João Lopes se chamou
Antônio Bezerra também já foi Barro Vermelho
Bairro de Fátima, Redenção bem antes do tempo do Tostão
Amadeu Furtado era chamado Coqueirinho
A Franco Rabelo era caminho pra nas Cinzas se chegar e furunfar
Curral das Éguas, Oitão Preto, Arriégua, |
Já faz tempo a Leste-Oeste hoje está nesse lugar | (2x)

Rodolfo Teófilo era Porangabuçu, Prado Gentilândia hoje Benfica
Nossa Senhora das Graças, Pirambu
Henrique Jorge, antiga Casa Popular
Jacarecanga e Mucuripe nunca o nome quis mudar
Álvaro Weyne, Santo Antônio da Floresta
Na memória ainda me resta, da Fazenda Boa Vista veio o Bom Jardim
Tantos bairros, tanta história em pouco tempo | 
Sinceramente eu só lamento, que a inocência teve fim, cantando assim | (2x)

Praia do peixe da nossa Vila Morena, hoje Praia de Iracema, 
Tanto tempo se passou
Pirocaia hoje se chama Montese, 
Água Boa não se esquece, Outeiro agora é Aldeota, bairro da nota
Serrinha também já foi Cocorote, Parque Araxá, Campo do Pio
São Gerardo, Alagadiço, lembra disso?
Dionísio Torres, outrora Estância Castelo
Monte Castelo no passado Açude João Lopes se chamou
Antônio Bezerra também já foi Barro Vermelho
Bairro de Fátima, Redenção bem antes do tempo do Tostão
Amadeu Furtado era chamado Coqueirinho
A Franco Rabelo era caminho pra nas Cinzas se chegar e furunfar
Curral das Éguas, Oitão Preto, Arriégua, |
Já faz tempo a Leste-Oeste hoje está nesse lugar | (2x)

Rodolfo Teófilo era Porangabuçu, Prado Gentilândia hoje Benfica
Nossa Senhora das Graças, Pirambu
Henrique Jorge, antiga Casa Popular
Jacarecanga e Mucuripe nunca o nome quis mudar
Álvaro Weyne, Santo Antônio da Floresta
Na memória ainda me resta, da Fazenda Boa Vista veio o Bom Jardim
Tantos bairros, tanta história em pouco tempo | 
Sinceramente eu só lamento, que a inocência teve fim | (2x)





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Hoje recebi da Mosi Castro o link desse samba maravilhoso e não tinha como não compartilhar com vocês!  Vamos dançar?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Casarão Meton Gadelha - Av. Filomeno Gomes




Foto Álbum Fortaleza 1931 

A postagem de hoje é bem marcante para mim, pois passei parte da minha infância no Jacarecanga, e a brincadeira que eu mais gostava era procurar tesouro no enorme quintal desse casarão, que na época já encontrava-se abandonado e bem deteriorado...



Esse casarão era a residência do empresário Meton de Alencar Gadelha, que era dono da Tipografia Gadelha e mantinha o Jornal do Comércio. Ele construiu esta casa e a inaugurou no dia 08 de dezembro de 1930. O construtor foi o engenheiro Alberto Sá
No dia 04 de setembro de 1945 ele vendeu a casa para seu sócio José Vidal da Silva

Foto antiga, provavelmente quando ainda era a residência de Meton de Alencar Gadelha - Nirez

De Tipografia Gadelha a Imprensa Oficial 

No dia 11 de outubro de 1933 o Decreto-Lei 1.112, assinado pelo Interventor capitão Roberto Carlos Vasco Carneiro de Mendonça, cria a Imprensa Oficial que se instalou no dia seguinte em prédio na Rua Senador Alencar nº 115, onde funcionava a Tipografia Gadelha, de Meton Gadelha & Cia., de quem foi adquirido o material gráfico. O primeiro diretor da Imprensa Oficial foi Alfeu Faria de Aboim. O primeiro chefe geral das oficinas foi Eduardo Carvalho e o técnico dos serviços de impressão, José Alves de Moraes. Depois a Imprensa Oficial mudou-se, em 03/08/1934, para prédio na Rua Senador Pompeu nº 24 (atual 512). 


Quando a casa estava sendo demolida na década de 80 (essa pontinha laranja da casa ao lado, era onde eu morava) - Nirez

Em 1975, quando já era Departamento de Imprensa Oficial - DIO, foi transformada por força de lei em empresa pública com a denominação de Imprensa Oficial do Ceará - IOCe. Por fim foi para a Avenida Washington Soares, onde foi desmontada, estando hoje seu acervo em redor do prédio da Secretaria de Cultura acabando-se no sol e na chuva. 

No dia 7 de novembro de 1982 morre, no Rio de Janeiro, Meton de Alencar Gadelha (Meton Gadelha), que foi proprietário da Tipografia Gadelha, adquirida pelo Governo do Estado e transformada na Imprensa Oficial. Era carioca nascido no Botafogo.


Imagem atual do Google Earth

Observação: De 1977 até 1979, no casarão Meton Gadelha funcionou o Escritório da CISA Caju Industrial S/A
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Todos os créditos vão para o amigo Nirez

sábado, 26 de novembro de 2011

Comando da 10ª Região Militar - Forte de Schoonemborch

Pormenor da Vila de Nossa Senhora da Assunção (1730). No canto superior direito, o primitivo forte de Nossa Senhora da Assunção, em faxina e terra.

As origens deste sítio histórico remontam ao ano de 1649, quando o holandês Matias Beck fundou o forte de Schoonemborch.
Em 1654 os portugueses reconquistaram o local e nele construíram o Forte de Nossa Senhora da Assunção.
Em 1817 o Forte daria origem à histórica Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, obra do tenente-coronel Antônio José da Silva Paulet.
Desde 1948 o Exército Brasileiro aqui instalou a sede do Comando da 10ª Região Militar.



O Quartel no séc. XX - 10ª Região Militar - Nirez

Todos os historiadores são unânimes em afirmar que Fortaleza teve início com a construção do Forte Schoonemborch, assim denominado em homenagem ao Governador de Pernambuco e Presidente do Alto Conselho Administrativo da Holanda no Brasil.

Em 03 de abril de 1649, Matias Beck (holandês) aportou à enseada do Mucuripe, com 3 iates e 2 barcos, transportando 298 homens.



Pátio da  Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, o começo de tudo! - Nirez

Daí passou a explorar a costa até a barra do rio Ceará, com o fim de escolher um local para construir um forte. A colina situada à margem esquerda do Pajeú e denominada Marujaitiba pelos indígenas foi o local escolhido. Em 09 de abril, 40 soldados iniciaram a limpeza do terreno, a fim de ser feito o traçado do forte pelo engenheiro Ricardo Caar.

No dia 22 estava concluída essa limpeza. Iniciou-se então a sua construção. Era pequeno e construído de madeira, estacas de carnaúba e terra. Tinha a forma pentagonal, cercado de parapeito e paliçada. Posteriormente, Matias Beck ampliou e reforçou as abras de defesa, de acordo com a planta feita pelo engenheiro Caar. Essa ampliação foi iniciada em 19 de agosto de 1649.



Foto antiga do quartel (Quando abrigada o 9º Batalhão) - Não datada - Assis de Lima

De início foi armado com 11 peças de ferro e guarnecido com 40 homens. Em 1654, em consequência da derrota sofrida pelos holandeses na província de Pernambuco, Matias Beck foi obrigado a entregar o Forte aos portugueses, e o fez ao Capitão-Mor Álvaro de Azevedo Barreto, fato ocorrido em 20 de maio de 1654.

Ao receber o forte, o capitão Álvaro mudou-lhe o nome para FORTALEZA DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO. Ao redor da Fortaleza, pobremente edificadas, erguiam-se choupana e palhoças, abrigos dos primeiros habitantes da cidade que nascia. Nessa época, Álvaro de Azevedo Barreto fez reparos no forte e deu início à construção de uma capela.




postal raro, Forte no início do séc XX

Em 1655, o Capitão Álvaro foi substituído no Comando do forte por Domingos de Sá Barbosa. Por Carta Régia de 27 de julho de 1656, foi autorizado a André Vidal de Negreiros, então Governador do Maranhão, ao qual estava subordinado o CEARÁ, construir um forte de pedra e cal, ou mesmo de madeira de lei. No momento, não foi executada a construção, continuando o antigo forte na mesma situação de ruínas. De 1654 a 1812, esse forte foi ora por outra reparado. Entretanto, não sendo conservado nesse ano de 1812, desmoronou-se.



Como homenagem à data de aniversário do sereníssimo Senhor Príncipe da Beira, o Senhor Dom Pedro de Alcântara, em 12 de outubro de 1812, o Governador da Capitania do Ceará-Grande, Manoel Inácio de Sampaio, lançou a pedra fundamental da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, no mesmo local onde fora construído o antigo Forte Holandês, denominado Schoonemborch, em 1649, então reduzido a uma Bateria em ruínas.

A sua planta foi organizada pelo Ten Cel de Engenharia Antônio José da Silva Paulet, tendo o mesmo dirigido sua construção. A FORTALEZA seria edificada num quadrado de 90 metros de cada lado, constando de 4 baluartes, com as seguintes denominações: o do norte, com a invocação de Nossa Senhora da Assunção; o do sudeste, com a invocação de São José; o do sudoeste, denominado Príncipe da Beira e o do nordeste, em homenagem a Dom João.




Em 1817, foi colocada na parte externa da muralha do norte uma lápide com a seguinte inscrição - em latim: 


"Ano de 1817. As naus escarneciam de mim, quando eu era um monte informe; agora, que sou uma grande Fortaleza, de longe tomam-se de respeito.

Aqui reinando Dom JOÃO VI, SAMPAIO me fundou bela, o engenho de PAULET resplandece. Os donativos dos cidadãos me tornam forte pelas muralhas, e os dispêndios reais me fazem forte pelas armas." 


Nota: - Essa lápide acha-se no Museu do Estado do Ceará.

De início, foi a Fortaleza guarnecida com canhões.

Em 17 de agosto de 1822, estavam concluídas as suas obras.

Era um quadrado com quatro baluartes e com 27 peças que cruzavam seus fogos em condições de baterem o ancoradouro e o Porto.

Em 1829, foram acrescidas mais quatro peças, fazendo um total de 31 peças. Em 1847, foi a FORTALEZA reconstruída devido ao seu mau estado, e, em 1856, foram feitos alguns reparos.



O quartel quando abrigava o 9º Batalhão - Foto feita do Passeio Público - Àlbum Vistas do Ceará 1908

Em 11 de fevereiro de 1857, a FORTALEZA passou à categoria das fortificações de 2ª classe e assim continuou até 1880.

Com os reparos e melhoramentos executados de 1856 a 1886 (30 anos), a FORTALEZA sofreu muitas modificações. Em 1860, o pavimento superior com emblema na porta externa frontal, contendo instrumentos de guerra e bandeiras nacionais, foi concluído. Em 1906, se bem que conservada, exigia alguns reparos urgentes.

Em 1910, a FORTALEZA foi desarmada.



Turma da Infantaria, tendo à frente os capitães Maia e Vale.74- Crédito da foto

Em 1917, na 1ª Grande Guerra Mundial, foi a FORTALEZA guarnecida pela 1ª Bateria Independente do 3º Distrito de Artilharia de Costa, sob o comando do Capitão Bernardino Chaves. Em fins de 1918, essa Bateria foi extinta.

O Quartel contíguo à FORTALEZA, que aquartelava tropa de infantaria, que guarnecia essa fortificação, foi ocupado pelo 46º Batalhão de Infantaria, depois pelo 23º Batalhão de Caçadores e hoje serve de sede do Comando da 10ª Região Militar.



Calabouço do forte, onde ficou presa a revolucionária Bárbara de Alencar da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador.

Evolução Histórica

1649 - Forte de Schoonemborch
1654 - Forte de N. S. Assunção
1817 - Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção
1860 - Construção da Fachada principal
1948 - Adaptação para Quartel General da 10ª RM


Foto de Antônio Sérgio





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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Henrique Jorge - O primeiro conjunto habitacional construído em Fortaleza


Inaugurado no dia 3 de maio de 1950, com o nome de Núcleo Presidente Vargas. Algum tempo depois passou a chamar-se de Casa Popular, devido ao grande número de construção de casas de um mesmo estilo.


Foto aérea do bairro - Por Paulo Targino Moreira

A história do bairro Henrique Jorge retorna ao século XIX, quando aquelas terras faziam parte da Parangaba e naquela área transitavam os rebanhos de gado pela estrada Barro Vermenho-Parangaba. Esta estrada ligava o Barro Vermenho (Antônio Bezerra) - Parangaba. Deste período da história ainda é possível ver o restante desta estrada, que agora é denominda Estrada do Pici e que é um dos limites do bairro; bem como a casa centenária que fica ao lado do Centro Social Urbano César Cals e o Riacho Cachoeirinha.


Riacho Cachoeirinha - Foto de Daniel Roman

Nos anos vinte do século XX, o advogado Daniel de Queiroz Lima, pai da escritora Raquel de Queiroz, adquire o Sitio do Pici, como sítio de veraneio para sua família, que localiza-se no território deste bairro. O casarão centenário do Sítio do Pici ou Sítio do Papai, ainda existe (Rua Antonio Ivo). A área do sítio foi loteada no anos 1970, expandindo assim os limites do bairro.



Linha Henrique Jorge - Foto da década de 60/70 - Arquivo Cepimar

Na década de 50, o bairro tinha poucas casas, tendo como proprietário de grande parte de suas terras o pai de Rachel de Queiroz, que também foi moradora do bairro, onde escreveu parte de seu livro "O Quinze", em seu quarto iluminado por uma lamparina. Ainda hoje a casa continua sendo propriedade da família.



Casa da família da escritora Raquel de Queiroz, no Henrique Jorge 
 Arquivo Diário do Nordeste


Nos anos 1950 do século XX, é construído um conjunto habitacional para os sargentos do 23° Batalhão de Comando, denominado Casa Popular, com os seguintes limites: ao norte rua Prof. Edigar de Arruda; ao leste rua Prof. Heribaldo Costa; ao sul rua Porto Alegre e ao oeste ao rua Maceió.


Rua Professor Paulo Lopes - Arquivo Jangadeiro Online

Na década de 60, o bairro mudou de nome: antes era Casas Populares e agora seria Henrique Jorge, em homenagem ao maestro nascido em Fortaleza, pai do governador Paulo Sarasate, amigo de Rachel de Queiroz e que era casado com Albanisa Sarasate e esta filha de Demócrito Rocha.
Henrique Jorge¹ era um maestro conceituado e admirado em Fortaleza, sendo posteriormente fundador da Escola de Música Alberto Nepomuceno na capital cearense.

Nos anos 1970, com a expansão imobiliária, expandiu os limites deste para as ruas: Teresina, Franco Rocha, Heribaldo Costa, 30 de Outubro, Brigadeiro Torres, Porto Velho, Matos Dourado, Chuí, Rio Maranguapinho, São Luís, Belém e Av. Perimetral.

Rua Eurico Medina - Foto de Rapper Ouriço

O bairro é composto por ruas que têm na sua maioria nome de capitais, apenas algumas têm o nome de pessoas ilustres. A antiga Rua Brasília, é a principal do bairro e atualmente chama-se Av. Senador Fernandes Távora, a antiga Salvador passou para Eurico Medina, que foi um líder comunitário do bairro. A rua Recife passou a ser Av. Audizio Pinheiro em homenagem ao proprietário da fábrica Unitextil localizada na referida rua.

Av. Senador Fernandes Távora

Com área de 1.344m2, o Henrique Jorge é um bairro da Zona Oeste de Fortaleza e faz parte da Secretaria Executiva Regional - SER III.

Datas históricas

seta.gif02 de junho de 1952 - A Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF doa grande terreno para construção de um conjunto de 456 casas populares no Pici, pela Fundação da Casa Popular, ficando a cargo da prefeitura a urbanização, pavimentação e energia. Foi o Conjunto Habitacional Casa Popular, hoje denominado bairro Henrique Jorge.

seta.gif20 de outubro de 1953 - Inauguração do conjunto habitacional da Fundação da Casa Popular, no Pici, feito em cooperação com a Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF, num total de 456 casas.

seta.gif01 de Novembro de 1963 - O bairro da Casa Popular de Fortaleza passa a denominar-se Henrique Jorge em homenagem ao musicista cearense.

seta.gif07 de novembro de 1963 - Publicado no Diário Oficial do Município - Diom nº 2.900 o texto da Lei nº 2.487 de 29/10/1963, projeto do vereador Sebastião Praciano, que denomina de Henrique Jorge o bairro conhecido por Casa Popular.

seta.gif30 de outubro de 1963 - Solenidade no Grupo Escolar Mariano Martins, com as presenças do governador Virgílio Távora, do prefeito Murilo Borges Moreira, do deputado Paulo Sarasate e do jornalista João Jacques Ferreira Lopes, que muda o nome do bairro Casa Popular para Henrique Jorge, homenagem ao maestro violinista Henrique Jorge Ferreira Lopes, pai de Paulo Sarasate Ferreira Lopes e João Jacques Ferreira Lopes, iniciativa do vereador Sebastião Praciano.
Na ocasião o prefeito Murilo Borges Moreira inaugura a avenida que liga o bairro ao Joquei Clube, com o nome de Avenida Brasília, hoje denominada Avenida Senador Fernandes Távora. 


seta.gif24 de novembro de 1971 - Inaugura-se o primeiro Centro Comunitário de Fortaleza, no bairro do Henrique Jorge, na Rua Coronel Matos Dourado s/n, recebendo a denominação de Centro Comunitário Governador César Cals de Oliveira Filho.
As senhoras Creusa do Carmo Rocha e Albaniza Sarasate descerraram a placa comemorativa da inauguração.
Hoje chama-se Centro Social Urbano Governador César Cals.


seta.gif08 de novembro de 1973 - Morre, aos 56 anos de idade, o empresário Audísio Pinheiro, fundador da Companhia de Expansão A. Pinheiro - Ciapan; Milarte Confecções Ltda; e Unitêxtil - União Industrial Têxtil, ex-deputado federal de 1962 a 1966, pela legenda PSD - PTB.
Foi sepultado no mesmo dia.
Nascera em Quixadá a 10/07/1917.
Tem hoje uma rua com seu nome no Henrique Jorge.


seta.gif16 de outubro de 1975 - Morre, às 17h30min, vítima de derrame cerebral, aos 51 anos de idade, na Casa da Saúde São Raimundo, o professor de direito José Miramar da Ponte, Procurador Judicial do Ceará, cearense de Sobral.
Nascido a 07/12/1923. Foi sepultado no Parque da Paz.
Existe hoje uma rua em sua homenagem no Henrique Jorge e João XXIII.


seta.gif30 de agosto de 1984 - Inaugurada a Unidade de Reabilitação do Deficiente Motor Dr. João Alberto Gurgel, no Centro Social Urbano Governador César Cals, no Henrique Jorge, com a presença do Ministro da Saúde, Waldir Arcoverde.

seta.gif05 de outubro de 1988 - Criadas, pelo Decreto nº 7.824, publicado no Diário Oficial do Município nº 8.970, a Escola de 1º Grau Santa Maria, funcionando na Rua Cuiabá nº 1465, no Henrique Jorge - Era a antiga Escola Reverendo Teixeira Rego - e a Escola de 1º Grau Alvorada, na Rua Angra dos Reis, nº 234, no Conjunto Alvorada.


¹Saiba mais sobre o homem que deu nome ao bairro:

Henrique Jorge Ferreira Lopes nasceu no dia 10 de fevereiro de1872, em Fortaleza.
Filho do pianista Victor Jorge Ferreira Lopes. Tornou-se um dos mais considerados violinistas do país, tendo desenvolvido sua arte praticamente sozinho, pois teve apenas as teorias iniciais.
Residiu alguns anos em Recife, onde fundou e manteve um conservatório.
Em Fortaleza, fundou o Conservatório de Música Alberto Nepomuceno.
Pertenceu a um dos mais significativos movimentos literários do Ceará - A Padaria Espiritual, com o pseudônimo de Sarasate Mirim.
Excursionou de Norte a Sul do Brasil, levando sua arte e recebendo os mais entusiasmados comentários da imprensa.
Organizou e dirigiu várias orquestras sinfônicas neste Estado.
Pai de dois eminentes cearenses, o Governador Paulo Sarasate e o cronista e jornalista João Jacques Ferreira Lopes.
Seu nome crisma um dos bairros mais populosos de Fortaleza.
Henrique Jorge faleceu em Fortaleza, em 6 de outubro de 1928 aos 56 anos de idade.
O féretro do maestro saiu de sua residência na Rua Barão do Rio Branco nº 298 para o Cemitério de São João Batista.


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Fontes: HJ Notícias, http://www.bairroantoniobezerra.com.br, Wikipédia, Cronologia Ilustrada de FORTALEZA - Nirez, Revista do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico) - 1983

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Excelsior Hotel - Quase 80 anos de história



O sobrado do comendador Machado, demolido para dar lugar ao  Excelsior Hotel. No térreo funcionava o Café Riche e nos andares superiores o Hotel Central - Arquivo Fortal

Ele já é um "senhor". Vivo, só em parte, mas ainda belo. Fincado no cruzamento das ruas Guilherme Rocha e Major Facundo, o Excelsior Hotel  já não funciona desde 1987. Seu primeiro andar foi todo reformado e ocupado pela imobiliária dos herdeiros do prédio, feito todo em alvenaria* e com paredes que chegam a 80 centímetros de largura. A construção respira história.

Quando era ocupado pelo Café Riche - Foto dos anos 20

Ele completou 79 anos esse ano. Um "senhor", já. Maduro e cheio de histórias pra contar. Quando ele nasceu, O POVO  noticiou com destaque que ele era o primeiro fortalezense daquele porte. Nasceu belo e imponente, e fazia a cidade chegar mais perto das nuvens e arranhar o céu. Era 2 de janeiro. O ano, 1932. Até o interventor federal estava lá pra prestigiar o "nascimento". Era o "senhor Carneiro de Mendonça", como noticiara o jornal.

O Hotel nos anos 40 - Arquivo Fortal



Estava sendo inaugurado o Hotel Excelsior. Anunciado como o primeiro arranha-céu da capital cearense, ele só tinha sete andares. O repórter do O POVO testemunhou. E subiu ao terraço, ao ar livre, de onde se tinha a visão de uma Fortaleza que já não existe mais. "É um terraço aprasibilissimo, de onde se descortinam belissimos panoramas do mar, das serras e dos sertões visinhos", escreveu o redator. Ao lado do texto, a ilustração do edifício, com direito a desenhos de nuvens, aviõezinhos e balões. O acontecimento movimentou a cidade por anos, já que o estabelecimento de nível internacional era pioneiro na Região Nordeste


O hotel com suas bandeiras simbolizando as Nações Unidas - Arquivo Fortal

Hoje, o terraço ainda continua aprazibilíssimo (agora, com "z" e acento agudo no segundo "i"). Mas os panoramas que se descortinam dali não são mais os mesmos. Mares sim. Já serras e sertões foram camuflados por outros arranha-céus que vieram depois. É certo que do segundo andar para cima, nada mais funciona - nem os elevadores. E tudo está como antes, excetuando-se a maior parte da mobília, que foi retirada. Mas nem o tempo e sua falta de uso (ele foi fechado em julho de 1987) roubaram-lhe a graça. O Excelsior Hotel respira história. 

Hoje o Hotel pertence ao cônsul geral da Hungria, Janos Fuzesi Júnior, um senhor de 79 anos - 57 deles morando no Ceará. Vender o hotel? "Por nada nesse mundo", esquiva-se Janos. Ele herdou o patrimônio do tio, também húngaro - o arquiteto Emílio Hinko. Antes de chegar às mãos cuidadosas de Hinko (responsável por obras em Fortaleza como o Náutico Atlético Cearense e a Base Aérea de Fortaleza), mais história. 

A primeira construção no local, erguida em 1825, foi o sobrado do comendador José Antônio Machado. Lá funcionou o antigo Hotel Central e o Café Riche. Em 1926 ele foi fechado e demolido em 1927. Inspirado em um edifício de Milão, na Itália, o Excelsior Hotel foi construído todo em alvenaria, por Natali Rossi, irmão de Pierina Rossi, esposa de Plácido de Carvalho, proprietário do prédio e do hotel. Anos após ficar viúva, ela casou-se com Emílio Hinko. 

Dos hóspedes ilustres que já passaram por ali, na rua Guilherme Rocha, 172, esquina com rua Major Facundo, não restam mais os livros de visitas. Se existem, estão em uma sala trancada no próprio hotel, que ninguém tem coragem de entrar. "É melhor a gente não ir lá, senão você vai adquirir uma bactéria ou uma infecção respiratória", brinca Janos Cavalcante Fuzesi, filho do cônsul. Mas os jornais antigos dão conta: gente como Orson Wells e Juscelino Kubitschek já se hospedaram ali. 

Hall do hotel Excelsior

"A gente tem muito amor por este prédio em si, mas também pelo Centro (da cidade) em geral. Era muito mais fácil para nós e nossos clientes se fôssemos pra Aldeota", diz Fuzesi, o pai, referindo-se à ampla reforma que fez no primeiro andar do hotel em 2006 e que hoje abriga a imobiliária da família e o consulado. 

De testemunha do que a construção já foi, restam traços na madeira e nos mosaicos do assoalho, nos guarda-corpos das varandas, nos móveis de sucupira, cerejeira e mogno. Se procurar bem, uma lembrança das épocas áureas. No pacotinho verde com 18 fósforos, o recado: "123 apartamentos, 13 suítes. Todos c/ ar condicionado, TV a cores e preto e branco, geladeira e telefone. Sala de estar com TV a cores. Vista para o mar. (...) Localizado no centro bancário e comercial". Pena que agora só lhe resta vida em um andar. 




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Fonte: Jornal O Povo

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Meireles - Dados históricos


Meireles acesso ao Mucuripe (Detalhe para o Náutico Atlético Cearense) 1947- Arquivo Assis de Lima

O Meireles é um dos bairros mais antigos de Fortaleza, teve os primeiros terrenos ocupados em torno de 1950, foi criado por causa do crescimento urbano que estava tendo em Fortaleza naquela época.

Uma das pessoas que ajudaram no planejamento urbano do bairro Meireles foi Silva Paulet (francês). Ele arquitetou as ruas e o espaço do bairro.

Essa corrida pela valorização de moradias causou uma certa desigualdade social no bairro como o Campo do América*, uma favela pequena que fica no Meireles.



Indo do Meireles ao Mucuripe 1947 - Arquivo Assis de Lima

01 de setembro de 1945 - Inaugura-se, às 19h, na Praia de Meireles (Náutico), o bar e restaurante La Conga.



Coqueirais do Meireles em 1907 - Arquivo Assis de Lima

14 de outubro de 1951 - Parte, da Praia de Meireles, em frente ao Náutico Atlético Cearense, com destino a Porto Alegre, RS, a jangada Nossa Senhora da Assunção, tripulada pelos pescadores Jerônimo André de Sousa (Mestre Jerônimo), 49 anos, Raimundo Correia Lima (Tatá), 62 anos, Manuel Pereira da Silva (Manuel Preto), 49 anos, João Batista, 31 anos e Manuel Frade, 61 anos.
A jangada tinha uma alegoria de N. Senhora da Assunção, pintada por Antônio Bandeira.
Após a jangada ser abençoada pelo padre Francisco Pita, discursou o governador Raul Barbosa seguido pelo prefeito Paulo Cabral de Araújo.



Coqueirais do Meireles em 1907 - Arquivo Assis de Lima

19 de julho de 1952 - Inauguram-se as novas instalações do Náutico Atlético Clube, nas Avenida da Abolição nº 2427, Avenida Desembargador Moreira e Avenida Beira-Mar, na Praia do Meireles, prédio com planta do arquiteto Emílio Hinko.

29 de março de 1952 -Recebidos festivamente pelas autoridades e pelo povo, regressam ao Ceará os jangadeiros Jerônimo, Tatá, Manuel Preto, João Batista e Manuel Frade, que empreenderam o raide Fortaleza-Porto Alegre na jangada Nossa Senhora da Assunção.Na praia do Meireles, de onde partiram a 14 de outubro do ano anterior, foi nesta data inaugurado um marco comemorativo da façanha.



Coqueirais do Meireles em 1907 - Arquivo Assis de Lima

23 de abril de 1955 - Lançada a pedra fundamental da nova sede do Clube Líbano Brasileiro, na Rua Tibúrcio Cavalcante, na Praia de Meireles.

03 de julho de 1955 - A Associação Atlética Banco do Brasil - AABB lança a pedra fundamental de sua nova sede na Avenida Antônio Justa nº 2311, na Praia de Meireles.

Maio de 1958 - Inaugurado em Fortaleza, o edifício sede do clube do Banco do Brasil, a Associação Atlética Banco do Brasil - AABB, na Avenida Antônio Justa nº 2311, no Meireles.


Meireles ontem - Arquivo Assis de Lima

07 de agosto de 2002 - Três pessoas morrem soterradas e uma outra sai ferida em acidente na construção de um edifício da Construtora e Imobiliária Gentil Rocha, localizado na Rua Marcos de Macedo nº 834, no bairro Meireles.
Os operários Dário Feitosa, Francisco Pereira Nunes, e Sigismundo Ferreira Gomes, morrem no local, enquanto Francisco José do Nascimento sai lesionado.



Meireles em 1958 - Arquivo IBGE

* Alguns dizem que o Meireles já se chamou Lidiápolis, mas basta observar o mapa do Siará Grande, que iremos observar que aquele pedaço já se chamava Meireles. Os moradores junto ao Campo do América, são os RR (Remanescente Resistente).

Linda Praia do Meireles num passado recente - Arquivo Assis de Lima

Postal Praia do Meireles






Fontes: http://edamex.wordpress.com/, Cronologia Ilustrada de FORTALEZA - 
Nirez,  Portal do Ceará e Assis de Lima