quinta-feira, 1 de julho de 2010

Café do comércio



O Café do Comércio ficava na esquina noroeste da Praça do Ferreira. Foi erguido pelo negociante Pedro Ribeiro Filho, que obteve licença da Câmara Municipal em 10 de junho de 1891 para construção de dois cafés, este e o Elegante. Dos quatro existentes na praça, este era o maior e juntamente com o Elegante, tinha a parte superior. Pertenceu a José Brasil de Matos, a Lopes & Filhos, Virgílio Bezerra e Barbosa & Moreira. Esta última firma tinha como sócios Francisco de Oliveira Barbosa e José Moreira da Rocha.
Entre o Café do Comércio e o Café Java, ficava o quiosque do ponto de partida dos bondes de tração animal até 1913, quando passaram a funcionar os elétricos. Podem ser vistos os bondes já pertencentes à "Ceará Tramway, Light and Power Co.", pois a foto data de 1912 e é da publicação "Impressões do Brasil no Século XX", feita em Londres. Antes os bondes puxados por burros pertenciam à Companhia Ferro Carril do Ceará, que foi adquirida pela companhia Inglesa. Vemos também na foto o Café do Comércio bastante concorrido, combustores de iluminação a gás, os vários trilhos dos bondes e as esquinas que ficavam em frente ao café localizado no cruzamento das ruas Major Facundo com Guilherme Rocha, na época ocupadas pelo Café Riche e pela Maison Art-Nouveau.
A foto nova mostra, do mesmo ângulo o que hoje ocupa os mesmos lugares, como o Excelsior Hotel do lado esquerdo, com uma loja de presentes e o edifício Granito, do lado direito, com a Tok-discos. A terceira esquina desapareceu para dar prosseguimento à praça.


Fonte: Portal da história do Ceará/Arquivo Nirez

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