quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Academia Cearense de Letras



Academia Cearense de Letras em 08/09/1922, no salão nobre do Clube Iracema, no 1º andar do Palacete Ceará - Arquivo Nirez

Foto com a  identificação - Nirez

A Academia Cearense de Letras é a mais antiga instituição do gênero no país, pois foi fundada a 15 de agosto de 1894. Tal resultou do idealismo de alguns intelectuais, entre outros, o anglo-cearense Barão de Studart, e Thomaz Pompeu de Souza Brasil, seu primeiro presidente, topônimo desta Casa. Inspirou-se na Academia de Ciências de Lisboa, surgindo no rasto da famosa Padaria Espiritual, de Fortaleza, cujo "forno" funcionou por 6 anos (1892-1898), alimentado por "padeiros" notáveis, entre eles Antônio Sales, autor do festejado romance Aves de Arribação. Destarte, este grêmio literário não poderia deixar de usufruir das vantagens da moderna tecnologia representada pela Internet. Ao contar a nossa longa história, convidamos para um passeio na nossa também longeva sede, o antigo Palácio da Luz, onde, por muito tempo, alojou-se o Governador do Estado do Ceará. 
Pedro Henrique Saraiva Leão
Presidente

Academia Cearense de Letras (ACL) é a entidade literária máxima do estado do Ceará. A ACL é a mais antiga das Academias de Letras existentes no Brasil, fundada em 15 de agosto de 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras.

A História da ACL é dividida em três partes. A primeira tem início em 15 de agosto de 1894 quando foi fundada, e vai até 17 de julho de 1922, quando Justiniano de Serpa lhe promoveu a reconstituição. Esse primeiro período foi áureo para as letras cearenses, quando a inquietação de intelectuais já havia motivado a criação da Padaria espiritual, dois anos antes de sua fundação. O Ceará ocupava então importante papel dentro do movimento literário nacional, tendo se antecipado inclusive à criação da Academia Brasileira de Letras, fundada três anos depois da ACL, e à Semana de 22.



Foi fundada como Academia Cearense e a primeira revista foi publicada em 1896, com periodicidade anual até 1914. Seu primeiro presidente foi Tomás Pompeu de Sousa Brasil Filho. Iniciou as atividades com 27 membros.
A segunda fase tem início em 1922, quando Justiniano de Serpa, diante da situação em que se encontrava a instituição com somente oito membros ainda residentes em Fortaleza, reorganiza-a sob a nova denominação de "Academia Cearense de Letras". Neste novo formato, foram ampliadas as vagas, passando então para as atuais 40 cadeiras. Foi deste mesmo período a denominação dos patronos. No ano seguinte ao de sua reformulação, a morte de Justiniano de Serpa em 1 de agosto de 1923 fez a instituição ficar na penumbra até 1930.
Em 21 de maio de 1930 foi instalada a reunião de reorganização da instituição, agora em definitivo até os nossos dias, na casa de Walter Pompeu. Desde então sua revista passou a ser publicada ininterruptamente.
Anualmente, concede o Prêmio Osmundo Pontes e, desde 2005, os prêmios Antônio Martins Filho e Fran Martins, para jovens escritores. Sua atual sede fica no Palácio da Luz, a antiga sede do Governo do Ceará, um importante prédio que faz parte do conjunto arquitetônico da Praça dos Leões em Fortaleza.

Diretoria

  • Presidente - Pedro Henrique Saraiva Leão
  • 1º Vice-Presidente - José Maria de Barros Pinho
  • Secretário-Geral - Virgílio Maia
  • Secretário-Geral Adjunto - Horácio Dídimo
  • Diretora Cultural - Angela Gutiérrez
  • Diretor de Patrimônio - Sânzio de Azevedo
  • Diretora de Publicações - Noemi Elisa Aderaldo
  • Conselho Fiscal - Costa Matos, Dimas Macedo e José Dias de Macedo (representante da comunidade)

Patronos

  • 1 - Adolfo Caminha
  • 2 - Álvaro Martins
  • 3 - Antônio Augusto
  • 4 - Antônio Bezerra
  • 5 - Pápi Júnior
  • 6 - Antônio Pompeu
  • 7 - Clóvis Beviláqua
  • 8 - Domingos Olímpio
  • 9 - Fausto Barreto
  • 10 - Padre Mororó
  • 11 - Barão de Studart
  • 12 - Heráclito Graça
  • 13 - Jerônimo Tomé da Silva
  • 14 - João Brígido
  • 15 - Capistrano de Abreu
  • 16 - Franklin Távora
  • 17 - Joaquim Catunda
  • 18 - Moura Brasil
  • 19 - José Albano
  • 20 - Liberato Barroso
  • 21 - José de Alencar
  • 22 - Justiniano de Serpa
  • 23 - Juvenal Galeno
  • 24 - Lívio Barreto
  • 25 - Oliveira Paiva
  • 26 - Soares Bezerra
  • 27 - Soriano Albuquerque
  • 28 - Mário da Silveira
  • 29 - Paulino Nogueira
  • 30 - Rocha Lima
  • 31 - Farias Brito
  • 32 - Cônego Ulisses Pennaforte
  • 33 - Rodolfo Teófilo
  • 34 - Samuel Uchôa
  • 35 - Tomás Pompeu de Sousa Brasil (filho)
  • 36 - Tomás Pompeu de Sousa Brasil
  • 37 - Tomás Lopes
  • 38 - Tibúrcio Rodrigues
  • 39 - Araripe Júnior
  • 40 - Visconde de Sabóia

Membros atuais
  • 1 - Sânzio de Azevedo
  • 2 - Batista de Lima
  • 3 - Carlos Augusto Viana
  • 4 - José Murilo Martins
  • 5 - Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes
  • 6 - Virgílio Maia
  • 7 - Marly Vasconcelos
  • 8 - Horácio Dídimo
  • 9 - Genuíno Sales
  • 10 - Abelardo Fernando Montenegro


Posse de Abelardo Montenego - Crédito da foto: http://www.ceara.pro.br

Crédito da foto: http://www.ceara.pro.br

Crédito da foto: http://www.ceara.pro.br
  • 11 - Dimas Macedo
  • 12 - J. C. Alencar Araripe
  • 13 - Manfredo Ramos
  • 14 - Barros Pinho
  • 15 - Pe. Francisco Sadoc de Araújo
  • 16 - Beatriz Alcântara
  • 17 - Paulo Bonavides
  • 18 - Ângela Gutierrez
  • 19 - Juarez Leitão
  • 20 - Cid Sabóia de Carvalho
  • 21 - Regine Limaverde
  • 22 - Manuel Eduardo Pinheiro Campos
  • 23 - Luciano Maia
  • 24 - Pedro Paulo Montenegro
  • 25 - Pedro Henrique Saraiva Leão
  • 26 - Lúcio Alcântara
  • 27 - César Barros Leal
  • 28 - Giselda Medeiros
  • 29 - Costa Matos
  • 30 - Linhares Filho
  • 31 - Francisco Carvalho
  • 32 - Napoleão Nunes Maia Filho
  • 33 - Noemi Elisa Aderaldo
  • 34 - Vinicius Barros Leal
  • 35 - Alberto Oliveira
  • 36 - Carlos D'Alge
  • 37 - Teoberto Landim
  • 38 - F. S. Nascimento
  • 39 - Mauro Benevides
  • 40 - Artur Eduardo Benevides

As sedes da Academia

Jose de Alencar

Prédio à Rua do Major Facundo, n° 2, esquina da Misericórdia, onde funcionou o Hotel de France.
Sede na Fênix Caixeiral, cujo salão nobre, no segundo andar, realizou a Academia Cearense a sua primeira sessão, a 15 de agosto de 1894.
No local foi construído o atual edifício do Palace Hotel.

O Presidente

Pedro Henrique Saraiva Leão

Pedro Henrique Saraiva Leão nasceu na cidade de Fortaleza no dia 25 de maio de 1938.
Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, fez cursos de especialização em São Paulo e Londres.
Foi médico do Hospital Geral de Fortaleza - INAMPS e é professor do Departamento de Cirurgia da UFC, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e de várias sociedades médicas nacionais e do exterior.
Fundou o Clube do Colostomizado do Brasil, o primeiro do País, em 1979.
Foi presidente nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – SOBRAMES.
Recebeu, em 2006, o título de notório saber em Medicina pela UFC.
É poeta, com inúmeros poemas publicados em livros e revistas literárias. Obras poéticas: 12 poemas em Inglês, 1960; Ilha da canção, 1983; Concretemos,1983; Poeróticos, 1984; Meus eus, 1995; Trívia, 1996; e As plumas de João Cabral, 2002. É o editor da revista Literapia. Publicou trabalhos da especialidade em periódicos médicos, tendo sido redator do Ceará Médico e vice-redator da Revista de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
Livros científicos publicados (como autor e em colaboração): Auto-avaliação em Coloproctologia, 1980; Perguntas e respostas em Proctologia, 1980; Colostomias e colostomizados, 1981; Isto não se aprende na escola, 1982; Câncer nos cólons e no reto, hemorróidas: fatos e ficções, 1988; e Síndrome pós-colostomia, 1990.
Organizou várias coletâneas da SOBRAMES.
Honrarias: recebeu a Medalha Barca Pelon e o Troféu Sereia de Ouro.
Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 19 de setembro de 1986, sendo saudado pelo acadêmico Pedro Paulo Montenegro.
Substituiu o poeta Carlyle Martins na cadeira número 25, cujo patrono é o romancista Oliveira Paiva.


Fonte: Wikipédia e Site Oficial da Academia

2 comentários:

  1. Perfeito! Sempre passei por esse prédio e quis saber o que era.

    ResponderExcluir
  2. Na época que passamos na Barra do Ceará não tinha energia elétrica, não tinha escola , nem Carnaval, Carnaval era so no Clube de Regatas e como dizia minha mãe, nós éramos sócios proprietários do referido clube , mas com esse marzao quem queria saber de piscina. So íamos mesmo as festas de Carnaval, foi no auge da música " máscara negra " tempos bom.

    ResponderExcluir