sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Moda Fortalezense no final da década de 20



As mudanças ocorridas no final do século XIX e início do século XX no Brasil foram simultâneas ao período de maior prosperidade francesa.

(Foto ao lado da senhorinha Zezé Guimarães)

A Belle Époque foi o momento de desenvolvimento da França, época de forte poder econômico. Exportava-se o modo de vida francês. Foi um momento de avanço tecnológico e científico. A moda francesa, com seus exageros, era um dos pilares da economia daquele País.

No Brasil, procurava-se fortalecer relações políticas com os Estados Unidos e países da Europa, o que tornou a modernidade brasileira, mais um jogo político do que uma consequência de eventos ocorridos espontaneamente:

A construção da modernidade se fazia nos espaços, na arquitetura, mas ainda nas pessoas, na cultura, na sociedade, ou seja, moldava-se simbólica e imaginariamente, de modo a despertar a sensação de um novo tempo, principalmente aos mais entusiasmados, com os benefícios do progresso. (DOURADO, 2005)


Loja A Formosa Cearense em 1925 
(Loja de modas, tecidos, calçados e alfaiataria, de Cunto & Companhia, dos sócios Salvador Cunto, Vicente Cunto e José Cozza Cunto, na Rua Floriano Peixoto nº 205 (antigo, atual 635), no Edifício Itália, na Praça do Ferreira. Inaugurada em 22 de abril de 1922.)

A Belle Èpoque cearense, que teve inicio na metade do século XIX, se estendendo até o final dos anos de 1920, foi marcada por uma profunda mudança, tanto em termos políticos, quanto em termos culturais, o que refletia na capital cearense, que acompanhava, guardadas as proporções, essa fase de urbanização que ocorria no país. 



A Moda em Paris serviu de inspiração.

Tentava-se enquadrar a cidade nos moldes de civilização Europeus. Assim, a arquitetura local bem como os costumes foram diretamente influenciados por Paris, sendo bastante comum o nome de lojas e cafés em Francês (Um dos principais cafés da cidade chamava-se Café Riche, também havia o Cine Majestic, a Torre Eiffel.).

Foi também o período em que chegaram os bondes e energia elétrica na cidade, ainda coexistindo com os bondes de tração animal e iluminação a gás, uma vez que a substituição da iluminação a gás para elétrica se deu apenas em 1934, conforme Silva Filho (2002):

A tardia introdução da energia elétrica na iluminação pública de Fortaleza provavelmente se deveu menos a uma debilidade técnica e mais à longeva concessão franqueada pela Ceará Gás Company, já que pelo menos desde 1913 a cidade dispunha, embora em grau diminuto, de eletricidade para algumas residências, casas comerciais e repartições públicas, e no final do mesmo ano passava a alavancar o novo bonde.

A iluminação pública, ainda segundo Silva Filho (2002), foi responsável por trazer segurança às noites da cidade, tendo como consequência a maior agitação da vida pública, favorecendo as festividades noturnas.




O avanço tecnológico com o qual a cidade se acostumava, associado às políticas governamentais e as mudanças empreendidas na estrutura física da cidades ofereceram condições propícias para a consolidação do poder das elites.
A segmentação social favorecia o surgimento de espaços físicos em que os mais ricos pudessem acomodar-se e conviver entre si, excluindo, nos momentos de lazer, de seu convívio aqueles que não tivessem poder aquisitivo condizente com os seus.


Assim, Castro (1987) aponta isso quando revela que Fortaleza, durante o seu processo de formação, apresentou características de forte divisão de classes, o que auxiliou no processo de segregação entre as classes mais abastadas e as menos favorecidas. Resultando desse modo nas apropriações de espaços, por parte da elite, em que pudessem relacionar-se:

Desde o princípio de sua evolução, Fortaleza apresentou em seu espaço uma configuração assentada sobre a base de uma forte segmentação social. Ainda no alvorecer do século XIX, os elementos que compunham os círculos sociais mais elevados, ligados às atividades comerciais da cidade “começavam a se agregar isoladamente, ocupando bairros onde pudessem relacionar-se com conjuntos homogêneos, alheios às confusões urbanas". (CASTRO, 1987, apud PONTES, 2005)

O surgimento e a consolidação desse segmento favoreceu também o aumento das práticas sociais na cidade. A partir de 1860, Fortaleza passou a ter uma vida social mais ativa; a fundação do Teatro José de Alencar, as festividades no palácio do presidente foram os primeiros movimentos do lazer social da cidade.


O Elegante Clube Iracema

No meio elitizado da cidade surgiram os clubes sociais; o primeiro,
Clube Iracema¹fundado em 1884, abrigava um pequeno número de pessoas. De uma dissidência entre seus membros surgiu o Clube dos Diários, em 1913.

No Final da década de 20, precisamente em 12 de junho de 1929, surge o clube Náuticoatlético cearense
², que se mantem até os dias atuais.
Os clubes eram responsáveis pela maior diversão da elite fortalezense, bem como por seus encontros e convivências. Eram bastante comuns as festas nos anos de 1928, constantemente havia um anúncio no jornal sobre esses acontecimentos, que variavam entre festas beneficentes à campeonatos esportivos.

Carnaval no Clube Iracema em 1935 - Acervo Sérgio Roberto

O período carnavalesco, que se inicia no começo de fevereiro e se estende até começo de março, era de bastante movimento nos clubes da capital, pois, com a decadência do carnaval de rua, os festejos dentro dos clubes passaram a ter maior visibilidade durante o período momino.


Revista Ba-ta-clan

Além do carnaval, que foi recondicionado pelas novas práticas de sociabilidade, também pode-se perceber uma influência dessas práticas, na moda feminina e masculina da época.


Revista Ba-ta-clan

O jornal O Povo e a moda

Entender como se deu a implantação, a consolidação e características da imprensa cearense é fundamental para a compreensão do material extraído do jornal.
Geraldo Nobre, no seu livro, 'A historia do jornalismo no Ceará' traça um caminho que percorre desde o início do surgimento da imprensa no Ceará, até os anos de 1970.

Surgida em 1824, com o Diário do Governo, a imprensa cearense consolidou-se no período de 1849 a 1859, momento em que a situação política do império normalizou-se. Nesse momento a notícia era complemento de debates políticos, processando-se tanto na assembleia, quanto nas folhas. 
O jornal com seu caráter informativo só veio a ter espaço após o fim das oligarquias, no ano de 1915, sendo iniciado pelo jornal Correio do Ceará.

O jornal O povo, surgido no período dos novos jornais, como classifica Nobre (2006), não era um jornal partidário, mas como afirmou Adísia Sá, teve origem partidária. Seus fundadores, Demócrito Rocha e Paulo Sarasate foram ligados à vida política.

Foto de 1925 do Armazém de Fazendas - J. Albano & Comp.

Segundo Nobre (2006), foi no decênio de 1910 a 1920 que a imprensa cearense assumiu características de permanência, tornando-se definitiva, em relação a seu estado atual. O autor também divide a história do jornalismo cearense em duas fases; na primeira os jornais existiram em função de partidos políticos, ou de outros grupos de opinião e consequentemente, pouca atenção deram ao caráter noticioso, ou mesmo comercial, da imprensa. Com o surgimento do Correio do Ceará, em 1915, o noticiário e a publicidade começaram a ganhar espaço jornalístico e a partir de então, os órgão de orientação política tiveram duração efêmera.

Maravilhosas vitrines da conhecida e conceituada casa de modas A Cearense na rua Floriano Peixoto, 219 - Revista Ba-ta-clan
Revista Ba-ta-clan

Atentando-nos ao espaço ganho pela publicidade no jornal, para o estudo da moda, as propagandas de casas de tecido, modistas, costureiras e lojas de artefatos masculinos, são relevantes para que tomemos conhecimento sobre o que se usava à época, nisso incluímos tanto os tecidos, como as peças de indumentária já confeccionadas, como chapéus, lenços, sombrinhas etc. 

Revista Ba-ta-clan

Revista Ba-ta-clan

As propagandas trazem para o nosso cotidiano os elementos do período de 1920, nelas podemos ver o preço e o tipo de tecido que se vendia, bem como os artefatos que eram expostos, como meias de seda, sombrinhas, joias, chapéus e bolsas. Os tecidos que apareciam nos anúncios eram principalmente seda, brim, algodão, linho, casimiras, cetins. 


Há um anúncio, intitulado de 'Creação de Paris', d'A Cearense, que era uma loja de variedades, nele são expostos fivelas, chapéus e tecidos. Percebe-se além das peças que
compunham a indumentária feminina da época, a influência dos elementos vindos de Paris, conforme descrito abaixo:

Creação de Paris
Chegado pelo D. Pedro I 
Uma linda colleção de artigos para senhora, barretes fêchos e fivellas para vestidos e chapeos, artigos ricos, chiques e originaes, diversas qualidades e tamanhos de applicações para vestidinos de criança o que há de mais rico. Uma grande collecção de lenços para presentes. 
Renda valenciana branca e creme. 
Missanga em diveras cores e em crysta branco leitosa 
Na A CEARENSE (O Povo, 30 de maio de 1928, p.2)

A Cearense (Sede da rua Barão do Rio Branco). Foto Aba Film - Arquivo Nirez


Lindas vitrines d' A Cearense - Arquivo Nirez

Como o anúncio acima, há outros, que aparecem constantemente, trazendo referência dos materiais e peças que compunham a indumentaria da época. 
Outra loja, A maranhense, no dia de saldão divulgou uma lista, no jornal, com os tecidos e preços ao qual vendiam cada peça.

Reclame d'A Maranhense - Revista Ba-ta-clan
(Em 08 de junho de 1921, abre-se em Fortaleza a loja denominada A Maranhense, armarinho, miudezas e tecidos, pertencente à firma Chuairy, Ary & Cia, formada por Salim Milhem Chuary, José Salim Ary e Nadra Salim Ary, funcionando na Rua Major Facundo nº 100 (antigo).

Apesar de haver uma publicidade constante de tecidos e artigos de moda, as publicações que tratavam diretamente do assunto eram escassas; durante os anos de 1928 e 1929, apareceram apenas três publicações.
Uma das publicações, intitulada de “A arte de usar echarpe”, fala de como o artefato deveria ser usado e como algumas mulheres dominavam essa arte:

A arte de trazer uma <<écharpe>> não se limita, de resto, a evitar essa nota pouco favorecedora. Saber collocar com graça uma <<écharpe>> sobre os hombros sem que ella fique pesada, mas com pregas naturaes e suaves, de modo a que as pontas caiam com garridice e bom gosto, requer um estudo profundo e subtil. 
(O Povo, 28 de março de 1928, p.03)

Revista Ba-ta-clan

Ensinava-se também o modo adequado de usar, além de incentivar as mulheres a praticarem em frente ao espelho o melhor caimento da encharpe: 

Nos nossos dias, é a <<écharpe>> que occupa um logar importante no conjuto da <>, tanto pelo seu comprimeto como por suas dobras elegantes e acariciadoras,
que permittem corrigir certos defeitos do busto e tambem das proporções da silhueta. Se as suas dobras se detêm e suavisam ao nível do peito, este parece crescer, o que convém
ás magras. Se, porém, se apertam em um movimento envolvente, o resultado será dar-lhe a apparencia de menor volume, oque muito servirá ás mulheres e busto proeminente e
de talhe curto. (O Povo, 28 de março de 1928, p.03)

Revista Ba-ta-clan

Revista Ba-ta-clan

Outro assunto tornado pauta de uma coluna do jornal O povo foi a roupa de baile. 
A coluna, intitulada de A moda – Toillettes de Bailes explicitava quais as roupas que estavam sendo usadas, na época, durante as festas. Essa coluna foi escrita pela redatora da revista FEMININA, nela aparecem as cores e tendências que eram legitimadas naquele período:

Fiquei admirada de não ver nas reuniões dansantes de moças tantos vestidos de mousseline de seda, florida, quanto os figurinos faziam esperar. Não se podia, entretanto, achar um thema, mais requintado e as formas são deliciodas. Sobre um fundo creme, por exemplo, flores sylvestres, sobre um fundo rosa ou azul, primaveras de um amarello pallido; no corpete, o decote tam graça ao gosto antigo; uma estreita hombreira sustenta o tecido de um lado, enquanto, do outro lado, esse tecido sobe para o outro hombro por um efeito de viez.
( Martine Re'nier, Jornal O Povo, 30 de março de 1928, p. 4)


Há também uma parte do texto que fala sobre a roupa de passeio, mas diferente da primeira que tratava apenas da roupa feminina e adulta, a segunda ensinava às mães como vestir suas filhas:

A moda que tem sempre a sua palavra a dizer na toilette dos grandes, como dos pequenos, determina que o chapeo se combine com o manteau, nas toilettes de passeio. Deve-se
reconhecer, aliás, que isso é encantador e que, assim, as nossas filhas ficam com um ar mais distincto e elegante, correspondendo a idéa que se tem, hoje, da harmonia, em matéria de vestuário. O bege, naturalmente, tem uma grande supremacia nas vestes de passeio de nossas filhas, mas está longe de ser a única côr da moda. Ao contrario, parece estar dominando um gosto pronunciado pelos tons a um tempo vivos e claros, como o amarello limão, o verde amendoa ou o azul ligeiramente cinza, que vae bem principalmente nas meninas louras. 
(Martine Re'nier, Jornal O Povo, 30 de março de 1928, p. 4)

Nota-se que há uma preocupação em como vestir as mulheres de forma “elegante e distinta” desde criança, selecionando cores³ e formas ideais de roupas, mas quase não há referências à indumentaria masculina. O que encontra-se no jornal O povo, falando sobre a moda ou mesmo sobre a roupa do homem, são alguns poucos anúncios que vendem principalmente chapéus.

A elegância das senhorinhas na década de 20 - Revista Ba-ta-clan

Após analisar as edições impressas do jornal O povo, dos anos de 1928 e 1929, foi possível notar que naquele período Fortaleza passava por uma fase de transição, em que a cidade ganhava um novo aspecto devido a política higienista aplicada no País, bem como pela tentativa de modernização e inclusão das cidades no modelo de vida europeu e tudo isso afetou o modo de viver e relacionar-se de seus habitantes.

A elegância das senhorinhas na década de 20 - Revista Ba-ta-clan

A moda, como parte integrante da vida social, também sofreu mudanças. É possível perceber, que tanto homens, quanto mulheres assimilavam as modas vindas do exterior, porém a influência era exercida principalmente sobre a mulher.

A moda feminina importou principalmente os costumes vindos da França, especificamente da cidade de Paris. São constantes os anúncios que dizem trazer novidades da capital francesa, ressaltando a qualidade dos produtos e o fato de serem a última moda parisiense. 

Quando se trata de anúncios masculinos, estes referem-se principalmente a chapéus, nos quais é possível notar influências principalmente americanas e inglesas, salvo algumas exceções que falam de chapéus australianos.
As casas de tecidos e de variedades eram as principais anunciantes de moda nesse período.

As lojas de tecido vendiam a matéria-prima para as senhoras, que as compravam e levavam à modista ou costureira, quando não eram feitos em casa. Era prática bastante comum a cópia de modelos vindos da Europa
No tocante às cores dos tecidos, não foram encontradas referências nos anúncios das casas de tecido, porém, as colunas de moda publicadas à época, revelam o uso de cores claras como beges, rosas e amarelo limão. 
Entende-se que as cores utilizadas nas roupas não eram meros caprichos da moda, ou apenas influências diretas de Paris, havia uma força social que impunha determinadas cores e excluía outras, atribuindo valores a cada uma. 
Fortaleza assimilava a moda, mas não abandonava as tradições. Se por um lado havia vestidos esvoaçantes, sem cintura, como ditava a moda parisiense, por outro não se incorporava o excesso de brilho e as cores extravagantes.

Por fim, foi possível observar também que o jornal ajudava a disseminar a moda, porém não era o principal meio propagador, uma vez que não havia constância na divulgação das colunas sobre moda e indumentária; nem as notas referentes aos clubes tratavam sobre o assunto, não havia também especificação do tipo de traje dos eventos.

Analice Camara Carvalho
(Design de Moda da Universidade Federal do Ceará)


 (896 bytes)¹O clube Iracema fundiu-se com o clube dos diários na metade do século XX.

 (896 bytes)²No dia 12 de junho de 1928, O jornal o Povo publica uma nota curta sobre o surgimento do Náutico Atlético Clube

 (896 bytes)³Tanto Lopes (2011), quanto Ponte (1993) remetem ao uso de determinadas cores na indumentária em Fortaleza; o primeiro afirmava que cores muito vivas e vermelhos eram cores reservadas às prostitutas, já o segundo fala sobre o uso do preto, que transmitia distinção.


Fotos: Livro Terra Cearense de 1925, Acervo Ivan Gondim, Revista Ceará Illustrado de 1925, Revista Ba-Ta-Clan, Arquivo Nirez e Acervo Sérgio Roberto

11 comentários:

  1. Adorei esse post sobre moda nos anos 20/30 eu andei pesquisando sobre moda dos anos 20 até 2000,é muito interessante.

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    1. Eu tbm amei fazer essa postagem, é muito interessante!

      Beijos

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  2. Obrigada pelos comentários positivos. Foi um trabalho realmente prazeiroso e difícil de executar. É bom saber que ainda existem pessoas que se interessam pela história da nossa cidade.

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    1. Seu trabalho é digno de aplausos, Analice, parabéns!

      Um forte e caloroso abraço

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    2. Adorei. Me chama atenção o modo de vida das pessoas antigamente.

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  3. Obrigada Leila, é gratificante saber que há interesse pela cultura local.

    Forte abraço.

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  4. Oi leila, estou escrevendo um trabalho de conclusão de curso sobre esse assunto e me encantei pelo seu texto! você pode me dizer onde acho essa referência do dourado que você citou?

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    1. Mel, toda a bibliografia do artigo você encontra no original que está no site do Colóquio de Moda de 2012, ocorrido no Rio de Janeiro. Esse artigo foi parte do projeto da Professora Dra. Francisca Mendes, da Universidade Federal do Ceará. Caso ainda queira estudar o assunto sugiro que a procure. Atenciosamente a autora: Analice Camara Carvalho.

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  5. Adoro viajam aqui... sabe meu avô Arildo Alves tinha duas lojas de sapatos no Centro, nessa época... lembro o nome de uma que meu Pai sempre falava, "A DIFERENTE", teria alguma coisa dela??? queria ver algo sobre a loja.

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  6. Madson, como esse trabalho foi feito há um tempo confesso que não lembro. Como o enfoque foi nas matérias e propagandas publicadas no jornal O Povo, no entanto teve um corte metodológico. O acervo estava disponível tanto na biblioteca Menezes Pimentel, em Fortaleza, como também no próprio Kornal O Povo.
    Espero que encontre o que procura.
    Atenciosamente
    A autora: Analice Camara Carvalho

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