Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Waldonys
Fortaleza, uma cidade em TrAnSfOrMaÇãO!!!


Blog sobre essa linda cidade, com suas praias maravilhosas, seu povo acolhedor e seus bairros históricos.
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terça-feira, 30 de abril de 2013

Parquelândia - Antigo Coqueirinho



Secretaria Regional III

No final dos anos 1940, o bairro Coqueirinho começou a se extinguir com a remoção de famílias sem documentos das terras. A Empresa Incorporadora LTDA, do paraibano Lauro Ferreira de Andrade, iniciava a implantação da Parquelândia, que incluem a Av. Jovita Feitosa. Foto Gazeta de Notícias, 1956. Acervo Lucas

Parquelândia é um bairro da zona oeste de Fortaleza. Tem como referencia no bairro a praça da Igreja de Santo Afonso mais conhecida como Igreja Redonda. O nome Parquelândia vem da época em que o lugar ainda era um grande loteamento. Ninguém sabe ao certo como o nome surgiu, o que se sabe é que ele caiu no gosto popular. Sobrou o canteiro central da avenida para lembrar que existia um terreno de mata virgem. Ficou o nome, Parquelândia, para identificar o lugar. Bairro povoado e bem estruturado. Ruas e calçadas adequadas ao código de obras e posturas do município. Orgulho para quem mora na região. Como a livreira Socorro Carneiro, dona de uma banca de livros antigos. 
A Igreja de Santo Afonso, ou Igreja Redonda, é o marco de construção do bairro. O bairro surgiu entre as décadas de 40 e 50. Era conhecido por ser um local de diversão, onde existiam muitos bares e casas de show. A Parquelândia de hoje tinha um outro nome no passado: Coqueirinho, em referência à área verde, predominante na época. A escola também faz parte da história da Parquelândia. Construída por padres redentoristas, ela serviu para a realização de missas, enquanto a igreja era construída. Pouca gente sabe, mas a Parquelândia é conhecida por suas formas geométricas.

Foto Gazeta de Notícias, 1956. Acervo Lucas

Rua professor Morais Correia na Parquelândia dos anos 70. Arquivo pessoal: Kariza Viana

Praça da Igreja Redonda

Uma banda da lua

"Sou carteiro e me conhecem por Xavante, apelido de menino. Residente na Parquelândia desde os tempos de Coqueirinho (bairro violento da Fortaleza Descalça), conheço cada rua e beco, cada gente, cada história e estória daqui. Andarilho observador, gentil por ofício, sou o que tanta notícia leva-e-traz ao povo, o que lutou com cachorro doido, levou carreira, peitou cara feia.



Rua General Bernardo de Figueiredo


Inicio a narrativa dizendo que o bairro que adotei desde os anos 50, como poucos da capital (Aldeota e Fátima), tem a capacidade de se imiscuir no território contíguo, tomando-lhe a designação primitiva. Exemplo é a Vila dos Industriários da minha infância, dos bodegueiros Barnabé e Toinho e de dona Laisinha (das roupas e miudezas em geral), hoje Parquelândia até a alma.

Quadrante da cidade que cresceu vertiginosamente, valorizou-se, acolheu ilustre e ganhou notoriedade. Longos trechos do Rodolfo Teófilo, Parque Araxá e até o Parreão foram lambidos pelo que tem na avenida Jovita Feitosa uma grande referências espacial. Uma alegria abrigar aqui o bar Besouro Verde, de seu Hélio, pai do jornalista Eliomar de Lima. “Ei, Xavante, o Besouro é no Amadeu Furtado!”


Besouro Verde - Esquina da rua Dom Manuel de Medeiros com Rua Amadeu Furtado

Wellington Martins e Rosânia. Ou melhor, Nena e dona Rosa, que estão à frente do tradicional Bar Besouro Verde - Que comemora em 2013, 60 anos. Blog Eliomar de Lima

- Negatofe! É na Parquelândia; lá comi (pedido Nº 15 do cardápio) Sarapatel com Macaxeira à Parquelândia. Deixei correspondência em apartamento do Alagadiço (confluência do grande Antônio Bezerra), tendo por destinatário a Parquelândia do seu Eurides das bicicletas e do filho Waldonys, sanfoneiro aeronauta (casarão entre as ruas Pedro de Queiroz e Bernardo Figueiredo). São Gerardo negocia melhor o imóvel se estiver em terreno da Parquelândia, que deu telhado à família do cantor Belchior (rua Padre Guerra).


Belíssima casa do sanfoneiro Waldonys


Talvez por maldade (desdita de quem não é do pedaço), alcunharam-no ‘bairro geométrico’: “A igreja é redonda (Igreja de Santo Afonso); o motel é triangular (Motel Triângulo, beijando o Campus da UFC – Avenida Humberto Monte) e o povo é quadrado”. Qual nada! São vizinhos nossos intelectuais e jornalistas de escol (Airton Monte, Cid Carvalho), além de artistas (Falcão, Tarcísio Sardinha, Gladson Carvalho), profissionais liberais, demais figuras do bem, tão célebres quanto.

Motel Triangulo

Resiste ao tempo a feira-livre da Dom Manuel de Medeiros, entre a Pedro de Queiroz e a Lino da Encarnação, sob o olhar público da Agência Parquelândia do INSS. Freguesia de toda vizinhança. Não mais o “agrupamento de barracas de mercadores de hortaliças, frutas e outros gêneros” das sextas-feiras d’outrora, mas ainda o traço do bucolismo interiorano, com seus chapeados e galinhas caipiras no ‘garajau’.


Rua Dom Manuel de Medeiros

Até o começo da década de 70, o campo do João Maia, da lagoa barrenta isolada que lhe abeirava, era “CT” (Centro de Treinamento) de pobre, para onde a moçada corria diária pra bater bola. Modernamente, é chão que alicerça de veios d’água visíveis o casario nobre do local. Bufês chiques, Hospital São José, Secretaria Executiva Regional III, churrascarias. Plaga onde surgiu o jogador de futebol Artur (o Arturzão). Quem quiser reclamar que reclame, mas o IPC (Instituto de Psiquiatria do Ceará) é nosso. Como o foi Granja, homossexual conhecidíssimo.



Hospital São José 

(O Hospital São José de Doenças Infecciosas, foi criado pela Lei N.º 9.387 de 31 de julho de 1970, tendo começado a funcionar já em 31 de março do mesmo ano. É um órgão com personalidade jurídica de Direito Público, pertencente ao Estado, vinculado à Secretaria da Saúde do Estado do Ceará.)

Figuras lendárias (os tais ‘doidinhos’) povoaram nossos quarteirões, metendo medo ou sendo motivo de fazimento de pouco pela galera. Pepita (irmã de Maria Barroada), Maria Popopô, Chaparral, Peixe Podre, Scania (Ligeirinho), Marconi das Galinhas. E um certo ‘rabo de burro’ que laçava as meninas com o intuito de ‘pinar’ nelas; fazia ponto entre o Colégio Júlia Jorge, ícone morto, e a então garagem da CTC. Atacava sempre depois das tertúlias, que deu projeção ao bairro nos anos 70. E por aí vai – pela rua Rotary; e por aí vem – pela Azevedo Bolão. E por aqui fico – na General Piragibe.


Arquivo Fotolog Júlia Jorge

Arquivo Fotolog Júlia Jorge

O fim do Colégio Júlia Jorge

É o que tinha a dizer do meu amor parquelandino, gritando e chamando o nome do querido bairro com uma ruma de missivas na mão. Do seu criado, Xavante."


Tarcísio Matos
(É vizinho da dona Rita, que é irmã do Dionísio – o pai do Bodinho. O filho da Terezinha formou-se em Jornalismo. Casado com a amada Derlange, tem dois filhos, quatro filhas, mil irmãos.)

Parquelândia: Uma fonte de riqueza artística e cultural

A Parquelândia é apontada atualmente como um dos bairros mais prósperos de Fortaleza. Segundo dados do IBGE, possui 14.786 habitantes e é delimitada ao norte com a avenida Bezerra de Menezes, ao leste com as ruas Escritor Pedro Ferreira de Assis e Professor Anacleto, ao sul com Azevedo Bolão e Jovita Feitosa, e ao oeste com a Governador Parsifal Barroso. Mas, na opinião dos moradores mais antigos, a população chega a 40 mil e a extensão do bairro é muito maior, indo da Vila dos Industriários até a avenida Humberto Monte.

Até 1952 o bairro chamava-se Coqueirinho, devido á existência de uma floresta repleta de coqueiros ás margens de inúmeros lagos. Nessa época, quase todas as terras pertenciam á família Bezerra de Menezes. O nome surgiu quando os terrenos começaram a ser vendidos, sob inspiração de um parque arborizado, localizado nas imediações. As primeiras casas construídas não eram muito agradáveis, mas, com o tempo, as coisas foram mudando e, de um bairro distante e pouco povoado, a Parquelândia foi se tornando atraente e próximo do centro da cidade.

Na década de 40, o local atraía a atenção do povo de Fortaleza pela existência de várias casas de forró, dentro as quais as mais destacadas eram os “forrobodós” do João Nascimento e Chico Galinheiro, palcos de memoráveis noitadas para os jovens da época. Talvez venha daí o fato de a Parquelândia ser apontada até hoje como um reduto de exímios dançarinos, sendo preferida também por poetas, músicos, políticos e jornalistas como Eliomar de Lima, Cid Carvalho, Glaydson Carvalho, Falcão, Belchior, Waldonys, Clarencio, Tarcísio Sardinha e Patrícia Lima, dentro outros.

Um fato que pode ser apontado como um marco para o seu futuro foi a construção da Igreja de Santo Afonso, em 1969. Conhecida até hoje em toda a cidade como Igreja Redonda, por conta de sua arquitetura, no mínimo diferente das outras igrejas de Fortaleza, a construção chama a atenção de todos. Não é por ocaso que a pracinha da Igreja Redonda é considerada “coração” da Parquelândia.
_________________________
Texto de Juraci Mendonça, publicado no JPA - Jornal Informativo Parque Araxá - Ano V, N.º 51, de novembro de 2001.

Paróquia de Santo Afonso


Igreja Redonda em 1994 - Acervo O Povo

A Paróquia de Santo Afonso começou com os Padres Redentoristas que curavam a Paróquia de Porangabussu. O antigo Coqueirinho, hoje Parquelândia era uma capela. Para início de desenvolvimento do bairro, em parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza, cujo prefeito na época era o Cel. Murilo Borges, foi lançada a Pedra Fundamental da atual Escola Santo Afonso.

Afonso de Ligório - Wikipédia

Após a construção da escola o pensamento voltou-se para a ereção de uma capela para o culto dominical. Cuidou, inicialmente da capela o Pe. Guilherme Condon. Houve um acidente. A construção desabou. Não houve desânimo. Recomeçou-se a construção com novo projeto. A igreja agora, fugia à arquitetura tradicional. Seria circular. Por causa de sua arquitetura ficou conhecida como Igreja Redonda, a primeira desse tipo em Fortaleza.


Escola Santo Afonso

A criação da Paróquia deu-se no dia 5 de junho de 1978, no governo arquidiocesano do Exmo. Sr. Arcebispo de Fortaleza Dom Aloísio Cardeal Lorscheider. O padroeiro não podia ser outro: Santo Afonso, fundador da Congregação Redentorista.

O território paroquial foi desmembrado das paróquias limítrofes: São Raimundo, São Gerardo e Nossa Senhora da Salete.


Igreja em 2011 - Acervo O Povo

Fatos Históricos do bairro

26/Fevereiro/1941 - A policia consegue capturar o indivíduo Francisco Rodrigues que, à noite do dia 11 e nas matas do Coqueirinho, perto de Porangaba, assassinara sua amante, com oito facadas.

15/maio/1941 - Inaugurada a Praça dos Tamborins, no bairro do Coqueirinho, depois Amadeu Furtado, hoje, Parquelândia.
Era uma homenagem a uma família cujos membros eram militares e lutaram na Guerra do Paraguai.
Fica entre a Rua Érico Mota, Rua Professor Lino Encarnação, Rua General Bernardo Figueiredo e Avenida Jovita Feitosa.
É conhecida hoje como Praça da Igreja Redonda.


16/abril/1952 - Circula o Diário Oficial do Município - Diom nº 5.399, com a Lei nº 439, de 03/04/1952, que traz a proposição do vereador Francisco Edward Pires que denomina de Amadeu Furtado o bairro do Coqueirinho, que hoje é denominado Parquelândia.


19/outubro/1952 - Aposição da placa que muda a denominação do bairro do Coqueirinho para Amadeu Furtado, localizado após São Gerardo, como homenagem de reconhecimento da população de nossa capital ao humanitário clínico há bem pouco falecido.
Por ocasião da solenidade, usaram da palavra o prefeito Paulo Cabral de Araújo, o médico Quixadá Felício, o acadêmico Francisco de Assis Silva Furtado, representando os alunos da Faculdade de Farmácia e Odontologia, e o acadêmico Aprigio Quixadá Furtado, que agradece em nome da Família Amadeu Furtado.
Posteriormente o nome do bairro foi mudado para Parquelândia e colocado seu nome em uma rua, prosseguimento da Rua Olavo Bilac.

Créditos: Site da Paróquia de Santo Afonso, Site Fortaleza Brazil, Jornal O Povo, Site Liga Park e Cronologia Ilustrada de Fortaleza de Miguel Ângelo de Azevedo


quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Blog no O Povo

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Hoje em homenagem aos 285 anos de Fortaleza, o jornal OPovo fez um caderno especial sobre a relação do Fortalezense com Fortaleza, a matéria ficou MARAVILHOSA. Fui entrevistada pela Yanna Guimarães, e claro, o nosso FORTALEZA NOBRE foi citado! \O/
Você ainda não leu? Corre pras bancas!!!

Colocarei aqui a reportagem da Yanna, mas tem muito, muito mais nesse caderno Especial.
















































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Para encerrar, deixo esse vídeo do querido Waldonys (que tbm está na matéria especial) com a linda música que ele fez para Fortaleza:

A mais Bela




Crédito: Jornal OPovo, You Tube


quarta-feira, 16 de março de 2011

Waldonys - Sanfoneiro, cantor, piloto, um sonhador...



Ainda pequeno, vendo seu pai Eurides tocar, brotou no menino Waldonys a paixão pelo acordeon. Começou a tocar com apenas 11 anos, aos 14 teve seu talento reconhecido por Dominguinhos e grava o CD "Choro Chorado". Aos 15 anos, Waldonys gravou com Luiz Gonzaga o disco "Fruta Madura", onde foi carinhosamente chamado de "Garoto Atrevido". 



Atualmente o talentoso artista tem o aplauso da crítica e, como no dizer de Luiz Gonzaga continua atrevido. Já gravou oito discos próprios e consolidou seu nome junto a importantes cantores e compositores da MBP. Lançou em 1992 seu primeiro disco intitulado "Viva Gonzagão". Na seqüência, "Veleiros", "Quem não Dança, Dança", "Coração da Sanfona", "Waldonys Canta e toca sucessos nordestinos". E mais: "Aprendi com o Rei 1 e 2", "Anjo Querubim" e "Eterno Aprendiz", seu último lançamento. Depois de muitos shows, incluindo uma temporada de seis meses nos Estados Unidos, fez platéias na Europa, Estados Unidos e Cuba o aplaudirem de pé, após apresentações marcadas pela multiplicidade de seu repertório, abrangendo músicas clássicas e populares. Conjugação perfeita entre a versatilidade do acordeon e a genialidade do músico. Seu estilo é inconfundível, pois consegue aliar técnica a muito swing. Waldonys transpira prazer e categoria ao cantar e tocar forrós e outros ritmos musicais, sempre com desenvoltura e simplicidade. Animar festas e "botar fogo" nos forrós pelo Brasil afora é a sua vocação. Hoje os elogios da elite da MPB ao trabalho de Waldonys transformam-se em diplomas de reconhecimento ao seu extraordinário talento: 


Luiz Gonzaga, Sivuca e o pequeno e já talentoso Waldonys com 8 anos - Crédito da foto


"Waldonys, este garoto é muito atrevido, com 15 anos tocando desse jeito..." Luiz Gonzaga. 


"Waldonys, Gozagão falou e eu continuo falando, êta moleque atrevido! Como toca esse danado". Dominguinhos. 


"Esse menino é o fenômeno da sanfona". Hermeto Pascoal. 


"Waldonys, você é um tradutor da sanfona". Zé Ramalho. 


"Waldonys, o mestre da Sanfona". Ricardo Chaves.



Waldonys José Torres de Menezes nasceu em Fortaleza no dia 14 de setembro de 1972. É acordeonista e músico. Também é piloto de avião. Seu pai Eurides era acordeonista amador e o incentivou a iniciar seus estudos musicais com aulas particulares a partir dos 11 anos e depois teve aulas teóricas no Conservatório Alberto Nepomuceno. Nessa época conhece Dominguinhos que o apresenta a Luiz Gonzaga e em 1988 participa da gravação do LP "Aí tem", no qual Waldonys tem uma participação na música "Fruta Madura", onde seu nome é citado por Luiz Gonzaga.


Família de Waldonys e Luiz Gonzaga - O menino Waldonis começou a tocar com nove anos de idade numa sanfona de oito baixos que ganhou do pai. Aos 12 anos, conheceu Dominguinhos, que se tornou seu principal incentivador e padrinho artístico. Por volta dos 14 anos, conheceu Luiz Gonzaga que lhe presenteou com uma sanfona branca, da marca italiana Scandalli, de 80 baixos.

Waldonys, uma amiga da família e Fagner

O apoio do pai

Sua carreira artística se inicia quando, aos 11 anos, tem suas primeiras aulas particulares, com o apoio do pai Eurides, que também tocava sanfona, mas não era profissional. Assistiu aulas teóricas no Conservatório Alberto Nepomuceno (vinculado à Universidade Estadual do Ceará). Waldonys, aos 13 anos, passou a ter aulas com Tarcísio Lima, um sanfoneiro "bem conceituado". É neste período que se dá sua apresentação à Luiz Gonzaga, feita por Dominguinhos que, em viagem para Fortaleza, visita-o em sua casa. Após esse primeiro contato, a amizade deles segue até a gravação do último disco de Gonzagão, "Aí tem".


Nesse mesmo período Waldonys ganha uma sanfona de Gonzagão, que para ele é considerada um troféu, até hoje, guardada a sete-chaves. Como seu avô mesmo diz, a sanfona "é de maroca, não se vende nem se troca". Em 1995 grava Veleiros, depois Começo de namoro e em Coração de Sanfona, seu quarto disco, promove um verdadeiro pacote regional. Com seu novo trabalho Waldonys canta e toca sucessos nordestinos, segue a "trajetória da sanfona" como ele próprio intitula sua carreira.

Aos 17 anos Waldonys foi morar em Nevada, USA, para se apresentar no Teatro de Cassinos, num show montado pelo italiano Franco Fontana, que o viu tocar no programa Som Brasil, da TV Globo, apresentado à época pelo ator Lima Duarte.

Retornando ao País, em 1992, para gravar seu primeiro CD intitulado Viva Gonzagão, Waldonys participou, logo depois, do projeto Asa Branca, também ligado ao espólio musical do criador do forró. Em 1994 o sanfoneiro tocou com o cantor Fagner, numa turnê que se estendeu até Portugal e depois, ao lado de Marisa Monte, apresentou-se em todo o território nacional e numa turnê que o levou, novamente, a países como Alemanha, Itália, Inglaterra, França, Bélgica, e USA.


Com Fagner e Dominguinhos



Ao lado de Marisa Monte

Waldonys é um grande representante da cultura popular musical do Nordeste.
Mesmo com larga experiência e um certo reconhecimento do público, o sanfoneiro cearense é um homem simples e que faz com orgulho a alegria de muitas pessoas, quando toca e canta o verdadeiro forró nordestino, ou forró de raiz.
O músico teve uma convivência muito boa com vários outros sanfoneiros de sua geração, como Oswaldinho, um mestre que explora um outro lado da sanfona, mais clássico, mais respeitado no exterior e Hermeto Pascoal, outro gênio da música. Waldonys muito aprendeu -como com Jackson do Pandeiro com quem não conviveu, mas ouviu bastante. Suas experiências e conhecimentos foram tirados da grande vivência artístico/musical que teve e continua tendo.

Com Ivete Sangalo

E Daniela Mercury

Waldonys fala sobre Humberto Teixeira, José Dantas e Catulo da Paixão Cearense com muito entusiasmo, pois para ele é muito fácil falar desses compositores, que são pessoas conhecidas no mundo inteiro. "...Asa Branca é um Hino do Nordeste Brasileiro, ou até mesmo um Hino do Brasil; quando a musica é bem feita, ela dura pra vida toda. E não há como destacar esses compositores, se não como gênios da música brasileira", diz.
Conhecido no Brasil e no mundo Waldonys, fazendo um paralelo entre esses compositores e os compositores de hoje, os destaca como categoria A, não desmerecendo os atuais. Segundo ele, "hoje temos muitos compositores bons como Nando Cordel, Jorge Vercilo; temos músicas boas, mas a maioria está fazendo músicas meio descartáveis, com um tipo de apelação pelo que está rolando nas rádios do Brasil inteiro; a maioria está nessa."


Ao lado de Geraldo Azevedo

Com Gilberto Gil e Ivete

Waldonys teve a sorte de conviver muito tempo com o Rei do baião, e com muito orgulho lembra da força e dedicação que recebeu dele, participando ao seu lado em televisão e shows. Sente muita gratidão por ter sido apadrinhado por ele e diz: "Infelizmente, hoje sabemos que se você tem um padrinho para te colocar na cara do gol, você prossegue." E Luiz Gonzaga o colocou, e destaca, "existe um sentimento muito interessante no ser humano que é o ciúme, mas com o Rei do baião não. Quando ele acreditava em alguém ele dava a sanfona, levava para os shows e ajudava de toda a forma. Ele lutava pelo forró."


Nonato Luiz, Manassés e Waldonys no ensaio do show Filhos do Solo, em Fortaleza.

Em sua carreira nacional, ele toca com Fagner por dois anos, grava seus próprios discos e começa a tocar com Marisa Monte, onde teve um destaque muito grande, nacional e internacional. Ele fala de Marisa com muito entusiasmo, pois a considera uma segunda madrinha na sua carreira artística. Com ela o sanfoneiro diz ter tido um destaque maior, "pois nos shows era eu e ela, e a imprensa começou a divulgar que "o pop descobriu a sanfona."

As acrobacias aéreas são a especialidade deste

 piloto esportivo que até já voou com o 

grupo da Esquadrilha da Fumaça


Ele concilia o amor pela música - é sanfoneiro e cantor da melhor estirpe -, com a paixão pela 
aviação. E assim como nos palcos, também é fera como piloto.


O amor pela música, segundo Waldonys, é hereditário, mas como a aviação entrou na sua vida, ele reconheceu: "Nem sei responder". E o piloto justificou-se: "Meu pai não gosta, minha mãe também odeia (risos). Mas hoje eles já admiram, já gostam da história do clip com a Esquadrilha da Fumaça. Mas na realidade não tive nenhum incentivo por parte deles (meus pais). Eu não sei precisar de onde veio, mas há muito tempo sou um aficionado pela aviação e piloto esportivo há vários anos".

Curso

Waldonys não se lançou às acrobacias aéreas à toa. "Eu fiz o curso de acrobacia, comecei em 1998. Tudo é uma trajetória, são degraus que a pessoa vai subindo, não adianta o cara chegar e querer fazer as coisas de forma impensada. Então, desde 98 faço acrobacias com avião leve", disse o sanfoneiro-piloto.


E para o aeronauta, a acrobacia aérea funciona como um hobby. "A acrobacia para mim é um hobby, com certeza. Eu consigo unir o útil ao agradável, porque além das manobras aéreas, uso o avião nas viagens para os shows. Quando sair do Catuleve após a entrevista, por exemplo, vou me apresentar em Juazeiro do Norte, e vou voando.
Faço minhas ´cambalhotas´ lá e à noite toco, faço o show. Então é assim, tento unir a minha profissão, a história de viajar, e sempre que posso viajo no meu avião", disse o piloto. Waldonys ratificou que a máquina modelo RV4ER "é uma Ferrari da aviação, e só há duas no Brasil. Ela tem tudo do bom e do melhor. Voa de dorso, tem fumaça, a hélice é a melhor do mundo para acrobacias". Ele não se referiu a cifras, mas admitiu que o sonho de consumo que agora ocupa um dos hangares do Catuleve "custou muito show, muita viagem, poeira na estrada. Porém, a grande vitória é isso. Se fosse fácil para conseguir, o avião não teria o valor que tem. Então, foi muito suado, mas graças a Deus, estou aí com ele".


Paixão

"Quando entrei na aviação, a acrobacia veio como algo a mais, porque fui me apaixonando e vendo que essa modalidade é uma técnica bem mais avançada de pilotagem. Um piloto de acrobacia aérea é mais bem preparado do que um piloto comum", explicou o aeronauta.


E continuou Waldonys: "Então fui me apaixonando, conhecendo a história da Esquadrilha da Fumaça, dos grandes pilotos de acrobacia aérea do Brasil e do mundo e fui progredindo, graças a Deus respeitando muito, porque senão você morre, pois é uma atividade de risco".

Nada de inventar

"Na acrobacia aérea você não pode inventar. Faz o que sabe e pronto. Não adianta querer inventar uma coisa que não está no script. Já como piloto, eu fiz curso na Associação Brasileira de Acrobacia Aérea, seguindo as etapas básica, intermediária, avançada e limitada. Esses são os degraus que você atinge durante o curso", concluiu o sanfoneiro-aeronauta Waldonys.

ESQUADRILHA DA FUMAÇA

´Voar com o grupo foi um momento especial´

Voar com a habilidosa equipe da Esquadrilha da Fumaça é um privilégio de poucos aviadores civis. Mas o piloto-cantor Waldonys conseguiu essa façanha.

"A apresentação com a Esquadrilha da Fumaça acho que foi um dos grandes momentos da minha vida e da minha carreira, porque consegui fazer uma fusão legal da história da música Sonhos de Ícaro com a aviação", reconheceu o piloto cearense.

A apresentação de Waldonys com os pilotos do Esquadrão de Demonstração Aérea aconteceu na cidade de Pirassununga (SP). "Esse histórico feito veio num momento assim maravilhoso. Hoje, sou membro honorário da EDA, da FAB e recebi algumas comendas", festejou o piloto-cantor.


Na semana mesmo da exibição e entrevista para o jornal Diário do Nordeste, o sanfoneiro-aeronauta recebeu a Medalha Bartolomeu de Gusmão. "Esta honraria me foi concedida pela FAB por achar que colaborei de alguma forma com a divulgação, com a história da Esquadrilha da Fumaça", esclareceu Waldonys, O piloto reforçou "que foi um momento muito importante, feliz a história de gravar o clip e depois vê-lo pronto, com a Esquadrilha da Fumaça". Aliás, o sanfoneiro-aeronauta costuma atender a convites para demonstrações. E como já falara anteriormente, "para os shows, sempre que posso, desde que sejam em distâncias cabíveis e convenientes, eu vou voando. É bem mais seguro", encerrou o piloto-cantor. Ele foi buscar o avião RV4ER em São Paulo e veio voando até Fortaleza.


Crédito da entrevista: 




Discografia



Waldonys já gravou 9 discos próprios e 1 DVD ao vivo. Consolidou seu nome junto a importantes cantores e compositores da MBP. 
Lp Viva Gonzagão
Viva Gonzagão
1º LongPlay / 1992
Gravadora RGE

Lp Viva Gonzagão
Veleiros
2º LongPlay / 1993
Gravadora RGE

Lp Viva Gonzagão
Quem não dança, dança
1º CD / 1993
Gravadora SomZoom

Lp Viva Gonzagão
Coração da Sanfona
2º CD / 1997
Gravadora Continental

Lp Viva Gonzagão
Waldonys, Canta e toca sucessos nordestinos
3º CD / 1999 Gravadora Velas

Lp Viva Gonzagão
Aprendi com o Rei
4ºCD/2001
Gravadora WE Produções

Lp Viva Gonzagão
Aprendi com o Rei 2
5º CD / 2003
Gravadora WE Produções

Lp Viva Gonzagão
Anjo Querubim 
6º CD / 2005
Gravadora Kuarup

Lp Viva Gonzagão
Eterno Aprendiz
7º CD / 2007
Gravadora WE Produções

Lp Viva Gonzagão
DVD Waldonys
20 Anos
gravado ao vivo
1º DVD / Maio 2007
Gravadora WE Produções



Homenagem a linda cidade de Fortaleza

Clipe Sonho de Ícaro




Créditos: Site Oficial, Wikipédia e Cineastv

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