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terça-feira, 3 de maio de 2011

Antiga Assembléia Provincial - Atual Museu do Ceará





Palácio Senador Alencar construído entre os anos de 1856 e 1871, abrigou: Academia Cearense de Letras, o Legislativo da Província, a Faculdade de Direito e a Biblioteca Pública. Hoje abriga o Museu do Ceará.


Acervo Assis de Lima


Em 1835 o Presidente da Província, Joaquim Vilela de Castro Tavares, apresentou à Assembléia Provincial do Ceará um relatório chamando a atenção para a necessidade de uma casa condigna aos legisladores da Província, visto que a existente mais parecia um edifício destinado às sessões de alguma municipalidade de aldeia. Esse foi o pitoresco começo da historia do edifício com 663 metros quadrados de área que abriga o Museu do Ceará, a antiga Assembléia Provincial, construído entre 1855 e 1871.

O projeto e a execução da obra, a cargo do engenheiro Adolpho Herbster, é hoje um dos belos exemplares da arquitetura produzida no Ceará. Mais do que isso, constitui um marco oficial do estilo neoclássico brasileiro, com um elegante pórtico em lioz portuguesa, fachada principal com 10 janelas no andar térreo e 13 no superior, interior constituído de grandes salões e uma sala de sessões que ocupa o edifício em toda a sua extensão.



O prédio ocupado na época pela faculdade de direito

A instituição museológica passou por outras denominações: em 1933, quando foi fundada, tinha o nome de Museu Histórico do Estado e funcionava junto ao Arquivo Público do Estado; em 1951, acrescido de coleções de antropologia e etnografia indígena, tornou-se o Museu Histórico e Antropológico do Ceará; em 1990, já incorporado à Secretaria de Cultura, passou a denominar-se Museu do Ceará.



Acervo Assis de Lima

O atual edifício do Museu do Ceará abrigou ainda o Liceu, a Faculdade de Direito, o Tribunal Regional Eleitoral, o Instituto do Ceará, a Biblioteca Pública, a Assembléia Legislativa e a Academia Cearense de Letras.


Tombado como Patrimônio Histórico desde 1973, foi restaurado em 1990 pelo Governo do Estado do Ceará na gestão de Tasso Ribeiro Jereissati e reinaugurado em 1998, no mesmo dia em que foram celebrados os 114 anos de abolição da escravatura no Ceará (25 de março). Por ocasião da reforma, ganhou nova infra-estrutura, que vai desde a nova disposição do projeto museográfico à climatização em 27 e 28 graus, iluminação especial e recuperação e mostra inédita de peças como a restauração da pelagem e do empalhamento do Bode Ioiô. Foi construída uma reserva técnica, um auditório para palestras e cursos com capacidade para 30 pessoas, reaberta a biblioteca Carlos Studart e criado o espaço para exposição temporária.


Foto de 1952 - Acervo Assis de Lima

Logo no hall de entrada o visitante percebe uma jangada exposta de tipo "bote" (a menor entre os tipos existentes, feita com rolo de madeira leve como a piúba e timbaúba) e a lojinha de souvenir, onde pode observar uma maquete com o projeto da Fortaleza antiga.
No pavimento superior, objetos que não possuem referências ocupam uma das alas e, em 10 outras, distribuídas por temas, cerca de 5.830 peças como fardas usadas por membros da Guarda Nacional (função militarizada criada durante a Regência, subordinada ao Ministério da Justiça), o chapéu que pertenceu ao Padre Cícero, uma tanga em cerâmica marajoara para uso feminino, com data anterior a 1350 e o livro de prata usado na sessão de abolição da escravatura no Ceará, em 25 de março de 1884 compõe as salas de exposição de longa duração. Todas essas peças valiosas contam a trajetória do Ceará.




Dentre as alas destacam-se "Terra da Luz, Sertão e Mar", "Que História é Essa?", "Escravidão e Abolição", "Ceará Moleque", "Símbolos e Emblemas do Poder", "Letras e Artes", "Indígenas Cearenses", "Religiosidade Popular", entre outras.

Na ala "Terra da Luz, Sertão e Mar", estão expostas roupas de vaqueiros, com seus acessórios de couro. Na ala imobiliária, fotografias antigas da praça General Tibúrcio, após remodelada em 1914; e a Praça do Ferreira nos anos 30. Na ala paleontológica, destaca-se a exposição de peixes fossilizados, pré-históricos, existentes há cerca de 10 milhões de anos, encontrados na Chapada do Araripe. Na ala da arqueologia indígena as peças de brincos, apitos, colar, e o remo dos índios do Xingu, dão toque ao local.


O bode Ioiô empalhado

Sobre essa coleção, todo o acervo plumário exposto no museu, foi tombado pelo Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A maioria das peças do Museu, embora muito antigas, foram adquiridas por ocasião da sua criação, em 1933, até a década de 1980 e oferecem uma oportunidade única de se conhecer a natureza do cearense. Através delas pode-se mergulhar nas lutas, crenças e cultura de um povo que soube provar, ao longo de sua História, que a vontade de vencer nasce dentro da alma e que, apesar dos pesares, importante é manter o humor.


Arquivo Evaldo Lima

Atualmente o Museu do Ceará, situado na Rua São Paulo, 51 entre a Praça dos Leões e a Rua Floriano Peixoto, é considerado um Monumento Histórico Nacional e resguarda, em pleno Centro de Fortaleza, um espaço para a preservação dos usos e costumes da população.







A visitação do Museu é de terça à sábado, de 9hs às 17 horas. Entrada Grátis.

O Museu fica localizado na Rua São Paulo, 51 - Centro
CEP: 60030-100 - Fortaleza - CE
Fone: (85) 3101.2610 / Fax: (85) 3101.2611
E-mail: musce@secult.ce.gov.br






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