Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Setembro 2015 [notification_tip][/notification_tip]
Fortaleza, uma cidade em TrAnSfOrMaÇãO!!!


Blog sobre essa linda cidade, com suas praias maravilhosas, seu povo acolhedor e seus bairros históricos.


terça-feira, 29 de setembro de 2015

O famoso Cabaré da Leila



Em Sábado, Estação de Viver - Histórias da Boemia Cearense, o historiador Juarez Leitão recupera o passado da cidade, no que tange a vários aspectos, inclusive à vivência da noite, da boemia, do cultivo do sexo, deixando à mostra as personagens que compunham uma Fortaleza alegre, doidivanas, noctívaga, e, nesse contexto, detalha a experiência pessoal de Leila e seu papel na caracterização de uma urbe numa época anterior à revolução sexual.

Já nos finais dos anos 60, e por toda a década de 70 o melhor cabaré de Fortaleza era a CASA DA LEILA, na Maraponga*. Suas mulheres eram altas, elegantes, muitas, louras naturais de olhos claros. Vinham do sul do país, de Santa Catarina, do Paraná e do Rio Grande do Sul. Tudo gente fina, educada, algumas se diziam universitárias e comentavam coisa de política, música popular e variedades culturais. Dentre elas havia uma mulata, alta, belíssima, chamada Mércia, que mostrava uma carteira de estudante em Ciências Sociais da Universidade Federal de Minas Gerais. Nesse tempo havia um vendedor ambulante de livros, o Curió, que assegurava ter vendido várias coleções e enciclopédias às meninas da Leila. Umas intelectuais? (...)



Leila fora a mulher de mais sucesso da Oitenta**. Ali angariara bons e generosos amigos, ganhando condições para montar sua própria casa. Casarão amplo, com alpendres, arcadas, grande salão com dois ambientes, confortáveis sofás, mulheres com roupas habillées, falando baixo, sorrindo. Educadíssimos também eram os garçons, sobretudo o Oliveira, todos de smoking, trazendo a bebida em bandejas de prata. Um primor. (...) 

O baronato de Fortaleza se orgulhava de contar com uma casa de tão alto nível e quanto aqui aportavam cantores, jogadores famosos e artistas de TV, todos, invariavelmente, eram levados à Leila.

Mas até a fidalga Leila entrou em decadência. Envelhecida foi abandonada pelos amantes ricos, e terminou por se apaixonar por um de seus garçons, acho que o próprio Oliveira, O cabaré resvalou, rápido, para o fim. Veio o diabetes, vieram as desditas. Restava-lhe por último um apartamento no Edifício Champs Elysées, na Aldeota, onde morava sua filha adotiva, Kátia. Resolveu vender o imóvel e ir embora para o Rio de Janeiro. O genro e a filha não concordavam e entraram com mandato na justiça para impedir a transação. Revoltada com a ação dos parentes, Leila saiu pelas ruas e ficou perambulando pela Praia de Iracema, dormindo ao relento. Quando encontrava um conhecido, pedia um auxílio, mas não aceitava conversar sobre seu drama. Alertada do paradeiro da mãe, Kátia foi apanhá-la. Estava muito doente e precisava ser hospitalizada. (...) ...fechou-se num mutismo com claros sinais de depressão. (...) Destruiu seus álbuns de retratos e não quer falar nada de sua vida. (LEITÃO, 2000, p. 247)

Leila, que não mais está entre nós***, poderia ter tido ou ter sua vida narrada em um romance: tantos textos ficcionais trazem a figura da prostituta para o centro da cena. A Margarida, de A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, Lucíola, de José de Alencar, Nana, de Émile Zola, bem como a Léonie de Aluísio Azevedo, em O Cortiço. Se o esplendor e as misérias de sua biografia não cobrem, porém, detalhadamente as páginas de nenhum livro, em compensação sua presença nos registros sócio-históricos, como os aqui transcritos de Juarez Leitão, é como uma chave para a decifração de como as posturas diante do sexo são fatores importantes para entender a vida em sociedade.

Impossível falar do famoso cabaré, sem lembrar do saudoso humorista Espanta:




Antes era a casa do Dr. Pontes Neto.

** Ainda de acordo com o pesquisador Juarez Leitão, o nome Oitenta devia-se “ao número da casa, na rua Governador Sampaio, 80. Era uma casa de certo nível com luz negra, suítes e bom serviço de bar. As mulheres era atraentes, bonitas e já não tinham restrições ou tabus.”.(LEITÃO, 2000, p. 247)

*** Ouvi dizer que a famosa Leila morreu em 1998 de câncer, mas conforme depoimento de Marcos Alves, ela faleceu de complicações vasculares:

"Leila morreu de complicações vasculares, inclusive teve sua perna amputada no IJF. Não lembro ao certo se era diabética, pois faz muitos anos que a tratei no IJF"



Observação: Se você tem foto da Leila, de suas "meninas" ou do seu cabaré, colabore com o site (a foto será creditada, claro!) e envie para: fortalezanobre@gmail.com



Crédito: COUTINHO, Fernanda - Maraponga (Coleção Pajeú) - 2014
Desenho da ilustradora de moda Laura Laine




terça-feira, 22 de setembro de 2015

O “r” do erro - Por Geraldo Duarte


Lembro-me de seu Batista. Amulatado, vesgo, alto e franzino.

Também guardo na memória a festa realizada em sua residência, comemorativa do tempo de serviço para o ingresso na aposentadoria.

Familiares, amigos e vizinhos cumprimentavam o soldador empregado da antiga Usina Evereste.

Proprietários da empresa compareceram e agraciaram o trabalhador com um relógio de pulso e um radiorreceptor, depois de discursos enaltecedores de seus préstimos dedicados à indústria.


Antiga Usina Evereste - Foto de Cláudio Oliveira

No dia imediato, alegre, destinou-se ao extinto Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários com o comunicado da fábrica, para à efetivação da inatividade.

Vencidas horas de espera, fato já comum naquela época, foi encaminhado à meia dúzia de funcionários. O documento que portava era carimbado, datado e rubricado por cada um deles. O último forneceu-lhe cartão-protocolo e orientou-lhe retornar após dois meses, tempo do processo voltar da presidência do Instituto, no Distrito Federal, com a expedição do ato oficial.


Antiga Usina Evereste - Foto de Cláudio Oliveira

Portão da antiga Usina Evereste - Foto de Cláudio Oliveira

Em período maior tal ocorreu e o servidor, ao entregar-lhe o documento de aposentado, verificou um erro. Ao invés de “soldador”, veio grafado “soldado”. Faltava a letra “r”. O agente público indicou-lhe o setor especializado na correção, “pois o IAPI¹ não aposenta militar e o engano poderia dar um processo.”.

No guichê indicado, Batista ouviu o atendente dizer a outro segurado que retificação documental não tinha prazo determinado. Às vezes, necessitava recorrer ao Judiciário.

Saiu à francesa, guardou o papel com a profissão de “soldado”, sem jamais haver pisado num quartel, e isso nunca lhe causou problema.


Texto do amigo e colaborador: Geraldo Duarte 
(Advogado, administrador e dicionarista).



¹ Em 02 de janeiro de 1938, instala-se, no Edifício Lopes, na Rua Barão do Rio Branco nº 795, o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI, que tem à frente o jornalista Gilberto Câmara. Fonte: Cronologia Ilustrada de Fortaleza de Miguel Ângelo de Azevedo.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pelas praças da cidade - Nomes antigos


Como ponto de encontro e locais de lazer, foram sendo construídas as praças.
Assim como as ruas e avenidas, as praças recebem nomes de pessoas ilustres ou fatos históricos que, muitas vezes, são representados por monumentos localizados em um ponto visível da praça.


É de responsabilidade do Governo a manutenção das praças e monumentos, mas as pessoas que as frequentam, devem conservá-las, pois fazem parte do patrimônio da cidade!

Agora, vamos lembrar antigos nomes que nossas praças já tiveram:

Praça Castro Carreira - Senador Carreiro, Campo da Amélia, Da Via Férrea ou Da Estação.

Relatório Carneiro de Mendonça.

A Praça Castro Carreira do Livro os Descaminhos de Ferro do Brasil. 
Vemos a estátua de General Sampaio no centro.

Praça da Sé -  Caio Prado, Do Conselho e Largo da Matriz.

Praça Caio Prado em 1913, ainda sem a estátua de D. Pedro II. Acervo Nilson Cruz

Monumento D. Pedro II na Praça da Sé. Foto de 1925. Arquivo Nirez

Praça Waldemar Falcão - Do Mercado Público, Da Carolina, Da Assembléia e, a parte sul, Capistrano de Abreu.

Mercado de Ferro na Praça Waldemar Falcão. Arquivo Clóvis Acário Maciel

Praça Waldemar Falcão nos anos 40. Arquivo Nirez

Praça General Tibúrcio - 16 de Abril, Do Palácio e 16 de Novembro e hoje é mais conhecida como Praça dos Leões.

Arquivo Nirez

Arquivo Nirez

Praça Filgueira de Melo - Do Asilo, Dos Educandos, Da Escola Normal e Do Colégio.


Linda normalista Maria Cecilia. Acervo pessoal de Sérgio Roberto

Praça Benjamin Constant - Barão de Ibiapaba e Do Colégio Militar. Hoje é Praça da Bandeira.

Foto da década de 30/40. Acervo Carlos Juaçaba


Praça do Coração de Jesus - Dr. José Júlio, Parque da Liberdade e Boa Vista.

A Praça com a igreja em 1913. Arquivo Nilson Cruz

Arquivo Nirez

Praça Cristo Redentor - Senador Machado e Da Conceição.

Acervo Raimundo Gomes

Foto de 1938 - Arquivo Nirez

Praça José de Alencar - Marquês de Herval e Nogueira Acióli.


Acervo Carlos Juaçaba

10ª Praça Clóvis Beviláqua - Da Bandeira e Visconde de Pelotas.

Praça Clóvis Beviláqua antes da Faculdade de Direito - 1931

Foto provavelmente de 1933, quando na praça foi armado o Circo Nerino.

11ª Praça do Carmo - N. S. do Livramento e Gonçalves Ledo.

Praça do Carmo. Arquivo Nirez

Foto de 1990 - Marcos Vale

12ª Praça do Ferreira - Municipal, Feira Nova, Largo das Trincheiras e Pedro II.

Foto de 1936


13ª Praça Comendador Teodorico - Cel. Teodorico, 16 de Outubro, Capistrano de Abreu (Lagoinha).

Fonte na Praça da Lagoinha. Arquivo Clóvis Acário Maciel

Praça da Lagoinha em 05 de dezembro de 1966 - Regina Célia

14ª Praça da Polícia - Comendador Coelho, 24 de Maio, Dos Coelhos e José Bonifácio.

Arquivo Nirez

15ª Praça Paula Pessoa - Senador Paula Pessoa, 25 de Março e São Sebastião.

Mercado na Praça São Sebastião. Arquivo Clóvis Acário Maciel

Mercado São Sebastião em outubro de 1997. Acervo O Povo

16ª Praça Gustavo Barroso - Fernandes Vieira, 14 de Março e Da Jacarecanga. Mais conhecida como Praça do Liceu.

Então Praça Fernandes Vieira - Acervo Carlos Juaçaba

Foto de 1962

No dia 08 de abril de 1888, inaugurou-se a primeira estátua a ser erigida em Fortaleza, a do General Tibúrcio, na Praça do mesmo nome. A estátua veio de Paris. A segunda, foi a primeira feita aqui em Fortaleza, a do General Sampaio, que foi inaugurada na Praça da Estação, depois levada para a Avenida Bezerra de Menezes e hoje está em frente a 10º Região Militar.

A estátua do General Tibúrcio, primeira estátua erguida em Fortaleza em 8 de abril de 1888. Arquivo Assis de Lima

Estátua de General Sampaio na Praça Castro Carreira. Arquivo Assis de Lima


Fonte: Fortaleza Somos Nós - Aurileide Silva/Sara Braga - Editora Mundial 1994

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A nomenclatura numérica das vias públicas da Fortaleza antiga (Parte III)


Em 1890, de acordo com a resolução aprovada em 29 de outubro daquele ano pelo Conselho da Intendência, foi implantada a nomenclatura das vias públicas da cidade.

Na relação abaixo, adotei o seguinte ornamento:

  • Em primeiro lugar o número atribuído à via pública;
  • Em segundo, o nome atualmente adotado;
  • Em terceiro, o nome possuído na ápoca em que se passou a usar a nomenclatura numérica.

Travessas Ímpares

Nº 01 - Avenida Duque de Caxias e Heráclito Graça - Boulevard Duque de Caxias e do Livramento.

Avenida Duque de Caxias - Arquivo Nirez

Nº 03 - Pedro I - Da Alegria e D. Pedro, em 1888.

Fotógrafo na Praça Murilo Borges (BNB) olhando-se para a rua Pedro I.

Nº 05 - Pedro Pereira - Dr. Pedro Pereira, em 1856 era da Amélia e em 1888, São Bernardo.

Fotógrafo na rua Pedro Pereira, vendo-se o BEC dos peixinhos. Foto de 1973.

Nº 05A - Pinto Madeira - Do Córrego, chamou-se da Cavalaria e do Pajeú.

Cruzamento da Rua Pinto Madeira com a Avenida Visconde do Rio Branco. À direita o muro do Parque da Liberdade. Arquivo Nirez

Nº 07 - Liberato Barroso - Comendador Luiz Ribeiro. Foi Travessa Formosa, das Trincheiras e, em 1933, Conselheiro Liberato Barroso.

Quarteirão recém aberto da rua Liberato Barroso na década de 30.

Década de 30.

Cruzamento da rua Liberato Barroso com a Barão do Rio Branco 
na década de 50. Arquivo Nirez

Nº 07A - Franklin Távora - São Luiz.

Rua Franklin Távora, entre Rua Dona Leopoldina e a Rua Rodrigues Júnior.
Arquivo Nirez

Nº 07B - Pedro Borges - Do Cajueiro, em 1888 era Dr. Pedro Borges.

Igreja Presbiteriana, esquina da rua Pedro Borges, com a rua Sena Madureira. A igreja foi comprada pelo Grupo CRolim e demolida em 1976.

Nº 09 - Guilherme Rocha - Municipal, foi Cel Guilherme Rocha e, em 1912, 24 de Janeiro.




Nº 09A - Avenida Santos Dumont - Do Colégio, em 1933 era Avenida Nogueira Acióli.

Casa construída na década de 30 na Avenida Santos Dumont, entre a Rua José Lourenço e a Avenida Barão de Studart. Foi residência de Antônio Augusto Alves. Marciano Lopes 

Avenida Santos Dumont, subida para a praia em 1972. Acervo Márcio Mamede

Antiga mansão na Avenida Santos Dumont,1122. Residência do General Eudoro Correia. Marciano Lopes

Nº 11 - São Paulo e Visconde de Saboia - Da Assembléia, em 1802 era Travessa da Tesouraria e, em 1856, Travessa dos Belos.

Rua São Paulo - Meados dos anos 50.

Carro com Paulo Sarasate desfila na rua São Paulo, em frente ao Museu do Ceará. Acervo Antônio Paiva Rodrigues.

Nº 11A - Costa Barros - Do Sol. Em 1877 era Aurora, em 1933, Uruguai.

Nº 13 - Senador Alencar - Foi denominada Travessa das Hortas em 1856.

Rua Senador Alencar esquina com a Floriano Peixoto - Arquivo Nirez 

Nº 15 - Castro e Silva - Senador Castro e Silva e, em 1828, era das Flores.


Nº 15A - Pereira Filgueiras -  Do Paço.

Nº 15B - Rufino de Alencar e Tenente Benévolo - da Ponte e da Conceição; o trecho da ao Seminário era da Ponte e a Tenente Benévolo, quase sua continuação, era rua da Conceição. O trecho da Rufino de Alencar era também conhecida como Corredor do Bispo e, em 1856, era Travessa da Bica.

Praça Cristo Redentor, vendo se a rua Rufino de Alencar 
(tracejada de vermelho) - Arquivo Nirez

O Casarão dos Vieira na rua Rufino de Alencar

Nº 17 - João Moreira - Da Misericórdia. Em 1828 era Nova de Fortaleza, em 1855 do Quartel e em 1933, Dr. João Moreira.

Antiga Rua da Misericórdia 


Nº 19 - Senador Jaguaribe - Avenida Jaguaribe, em 1879 era do Gasômetro.

Rua Senador Jaguaribe em foto tirada entre os anos 50/60 - Arquivo Nirez


Rua Franco Rabelo, que hoje fica no leito da Avenida Leste-Oeste. Lá se concentrava o baixo meretrício, ou seja, era um tipo de cabarés da mais baixa classe. Arquivo Nirez

Nº 19B - José Avelino - Singlehurst, chamava-se do Chafariz e General Mesquita, em 1933.

Empresa Machado Araújo, Exportadora de Cera de Carnaúba -Rua José Avelino,100. Arquivo IBGE

Nº 19C - Dragão do Mar - Da Alfândega.

Prédio da extinta Superintendência de Obras do Estado do Ceará (SOEC) na Rua Dragão do Mar, 81. Acervo de Manoel Enéas Alves Mota.

Nº 21 - Avenida Pessoa Anta - Da Praia e Caminho da Praia, em 1908.

Avenida Pessoa Anta - Arquivo Nirez

Travessas Pares

Nº 02 - Clarindo de Queiroz - do Livramento e General Clarindo, em 1933.

Rua General Clarindo de Queiroz, entre as ruas Barão do Rio Branco e Senador Pompeu. A praça a frente é a Clóvis Beviláqua. Arquivo Nirez

Nº 04 - Meton de Alencar - São Sebastião e Dr. Meton de Alencar, em 1933.

Rua Meton de Alencar,primeira quadra após a Av. Visc. do Rio Branco. 
Acervo Ivan Gondim

Oscar Gondim na primeira quadra da rua Meton de Alencar, início da década de 60. Acervo Ivan Gondim

Nº 06 - Antônio Pompeu - Foi também Dr. Antônio Pompeu.

Fábrica Santo Antônio na Rua Antônio Pompeu.

Nº 08 - Domingos Olímpio -  Dos Coelhos.

 Domingos Olímpio na altura da Tristão Gonçalves em 1998.
Acervo Alex Mendes

Nº 10 - Quixadá - Bonfim e também conhecida como Tristão Gonçalves, segundo João Nogueira.

Leia também:


Fonte: Livro Fortaleza Somos Nós - Aurileide Silva/Sara Braga

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