Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Agosto 2010 [notification_tip][/notification_tip]
Fortaleza, uma cidade em TrAnSfOrMaÇãO!!!


Blog sobre essa linda cidade, com suas praias maravilhosas, seu povo acolhedor e seus bairros históricos.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Cearense Jacaúna - Ano: 1831



Publicado em Fortaleza em 25 de maio. Do nº 72 em diante o titulo se escreve O Cearense Jacaúna. Tinha por epígrafe as palavras de Horácio L.o 1.0 Sat. 3.a. "Nec natura potest justo cecernere iniquu". Redator: José Ferreira Lima Sucupira, de quem diz João Brigido, na monografia "O general Pedro Labatut:t" que escrevia mal e discernia pior. Saiu a principio da Tipografia Constitucional de Barbosa, á Praça Carolina e depois da de Manoel Caetano de Gouvêa. Dimensões: 20 1/2 centimetros de comprimento sobre 12 de largura.
Do O Cearense jacaúna há no Instituto Histórico Geografico Brasileiro uma coleção em dois volumes encadernados, indo do nº 59, de 22 de agosto de 1832, ao nº 66, de 23 de agosto de 1834. O nº 59 inicia-se com este aviso:

"Não permittindo a typographia jacaúnense, a pouco chegada (para onde mudamos a nossa tenda, por nos ser mais conveniente) imprimir em formato grande; sahirá d'agora em diante o "Jacaúna" em formato pequeno todas as quartas e sabbados, sem se alterar as assignaturas pelo equivalente das duas folhas pequenas a huma grande: as folhas vender-se-hão a 40 réis avulso. Rogamos aos nossos correspondentes, que em attenção ao mais curto espaço do nosso periodico, que sejão mais concizos nas suas correspondencias".

O Cearense Jacaúna, da parcialidade Alencar, foi adversário terrível do general Labatut quando percebeu nele desejos de salvar da morte Pinto Madeira e seus partidários.
Sacramento Blake diz erroneamente á pág. 426, vol 4 do seu Dicionário Bibliografico que "O Cearense Jacaúna" foi fundado para fazer oposição ao primeiro jornal publicado no Ceará, "O Semanário Constitucional".


Fonte: Instituto do Ceará

Parangaba - O povoado mais antigo do Ceará


Mapa Siará-1629 de Albernaz com destaque para a aldeia dos índios (Parangaba)

Parangaba é um bairro e sede de distrito de Fortaleza. Já foi município do Ceará, mas o tempo avançou, a população aumentou e a tecnologia no transporte fez de Parangaba uma parte permanente da cidade de Fortaleza, ou seja, um distrito, e posteriormente um bairro. 

Parangaba é administrado pela SER IV (Secretaria Executiva Regional - órgão municipal). No bairro localiza-se a Lagoa da Parangaba, uma lagoa que faz parte da baía do rio Maranguapinho e que é a segunda maior lagoa da cidade.

Estrada Fortaleza-Parangaba
Atual Avenida João Pessoa. Na foto de 1929, já temos o pavimento de concreto, feito na época do então presidente Washington Luiz. (Marcos Almeida)

A Parangaba era uma antiga aldeia indígena que foi catequizada pelos jesuítas da Companhia de Jesus. Foi elevada a condição de vila em 1759 com o nome de Arronches. Foi incorporada a Fortaleza pela lei nº 2 de 13 de maio de 1835 e depois foi restaurado município pela lei nº 2097 de 25 de novembro em 1885 com o nome de Porangaba e finalmente foi incorporado a Fortaleza pela lei nº 1913 de 31 de outubro 1921.
No século XVIII, o antigo Arronches destaca-se como ponto intermediário no transporte de gado, com a estrada do Barro Vermelho-Parangaba, estrada que ligava o Barro Vermelho (Antônio Bezerra) - Parangaba; e a Estrada da Paranjana, estrada que ligava Messejana a Parangaba.

Parangaba, chegada da Maria Fumaça na antiga estação de Arronches-Emílio Moitas

Com a construção da Estrada de Ferro de Baturité, uma estação de trem é instalada em 1873, a Estação de Arronches, e Parangaba estava ligada com a Capital. Em 1941, a malha ferroviária de Parangaba é expandida com direção ao Mucuripe e em 1944 o nome da estação é alterada para Parangaba. Esta estação é nos dias de hoje parte do metrô de Fortaleza.
Durante o último período como município chegou a ter sua própria linha de bonde entre os anos de 1894 e 1918.
O bairro é ainda um ponto de referência, com escolas (públicas e particulares), ginásios, hospitais (públicos e particulares), mercado municipal do bairro, supermercados, cartório. Na área de transporte faz uma importante conexão entre diversos pontos da cidade, com uma estação de trem (que está sendo transformada numa estação do metrô de Fortaleza) e um terminal de ônibus.

Antiga estação de Arronches - Emílio Moitas

Estação em 2006. Foto Emilio Moitas

Estação de Parangaba

Linha-tronco - km 9,109 (1960)
Inauguração: 30.11.1873
Uso atual: fechada
Data de construção do prédio atual: 1941

Histórico da Linha: A linha-tronco, ou linha Sul, da Rede de Viação Cearense surgiu com a linha da Estrada de Ferro de Baturité, aberta em seu primeiro trecho em 1872 à partir de Fortaleza e prolongada nos anos seguintes. Quando a ferrovia estava na atual Acopiara, em 1909, a linha foi juntada com a E. F. de Sobral para se criar a Rede de Viação Cearense, imediatamente arrendada à South American Railway. Em 1915, a RVC passa à administração federal. A linha chega ao seu ponto máximo em 1926, atingindo a cidade do Crato, no sul do Ceará. Em 1957 passa a ser uma das subsidiárias formadoras da RFFSA e em 1975 é absorvida operacionalmente por esta. Em 1996 é arrendada juntamente com a malha ferroviária do Nordeste à Cia Ferroviária do Nordeste (RFN). Trens de passageiros percorreram a linha Sul supostamente até os anos 1980.


A Estação: A estação foi aberta com o nome de Arronches, em 1873. Na época, era município, que acabou sendo anexado a Fortaleza nos anos 1920. Em janeiro de 1944 teve o nome alterado para Parangaba, por determinação do CNG - Conselho Nacional de Geografia. Era este o nome de antiquíssimo aldeamento jesuítico, ali próximo. Dali sai desde 1941 o ramal para o Mucuripe. Atualmente serve como estação de trens metropolitanos. A estação, segundo o historiador Alexandre Gomes, ainda é a mesma aberta em 1873, tendo sido reformada em 1927, e portanto deve ser tombada. Porém, outra versão afirma que a estação reformada em 1927 foi derrubada em 1939 em consequência da colocação do ramal para Mucuripe. Somente em 1941 ficou pronta a nova estação, 50 m adiante da anterior. O Metrofor, que está construindo o metrô em Fortaleza próximo ao leito da ferrovia original pensava diferente: queria demolir a estação para fazer um viaduto. Existiu por um tempo uma briga judicial para impedir que isso acontecesse. Ela fica no entorno da Praça da Matriz, na Rua Dom Pedro II, no bairro do mesmo nome. Ela não é utilizada pelo Metrofor, que construiu outra estação mas manteve até hoje o velho prédio ali. O prédio da velha estação foi tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal em 2007, depois de várias ameaças de demolição.

Parangaba, a memória Cabocla - Instituto Amanaiara-Emílio Moitas

Parangaba - Instituto Amanaiara

O Instituto Amanaiara foi fundado oficialmente aos 14 de janeiro de 2004. Partiu de um grupo de pessoas que participavam da organização dos festejos da Coroa do Bom Jesus dos Aflitos, desde o ano de 2001. Mais precisamente, de pessoas ligadas às lutas da Grande Parangaba e engajadas na pesquisa acadêmica sobre história e cultura desta comunidade e da tradição da Festa dos Caboclos.
Antes da formação do Instituto os que hoje são membros efetivos já realizavam pesquisas sobre esse festejo devido ao seu valor histórico que remonta ao período colonial cearense (1603 aproximadamente) e à sua importância para a cultura local. Quem em Parangaba nunca ouviu falar dos "Caboclos da Coroa".
Finalmente, tendo formalizado o grupo como Instituto Amanaiara, estabelecemos algumas parcerias importantes com o grupo Mira Ira do CEFET-CE (Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará), a CCF (Comissão Cearense de Folclore), a FUNCET (Fundação de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura de Fortaleza), a SECULT-CE (Secretaria de Cultura do Estado do Ceará), e diversos grupos artísticos populares que nos ajudaram na organização e realização das festas em Parangaba no período de dezembro de 2002, 2003 e 2004.
Através de outros apoios conseguimos também realizar várias atividades que tinham em vista a propiciação de atividades culturais para a população local. Realizamos atividades em comemoração ao Dia do Meio-Ambiente, Dia do Folclore, Dia do Idoso, e ainda o I Cine-Clube, a I Mostra de Quadrilhas, o Seminário Vozes da Tradição e a inauguração do Memorial Porangaba por ocasião da abertura dos festejos em setembro de 2004.
Neste momento estamos tentando a articulação com outras formas de patrocínio para darmos o passo seguinte rumo a atividades de longo prazo que possa concretizar e selar definitivamente a existência do Instituto dentro de Parangaba como um meio facilitador entre o povo e sua riqueza cultural.
A atual coordenação que tomou posse no segundo semestre de 2005 é composta por Kelson Moreira como coordenador geral, Lourdes Macena como secretária e José Wagner Sampaio como tesoureiro. São ainda sócios efetivos Maria Rodrigues Barbosa, Tânia Saraiva Leão, Elândia Oliveira Sousa, Raquel da Silva Bento e Flávio Lima da Silva.
Emílio Moitas


Paróquia de Bom Jesus dos Aflitos - Parangaba - Foto de Edimar Bento


Foto de Cláudio Lima


A Lagoa da Parangaba é a maior lagoa em volume de água de Fortaleza. A lagoa dá nome ao bairro e em sua vizinhança está vários equipamentos públicos e empresas. O terminal de ônibus urbano da Lagoa e O Ginásio da Parangaba tem vista para a lagoa. A Lagoa também é conhecida pela feira que se realiza todos os domingos em área urbanizada na margem da mesma - a Feira dos pássaros.


Praça dos Caboclinhos, Lagoa de Parangaba-Claudio Lima

Com aproximadamente 36 hectares, é freqüentada desde pescadores a coopistas. A lagoa da Parangaba faz parte da bacia hidrográfica do Rio Ceará.


Lagoa - Paulo Targino Moreira


Lagoa de Parangaba-Claudio Lima

Praça dos Caboclos em Parangaba-Claudio Lima


Lugar de Beleza e mistérios da antiga "VILA NOVA DE ARRONCHES NO CEARÁ

Porangaba, Vila Nova de Arronches, Parangaba. Três nomes, um só lugar. Lugar de Beleza, segundo o poeta. O que hoje é um dos muitos bairros que compõem a grande cidade de Fortaleza (capital do Ceará estado do Nordeste Brasileiro), é também signo do desdobramento histórico cearense, pois encerra nas suas tradições e memórias o passado que remonta aos tempos da colonização lusitana em 1603. Parangaba - (Tupi Guarani significa - beleza, formosura...), situada nas margens da lagoa do mesmo nome, foi um dos mais antigos povoados do Ceará, o chamado aldeamento indígena de Porangaba, que os jesuítas fundaram no séc. XVI. A vila foi criada em 26 de Maio de 1758 e inaugurada em 25 de Outubro de 1759, passando a chamar-se Arronches (Vila Nova de Arronches). Durante o império foi município, com Intendente e Câmara, ao longo de 112 anos divididos em dois períodos: de 1759 a 1835 e de 1885 a 1921. Anexada à Fortaleza, integra um dos seus mais importantes distritos. Na sua área domina o verde, com os seculares mangueirais, o clima nostálgico, a lagoa paisagística e alguns prédios históricos como o edifício da antiga Prefeitura Distrital, Casas Paroquiais e a centenária casa da Família Pedra, pioneira na indústria da panificação. É ainda na área da Parangaba que se situa o mais antigo cemitério da cidade de Fortaleza. Foi nestas terras cearenses que os padres da Companhia de Jesus em 1607 deram início ao trabalho de evangelização das populações indígenas. Contam que, no decorrer de grande seca no sertão o Padre Francisco Pinto, homem místico a quem os nativos chamavam Pai Pina, ou Amanaiara, o "senhor das Chuvas", ajoelhando-se, acenou ao céu e fez uma oração pedindo chuva. A sua oração foi atendida e ele passou a ser muito querido entre os nativos. Ao que parece ele teria utilizado o símbolo de uma coroa de espinhos para levar a mensagem evangélica aos indígenas destas terras. Saía em procissão de aldeia em aldeia, falando do Cristo, o Bom Jesus dos Aflitos e convidando a todos para as celebrações do nascimento de Jesus. Em 1608, um grupo de indígenas chamados Tucurujus, inimigos dos portugueses, mataram o Padre Francisco Pinto na Serra da Ibiapaba. Os seus restos mortais foram sepultados pelo padre Luiz Figueira, no sopé daquela serra. Mais tarde quando em 1612 houve uma grande estiagem, os Potiguaras não tiveram receio de trazer para a sua aldeia os ossos do Pai Pina que seriam como um amuleto contra a seca. Também neste mesmo ano veio para o Ceará Martins Soares Moreno que aqui permaneceu até 1631. Dizem que durante a sua passagem por estas terras, viveu aqui pacificamente com os índios e fez profunda amizade com um de nome Jacaúna. Depois de longo período sem catequese, apenas em 1694 chegam os padres Manuel Pedroso JúniorAscenso Gago para retomar o trabalho das missões. Em 14 de Setembro de 1758 por Ordem Régia decretada em Lisboa, o Marquês de Pombal, decretou a extinção da Companhia de Jesus, acabando os jesuítas da extinta companhia responsáveis pela missão da Porangaba, por serem expulsos para Pernambuco, com destino às masmorras de Portugal, sendo a sua aldeia transformada em vila. Em 1758 guiada pelo padre Antônio Coelho Cabral, a Missão do Bom Jesus da Porangaba é transferida para o local atual e passa a chamar-se Vila Nova de Arronches, sob invocação de N. Sra. das Maravilhas, em homenagem à antiga vila de Arronches existente em Portugal. Nome lusitano que manteve até 1 de Janeiro de 1944, quando em conformidade com o Decreto-Lei nº. 1114 de 30 de Dezembro de 1943, voltou a adotar o antigo nome do aldeamento fundado pelo saudoso Pai Pina, nome ligeiramente alterado de Porangaba para Parangaba. A devoção destes povos ao Bom Jesus dos Aflitos vinha de longe e sempre foi muito forte. Por isso ainda em 1759, fora ordenado que a jovem vila de Arronches tivesse por padroeiro, em lugar de N. Sra. das Maravilhas o Bom Jesus. É neste mesmo lugar que ainda hoje se celebra com pompa e regozijo a Festa da chegada dos Caboclos, ou da Coroa do Bom Jesus dos Aflitos na igreja do Bom Jesus dos Aflitos, existente na Praça dos Caboclos da Parangaba. 

Segundo a tradição local, dizem que a Coroa do Bom Jesus, foi oferta do Rei de Portugal, quando da construção da igreja. Situada a poucos quilômetros de paradisíacas praias a antiga Vila Nova de Arronches (Parangaba), é hoje um importante e central bairro da capital cearense. É nele que encontramos uma importante e histórica estação ferroviária e um terminal de interligação dos transportes coletivos, agregando uma grande quantidade de linhas, que nos levam a diversos lugares de Fortaleza. Partindo de Parangaba, facilmente se chega a diferentes pontos turísticos fortalezenses, como o Centro Cultural Dragão do Mar, Mercado CentralPonte Metálica, praias e outros lugares de interesse. No futuro seria interessante assistir-se ao estreitar de relações entre ambas as comunidades da Arronches portuguesa e da atual Parangaba brasileira.
Emílio Moitas


Referências Históricas:

Bar Avião e Asilo são ícones

De um lado, o Bar Avião, que o exotismo de sua construção era referência da Parangaba antiga. De um outro, o Asilo de Parangaba, hoje denominado Hospital São Vicente.

Ambos os equipamentos são considerados ícones do bairro. O Bar Avião padeceu do desleixo ao longo do tempo. No lugar do bar, funciona uma borracharia, e a antiga construção de cimento de um avião bimotor se encontra degradada, há tempos sem reparos.

Já o hospital mantém, ainda, viva sua missão de receber pacientes com problemas psíquicos. O psiquiatra Anchieta Maciel afirma que a unidade hospitalar era, no século XIX até meados do século XX, a única que atendia a pobres e desvalidos, apesar das limitações médicas e terapêuticas da época. No entanto, conseguiu acompanhar a modernidade, adotando o que há de mais apropriado para o tratamento das doenças da mente.

No meio de ambos os símbolos do bairro, havia a linha férrea, que teve, na Parangaba, a segunda estação, depois de Fortaleza. O pesquisador Nirez conta que surgiu no momento em que se concebeu a ligação da linha férrea até Baturité. Depois, foi expandida até o Crato, com um ramal que dava acesso ao estado da Paraíba.

Antiga Câmara Municipal de Parangaba- Claudio Lima

Aristocracia

No entorno da lagoa, residia também o Barão de Aratanha, detentor de diversas terras na área central, inclusive onde hoje está o Santuário do Sagrado Coração de Jesus. A construção do templo foi uma iniciativa do poderoso aristocrata.

Missão dos Jesuítas

O bairro era a antiga aldeia indígena catequizada pelos jesuítas da Companhia de Jesus. Foi elevada à condição de vila no anos de 1759, com o nome de Arroches. Foi incorporada à Fortaleza pela lei nº 2, de 13 de maio de 1835; depois foi restaurado município pela lei nº 2.097, de 25 de novembro em 1885, com o nome de Porangaba; e finalmente foi incorporado à Fortaleza pela lei nº 1.913, de 31 de outubro 1921. No século XVIII, o antigo Arroches se destacava como ponto intermediário no transporte de gado, com a Estrada do Barro Vermelho-Parangaba, estrada que ligava o Barro Vermelho (Antônio Bezerra) à Parangaba; e a Estrada da Paranjana, que ligava Messejana à Parangaba. Com a construção da Estrada de Ferro de Baturité, uma estação de trem é instalada em 1873, e Parangaba estava ligada com a Capital. Durante o último período como município, chegou a ter sua própria linha de bonde, entre os anos de 1894 e 1918. Em 1941, a malha ferroviária de Parangaba foi expandida com direção ao Mucuripe, e, em 1944, o nome da estação foi alterada para Parangaba. Essa estação, nos dias de hoje, faz parte do Metrô de Fortaleza. Uma estação elevada está sendo construída pelo Metrofor


Casinha antiga, provavelmente da época que Parangaba ainda se chamava Vila Nova de Arronches

Depoimento de Nirez:

Para o memorialista Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez, a independência do bairro é resultado de sua transformação ao longo da história. No princípio, era uma aldeia indígena. Depois, foi elevada à condição de vila. Chegou a ser distrito de Fortaleza. Até que, em 1921, virou um bairro da Capital.

Os nomes do lugar também foram se modificando com o passar do tempo. Chegou a se chamar Arroches (inclusive, o primeiro nome da Avenida João Pessoa era Estrada do Arroches, homenagem a uma localidade portuguesa), depois Porangaba e, por fim, Parangaba.

Nirez lembra que são diversos os pontos em comum com Messejana. Ambos mantiveram o status de distrito, e existe, ainda, uma semelhança física. As igrejas matrizes mantêm o mesmo posicionamento, assim como suas principais praças e os corredores de acesso.


Fonte: Site Estações Ferroviárias, Wikipédia, Diário do Nordeste e pesquisas na internet

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Praça da Lagoinha



Sujeira, monumentos pichados e destruídos, bancos estraçalhados. Este é o cenário atual da Praça Capistrano de Abreu, popularmente conhecida como Praça da Lagoinha. Os transeuntes se resumem a mendigos. Os outros personagens que compõem o cenário da praça são vendedores ambulantes, geralmente de produtos roubados, o que gerou o apelido de ‘feira dos malandros’.

Foto de 1931

Um aspecto curioso é a presença de duas barbearias improvisadas nas calçadas da praça. Com espelhos pendurados no muro da Casa de Saúde César Cals, Chileno e Fofa cortam “barba, cabelo e bigode” por apenas R$1,99. Chileno conta que trabalha há seis anos no local e, como a procura havia aumentado, contratou os serviços de Fofa, há quatro meses, para ajudá-lo a dar conta do recado.
Luis Reginaldo, fiscal do comércio ambulante, aproveitou os três anos de atuação na área para conhecer historicamente os quatro cantos do logradouro onde trabalha. E revela: o maior objetivo da fiscalização é impedir que os ambulantes ocupem toda a praça. Eles se limitam à parte esquerda dela. O trabalho acabou duplicando: além de fiscal, tira onda de guia turístico.
Apesar de abandonada e sombria, a pobreza da praça atrai jornalistas em busca de informações, inclusive históricas,para denunciar o abandono e resgatar o que foi aquele espaço um dia. Quando isso acontece, Reginaldo está a postos. Nunca esquece de ressaltar a história do estudante João Nogueira Jucá, que tem seu busto imortalizado, em bronze, em um canto da praça, esquecido,
sem qualquer placa indicando quem ele é. Nada!

No dia 4 de agosto de 1959, o jovem estudante João Nogueira Jucá passava em frente à Maternidade Dr. César Cals, que fica ao lado da Praça da Lagoinha e funciona neste local até hoje.


No momento de sua passagem, aconteceu uma explosão seguida de incêndio. João entrou no hospital em chamas e salvou muitos recém-nascidos e parturientes. As pessoas gritavam tentando impedi-lo, mas o grito maior foi o de uma mãe: “- Por favor, meu filhinho ficou lá, salve-o pelo amor de Deus!” Depois de salvar todos os ocupantes do hospital, João caiu. Cerca de 80% do corpo do jovem foi consumido pelo fogo. Ficou irreconhecível. Morreu dia 11 de
agosto, coincidentemente o dia em que se comemora o Dia do Estudante. De tal modo, entrou para a história como um símbolo do estudante cearense. Uma vez no ano, dia 11 de agosto, é relembrado seu ato de bravura por meio de homenagem do Corpo de Bombeiros, realizada
na própria praça. Por iniciativa do vereador Tin Gomes, a Câmara Municipal de Fortaleza realizou em agosto deste ano, uma audiência pública marcando o início do Projeto João Nogueira Jucá. O objetivo é resgatar a memória do estudante. O projeto foi pensado para três etapas. Na primeira, pretendia recuperar o monumento em homenagem ao estudante e transferi-lo da Praça da Lagoinha, para o pátio externo do Colégio Liceu do Ceará. O segundo passo era aprovar um Projeto de Lei que declara João Nogueira Jucá, patrono dos estudantes de Fortaleza e dispõe sobre esta homenagem junto à comemoração anual do Dia do Estudante. Por último, a Câmara iria instituir a Medalha João Nogueira, que será concedida anualmente, no dia 11 de agosto, a um grêmio ou entidade estudantil que desenvolva atividades em defesa da vida. Mais um ‘pedacinho’ da Praça da Lagoinha será ‘extraído’. Só restarão as pedras soltas do passeio que se acumulam nos cantos da praça. Uma das mais antigas da cidade, sua demarcação enquanto praça é anterior a 1859. Batizada em 1891 com o nome de Comendador Teodorico, passou a ser chamada de ‘Lagoinha’ porque um dos afluentes do riacho Pajeú passava pelo local e formava uma pequena lagoa, que depois foi aterrada para a construção do espaço público.
A praça que foi bonita e bem cuidada, repleta de bancos, de jovens e de muitas noites de festa, já sofreu inúmeras perdas no decorrer de sua história. Em 1829 havia um coreto em forma de lira, demolido em 2001. Em 1930, um jardim foi construído com fonte luminosa, importada da Alemanha, que hoje se encontra na Praça Murilo Borges, em frente ao Banco do Nordeste.
No dia 21 de abril de 2003, a estátua de Capistrano de Abreu, em bronze, fundida em Paris no início do século passado, medindo 1,90m (tamanho natural) e pesando cerca de 100 quilos, desapareceu da praça, onde estava desde 1964. No mês seguinte a estátua foi recuperada. Estava prestes a ser vendida como sucata pelos ladrões.

Foto de 1950

João Capistrano Honório de Abreu, o homem e o nome da Praça.
Depois de resgatada após o “seqüestrofoi restaurada e devolvida ao seu ‘habitat’. Hoje, os sinais da restauração já desapareceram. O monumento encontra-se pichado e abandonado como o resto da praça. Um dos primeiros grandes historiadores do Brasil, ‘vive hoje’ em meio à história destruída. Talvez o primeiro historiador a dar importância a elementos populares ou menos elitistas, escrevendo uma história sócio-econômica do Brasil.
Cearense, nascido em Maranguape, em 23 de outubro de 1853, Capistrano de Abreu, depois de nove obras publicadas faleceu, aos 73 anos, no Rio de Janeiro.
Passaram-se os anos e o lugar perdeu a ambientação bucólica, onde, nas noites das quartas-feiras, a banda da polícia realizava retreta. Fortaleza vive o dilema da modernidade sem se dar conta de que a organização do espaço urbano não pode ser feita apenas para melhorar o fluxo de carros, sem contemplar a construção de espaços de convivência lúdica, com áreas verdes para caminhar, ler, escrever, contemplar, filosofar, agir...

Foto de Juliana Brito - A Praça na atualidade


Um pouco mais sobre Capistrano de Abreu

O historiador maranguapense, nascido em 1853, saiu do Ceará na casa dos 20 anos para o Rio de Janeiro e lá mesmo passou o resto da vida, que se esticou até 1927. Este homem dedicou-se a estudar a história colonial brasileira, especialmente as relações sócio-econômicas, buscando assim ressaltar elementos mais populares, menos elitistas.

Capistrano de Abreu foi considerado um intelectual brasileiro precursor de trabalhos como os de Gilberto Freire, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prada Júnior. Nada disso teria acontecido se ele não tivesse ido para o Rio de Janeiro sob as asas de José de Alencar ser redator da Gazeta de Notícias.

Por isso, quando a seca de 1915 estourou nos Inhamuns, ele estava pertinho do Pão de Açúcar, pensando na legitimidade de uma inconfidência qualquer – acontecida havia algumas dezenas de anos. Enquanto Fortaleza era invadida por flagelados da seca, enquanto as relações sócio-econômicas do estado passavam por uma mudança histórica, enquanto campos de concentração eram construídos para “abrigar” os miseráveis vindos do interior do estado, lá estava ele, no Rio.

Quando a segunda grande seca estourou, 1932, Capistrano já não estava entre os vivos, e, quando se tornou nome de praça, 1965, o Centro já não era mais o mesmo de seus 20 e poucos anos. Foi em forma de placa que o historiador cearense voltou à capital do Estado para ver o quanto ela prosperou em linhas tortas durante sua ausência.



Fonte - Renata Ribeiro Maciel Lopes, Blog Fortaleza no Centro e pesquisa de internet

sábado, 28 de agosto de 2010

Montese - Antigo Pirocaia


"Fundado em 14 de Abril de 1946 pelo dr. Raimundo Nonato Ximenes nas vizinhanças do Aeroporto Internacional Pinto Martins, na antiga “Piracaia”, região conhecida por produzir a melhor água da cidade. "

O bairro Montese recebeu esse nome em homenagem a batalha ganha pelos brasileiros da FEB
(Força Expedicionária Brasileira).
O bairro está na Secretaria Executiva Regional IV.

Bairro conhecido pelo seu intenso comércio (1.456 estabelecimentos). Forma uma região denominada de "Grande Montese" que é composta por esse bairro e os vizinhos Parreão, Bom Futuro, Damas, Jardim América, Itaóca, Aeroporto e Vila União. Seu principais pontos de referência são a Igrejinha de Aparecida, o IMPARH (centro de línguas)e o comércio das ruas Gomes de Matos e Alberto Magno.

Montese: 64 anos de história

Após a II Guerra Mundial, que impactou fortemente o país, alguns bairros da cidade mudaram de nome, entre eles a Pirocaia e o Açude do João Lopes...

Colégio Filgueiras Lima

Imagine-se trafegando pela congestionada Avenida Prof. Gomes de Matos e num passe de mágica fosse possível viajar no tempo e retornar a 64 anos atrás. O viajante, desavisado, talvez imaginasse a cena de um bairro com algumas casas, poucos estabelecimentos comerciais e quase nenhuma movimentação. Engana-se quem pensou assim. Na verdade, o que ele iria encontrar mais se parecia com a realidade interiorana, com inúmeras manadas de gado, tráfego de carros de boi e jumentos carregados com mantimentos de água seguindo em várias direções. Ao redor, havia ainda poucas habitações, mas, desde o início, o bairro já era um corredor de acesso ao comércio: a Estrada do Gado, como era conhecida a atual Av. Prof. Gomes de Matos, era rota constante dos criadores destes animais que passavam por ela até chegar ao famoso matadouro do Otavio Bonfim. E foi exatamente neste cenário que se constituía a antiga Pirocaia, ou o atual Montese.

Instituto Montese

Naquela época, o local era conhecido devido à qualidade e quantidade de reservas de água potável, bastantes disputadas, já que os recursos de manejo deste mineral eram escassos. O produto era vendido em toda a cidade através de tonéis de madeira, sobre carroças puxadas por burros. “Essa água era consumida por toda a população de Fortaleza e isso acontecia muito antes da vinda dos serviços da Cagece. Eu mesmo consumia água retirada de cacimbas abertas localizadas no meu próprio quintal.”, afirma Raimundo Nonato Ximenes, de 87 anos – o mais antigo morador e fundador do Montese.

Caldeirão em ebulição: estrada de gado, em 1950, hoje o Montese ferve durante o dia, com agências bancárias e diversos serviços, atraindo gente de todas as áreas da cidade

É um dos mais povoados de Fortaleza, com uma população estimada em 70 mil habitantes, embora o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) só registre 26 mil pessoas. "Não há mais espaço", afirma Raimundo Nonato Ximenes, considerado o fundador do bairro. Em seu livro "De Pirocaia a Montese", ele alerta que a especulação imobiliária toma conta de tudo e acaba com o lazer da comunidade. Ximenes afirma que o local começa a se verticalizar e as "pessoas a se trancarem em condomínios. Vivemos entre o aeroporto e os espigões. Resultado de nossa época", lamenta.

Quando o bairro mudou de nome

Após a II Guerra Mundial, que impactou fortemente o país, alguns bairros da cidade mudaram de nome, entre eles a Pirocaia e o Açude do João Lopes, que atualmente se chamam Montese e Monte Castelo, respectivamente.
Oriundo do tupi, Pirocaia significa a Aldeia dos Pele Queimada (Pira = pele; Oka = moradia; Caia = queimada), sendo a primeira nomenclatura do bairro. E foi do dr. Ximenes a iniciativa para a mudança do nome. Ele, na época cabo do 23º Batalhão de Caçadores da Força Expedicionária Brasileira - FEB, não embarcou para a Itália, e nem retornou para Groaíras, sua cidade natal, permanecendo em Fortaleza e aguardando o final do confronto. “Foi quando fiquei sabendo da batalha ganha pela FEB, cuja conquista foi à cidade italiana de Montese que permanecia sob o domínio Alemão. Essa conquista, realizada em 14 de Abril de 1945, ficou conhecida como Batalha de Montese”, lembra Ximenes. E complementa emocionado: “A inspiração para o nome desse bairro veio juntamente com o sentimento de gratidão à bravura dos 25 mil brasileiros que combateram naquela Guerra”.

Nestes 64 anos, afirma Ximenes, ocorreram muitas mudanças no bairro, uma delas foi à pavimentação com pedra tosca da atual Av. Gomes de Matos, na década de 60. “Outro grande feito foi a chegada do asfalto, em 1968, na mesma época em que houve a mudança no nome da avenida, que já tinha deixado de ser Estrada do Gado e Av. 14 de Julho e passou a possuir o atual nome”, explica o historiador. Seu significado é em homenagem ao professor e jurista cearense, Raimundo Gomes de Matos.
“Ah! Mais aqui também teve coisa ruim”, lembra o Ximenes. Um acidente envolvendo um jato da Força Aérea Brasileira, ocorrido no dia 22 de junho de 1967, resultou na morte de 12 pessoas e deixou 35 feridos, abalando toda a comunidade. “Acho que ninguém se esqueceu daquele momento, mas depois disso, creio que aqui não tenha tido outras tragédias não”, complementa.

Em relação ao desenvolvimento industrial e comercial do bairro, uma empresa de redes foi uma das primeiras instaladas no Montese. Hoje, a Santana Textiles, como é conhecida internacionalmente, chegou ao local na década de 70, como uma pequena empresa de fabricação de redes e fios. Atualmente, a empresa possui duas fábricas na cidade de Natal (RN). A cidade de Horizonte (CE), Rondonópolis (MT) e a Argentina contam com uma filial cada uma. Com mais de 2.200 funcionários, a empresa pretende, agora, abrir outra filial no Texas, nos Estados Unidos. “Somos a maior fábrica de jeans do Brasil”, comemora Raimundo Delfino, fundador da empresa.

Devido à especulação imobiliária e comercial presente na localidade, afirma Ximenes, grande parte dos moradores vendeu suas casas. “É por isso que a gente ver poucas residências, a maioria são lojas”, acrescenta. Assim, o bairro cresceu e descobriu sua vocação para os negócios, acabando por englobar as regiões vizinhas que hoje fazem parte do Grande Montese, como já foi citado.

Um pouco mais do Fundador

Dr. Raimundo Nonato Ximenes, escritor e poeta
(Fonte: Foto extraída do livro "De Pirocaia a Montese - Fragmentos Históricos")


Raimundo Nonato Ximenes, o dr, Ximenes, nasceu em Groaíras no dia 15 de janeiro de 1923.
Filho de José Alves Ximenes e Jandira Rocilda Cavalcante. Foi agricultor até os 21 anos em sua terra natal. Em setembro de 1944, foi convocado para o Serviço Militar, tendo sido incorporado no 23º Batalhão de Caçadores, em Fortaleza, a partir de 1º de novembro. No dia 7 de abril de 1945, foi julgado apto para integrar-se à Força Expedicionária Brasileira (FEB). Mesmo com o fim da guerra permaneceu no Exército, licenciado, depois, por conclusão de tempo, na graduação de cabo. Em dezembro de 1948, casou-se com a parenta Libênia Feijão Ximenes, com quem gerou uma prole de sete filhos, 23 netos e cinco bisnetos.
“Naquela época meu desejo era ir embora para o sertão e encontrar minha noiva, mas aí preferi ficar e me casei com ela em 48. Estamos juntos até hoje”, comenta aos risos.

(Fonte: Foto extraída do livro "De Pirocaia a Montese - Fragmentos Históricos"
Flagrante da entrega do Título de Cidadania Honorária de Montese/Itália, no dia 14 de abril de 2003, na sede da Associação Nacional dos Veteranos da FEB, em Fortaleza, vendo-se da esquerda para a direita: o vereador (conselheiro) Ancelmo Uguccioni; Raimundo Nonato Ximenes (de óculos escuros), filho natural de Groaíras; Paulo Monari (assessor) e o dr. Luciano Mazza, prefeito municipal da cidade de Montese/Itália.

Após estudar na Faculdade de Farmácia e Odontologia, da Universidade Federal do Ceará (UFC), dr. Ximenes graduou-se em Odontologia em 1963. Morador do Montese há 64 anos, ele preserva a história de sua comunidade através de pesquisas, estudos e livros, como “Montese, Crônicas e Memórias“ e “De Pirocaia a Montese – Fragmentos Históricos”. Em suas obras são encontrados fatos cronológicos da região, além de fotos e reportagens dos jornais da época.


Faz parte da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e da Associação Cearense dos Jornalistas do Interior (ACEJI),tendo sido seu presidente no período de 1971 a 1973.

Tem inúmeros trabalhos publicados, sendo integrante da Antologia de Autores Cearenses, Edição de 1997. Em 1998, publicou a primeira edição de "Montese -Crônicas e Memórias".

De Groaíras, desembarcando na Pirocaia

Deus me deu por moradia
Neste bairro um bom lugar
Pra ficar com a família
E ver tudo prosperar.
Da Pirocaia eu teria
O seu nome que mudar
Assim Montese nascia
Ocupando o seu lugar.

Raimundo Ximenes e a esposa, Libênia, residem em uma casa com quintal na Av. Gomes de Matos.
Ximenes resiste às ofertas de empresários para vender sua casa, com um quintal imenso, em plena Avenida Gomes de Matos. É um verdadeiro sítio, com mangas, cajás, caju, coco, carambola e, por incrível que pareça, muita paz. "Aqui eu recomecei a vida, depois da guerra, constitui família e só sairei para o cemitério", afirma enquanto pede para que a esposa, Libênia, fique perto dele para tirar fotos. "Estou desarrumada", desconversa ela. "Que nada, você é linda por natureza", elogia Ximenes.

Fonte: Jornal O Estado, Wikipédia, Vicente J. Rodrigues, Diário do Nordeste
e pesquisas de internet
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