Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Parangaba - O povoado mais antigo do Ceará [notification_tip][/notification_tip]
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Blog sobre essa linda cidade, com suas praias maravilhosas, seu povo acolhedor e seus bairros históricos.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Parangaba - O povoado mais antigo do Ceará


Mapa Siará-1629 de Albernaz com destaque para a aldeia dos índios (Parangaba)

Parangaba é um bairro e sede de distrito de Fortaleza. Já foi município do Ceará, mas o tempo avançou, a população aumentou e a tecnologia no transporte fez de Parangaba uma parte permanente da cidade de Fortaleza, ou seja, um distrito, e posteriormente um bairro. 

Parangaba é administrado pela SER IV (Secretaria Executiva Regional - órgão municipal). No bairro localiza-se a Lagoa da Parangaba, uma lagoa que faz parte da baía do rio Maranguapinho e que é a segunda maior lagoa da cidade.

Estrada Fortaleza-Parangaba
Atual Avenida João Pessoa. Na foto de 1929, já temos o pavimento de concreto, feito na época do então presidente Washington Luiz. (Marcos Almeida)

A Parangaba era uma antiga aldeia indígena que foi catequizada pelos jesuítas da Companhia de Jesus. Foi elevada a condição de vila em 1759 com o nome de Arronches. Foi incorporada a Fortaleza pela lei nº 2 de 13 de maio de 1835 e depois foi restaurado município pela lei nº 2097 de 25 de novembro em 1885 com o nome de Porangaba e finalmente foi incorporado a Fortaleza pela lei nº 1913 de 31 de outubro 1921.
No século XVIII, o antigo Arronches destaca-se como ponto intermediário no transporte de gado, com a estrada do Barro Vermelho-Parangaba, estrada que ligava o Barro Vermelho (Antônio Bezerra) - Parangaba; e a Estrada da Paranjana, estrada que ligava Messejana a Parangaba.

Parangaba, chegada da Maria Fumaça na antiga estação de Arronches-Emílio Moitas

Com a construção da Estrada de Ferro de Baturité, uma estação de trem é instalada em 1873, a Estação de Arronches, e Parangaba estava ligada com a Capital. Em 1941, a malha ferroviária de Parangaba é expandida com direção ao Mucuripe e em 1944 o nome da estação é alterada para Parangaba. Esta estação é nos dias de hoje parte do metrô de Fortaleza.
Durante o último período como município chegou a ter sua própria linha de bonde entre os anos de 1894 e 1918.
O bairro é ainda um ponto de referência, com escolas (públicas e particulares), ginásios, hospitais (públicos e particulares), mercado municipal do bairro, supermercados, cartório. Na área de transporte faz uma importante conexão entre diversos pontos da cidade, com uma estação de trem (que está sendo transformada numa estação do metrô de Fortaleza) e um terminal de ônibus.

Antiga estação de Arronches - Emílio Moitas

Estação em 2006. Foto Emilio Moitas

Estação de Parangaba

Linha-tronco - km 9,109 (1960)
Inauguração: 30.11.1873
Uso atual: fechada
Data de construção do prédio atual: 1941

Histórico da Linha: A linha-tronco, ou linha Sul, da Rede de Viação Cearense surgiu com a linha da Estrada de Ferro de Baturité, aberta em seu primeiro trecho em 1872 à partir de Fortaleza e prolongada nos anos seguintes. Quando a ferrovia estava na atual Acopiara, em 1909, a linha foi juntada com a E. F. de Sobral para se criar a Rede de Viação Cearense, imediatamente arrendada à South American Railway. Em 1915, a RVC passa à administração federal. A linha chega ao seu ponto máximo em 1926, atingindo a cidade do Crato, no sul do Ceará. Em 1957 passa a ser uma das subsidiárias formadoras da RFFSA e em 1975 é absorvida operacionalmente por esta. Em 1996 é arrendada juntamente com a malha ferroviária do Nordeste à Cia Ferroviária do Nordeste (RFN). Trens de passageiros percorreram a linha Sul supostamente até os anos 1980.


A Estação: A estação foi aberta com o nome de Arronches, em 1873. Na época, era município, que acabou sendo anexado a Fortaleza nos anos 1920. Em janeiro de 1944 teve o nome alterado para Parangaba, por determinação do CNG - Conselho Nacional de Geografia. Era este o nome de antiquíssimo aldeamento jesuítico, ali próximo. Dali sai desde 1941 o ramal para o Mucuripe. Atualmente serve como estação de trens metropolitanos. A estação, segundo o historiador Alexandre Gomes, ainda é a mesma aberta em 1873, tendo sido reformada em 1927, e portanto deve ser tombada. Porém, outra versão afirma que a estação reformada em 1927 foi derrubada em 1939 em consequência da colocação do ramal para Mucuripe. Somente em 1941 ficou pronta a nova estação, 50 m adiante da anterior. O Metrofor, que está construindo o metrô em Fortaleza próximo ao leito da ferrovia original pensava diferente: queria demolir a estação para fazer um viaduto. Existiu por um tempo uma briga judicial para impedir que isso acontecesse. Ela fica no entorno da Praça da Matriz, na Rua Dom Pedro II, no bairro do mesmo nome. Ela não é utilizada pelo Metrofor, que construiu outra estação mas manteve até hoje o velho prédio ali. O prédio da velha estação foi tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal em 2007, depois de várias ameaças de demolição.

Parangaba, a memória Cabocla - Instituto Amanaiara-Emílio Moitas

Parangaba - Instituto Amanaiara

O Instituto Amanaiara foi fundado oficialmente aos 14 de janeiro de 2004. Partiu de um grupo de pessoas que participavam da organização dos festejos da Coroa do Bom Jesus dos Aflitos, desde o ano de 2001. Mais precisamente, de pessoas ligadas às lutas da Grande Parangaba e engajadas na pesquisa acadêmica sobre história e cultura desta comunidade e da tradição da Festa dos Caboclos.
Antes da formação do Instituto os que hoje são membros efetivos já realizavam pesquisas sobre esse festejo devido ao seu valor histórico que remonta ao período colonial cearense (1603 aproximadamente) e à sua importância para a cultura local. Quem em Parangaba nunca ouviu falar dos "Caboclos da Coroa".
Finalmente, tendo formalizado o grupo como Instituto Amanaiara, estabelecemos algumas parcerias importantes com o grupo Mira Ira do CEFET-CE (Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará), a CCF (Comissão Cearense de Folclore), a FUNCET (Fundação de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura de Fortaleza), a SECULT-CE (Secretaria de Cultura do Estado do Ceará), e diversos grupos artísticos populares que nos ajudaram na organização e realização das festas em Parangaba no período de dezembro de 2002, 2003 e 2004.
Através de outros apoios conseguimos também realizar várias atividades que tinham em vista a propiciação de atividades culturais para a população local. Realizamos atividades em comemoração ao Dia do Meio-Ambiente, Dia do Folclore, Dia do Idoso, e ainda o I Cine-Clube, a I Mostra de Quadrilhas, o Seminário Vozes da Tradição e a inauguração do Memorial Porangaba por ocasião da abertura dos festejos em setembro de 2004.
Neste momento estamos tentando a articulação com outras formas de patrocínio para darmos o passo seguinte rumo a atividades de longo prazo que possa concretizar e selar definitivamente a existência do Instituto dentro de Parangaba como um meio facilitador entre o povo e sua riqueza cultural.
A atual coordenação que tomou posse no segundo semestre de 2005 é composta por Kelson Moreira como coordenador geral, Lourdes Macena como secretária e José Wagner Sampaio como tesoureiro. São ainda sócios efetivos Maria Rodrigues Barbosa, Tânia Saraiva Leão, Elândia Oliveira Sousa, Raquel da Silva Bento e Flávio Lima da Silva.
Emílio Moitas


Paróquia de Bom Jesus dos Aflitos - Parangaba - Foto de Edimar Bento


Foto de Cláudio Lima


A Lagoa da Parangaba é a maior lagoa em volume de água de Fortaleza. A lagoa dá nome ao bairro e em sua vizinhança está vários equipamentos públicos e empresas. O terminal de ônibus urbano da Lagoa e O Ginásio da Parangaba tem vista para a lagoa. A Lagoa também é conhecida pela feira que se realiza todos os domingos em área urbanizada na margem da mesma - a Feira dos pássaros.


Praça dos Caboclinhos, Lagoa de Parangaba-Claudio Lima

Com aproximadamente 36 hectares, é freqüentada desde pescadores a coopistas. A lagoa da Parangaba faz parte da bacia hidrográfica do Rio Ceará.


Lagoa - Paulo Targino Moreira


Lagoa de Parangaba-Claudio Lima

Praça dos Caboclos em Parangaba-Claudio Lima


Lugar de Beleza e mistérios da antiga "VILA NOVA DE ARRONCHES NO CEARÁ

Porangaba, Vila Nova de Arronches, Parangaba. Três nomes, um só lugar. Lugar de Beleza, segundo o poeta. O que hoje é um dos muitos bairros que compõem a grande cidade de Fortaleza (capital do Ceará estado do Nordeste Brasileiro), é também signo do desdobramento histórico cearense, pois encerra nas suas tradições e memórias o passado que remonta aos tempos da colonização lusitana em 1603. Parangaba - (Tupi Guarani significa - beleza, formosura...), situada nas margens da lagoa do mesmo nome, foi um dos mais antigos povoados do Ceará, o chamado aldeamento indígena de Porangaba, que os jesuítas fundaram no séc. XVI. A vila foi criada em 26 de Maio de 1758 e inaugurada em 25 de Outubro de 1759, passando a chamar-se Arronches (Vila Nova de Arronches). Durante o império foi município, com Intendente e Câmara, ao longo de 112 anos divididos em dois períodos: de 1759 a 1835 e de 1885 a 1921. Anexada à Fortaleza, integra um dos seus mais importantes distritos. Na sua área domina o verde, com os seculares mangueirais, o clima nostálgico, a lagoa paisagística e alguns prédios históricos como o edifício da antiga Prefeitura Distrital, Casas Paroquiais e a centenária casa da Família Pedra, pioneira na indústria da panificação. É ainda na área da Parangaba que se situa o mais antigo cemitério da cidade de Fortaleza. Foi nestas terras cearenses que os padres da Companhia de Jesus em 1607 deram início ao trabalho de evangelização das populações indígenas. Contam que, no decorrer de grande seca no sertão o Padre Francisco Pinto, homem místico a quem os nativos chamavam Pai Pina, ou Amanaiara, o "senhor das Chuvas", ajoelhando-se, acenou ao céu e fez uma oração pedindo chuva. A sua oração foi atendida e ele passou a ser muito querido entre os nativos. Ao que parece ele teria utilizado o símbolo de uma coroa de espinhos para levar a mensagem evangélica aos indígenas destas terras. Saía em procissão de aldeia em aldeia, falando do Cristo, o Bom Jesus dos Aflitos e convidando a todos para as celebrações do nascimento de Jesus. Em 1608, um grupo de indígenas chamados Tucurujus, inimigos dos portugueses, mataram o Padre Francisco Pinto na Serra da Ibiapaba. Os seus restos mortais foram sepultados pelo padre Luiz Figueira, no sopé daquela serra. Mais tarde quando em 1612 houve uma grande estiagem, os Potiguaras não tiveram receio de trazer para a sua aldeia os ossos do Pai Pina que seriam como um amuleto contra a seca. Também neste mesmo ano veio para o Ceará Martins Soares Moreno que aqui permaneceu até 1631. Dizem que durante a sua passagem por estas terras, viveu aqui pacificamente com os índios e fez profunda amizade com um de nome Jacaúna. Depois de longo período sem catequese, apenas em 1694 chegam os padres Manuel Pedroso JúniorAscenso Gago para retomar o trabalho das missões. Em 14 de Setembro de 1758 por Ordem Régia decretada em Lisboa, o Marquês de Pombal, decretou a extinção da Companhia de Jesus, acabando os jesuítas da extinta companhia responsáveis pela missão da Porangaba, por serem expulsos para Pernambuco, com destino às masmorras de Portugal, sendo a sua aldeia transformada em vila. Em 1758 guiada pelo padre Antônio Coelho Cabral, a Missão do Bom Jesus da Porangaba é transferida para o local atual e passa a chamar-se Vila Nova de Arronches, sob invocação de N. Sra. das Maravilhas, em homenagem à antiga vila de Arronches existente em Portugal. Nome lusitano que manteve até 1 de Janeiro de 1944, quando em conformidade com o Decreto-Lei nº. 1114 de 30 de Dezembro de 1943, voltou a adotar o antigo nome do aldeamento fundado pelo saudoso Pai Pina, nome ligeiramente alterado de Porangaba para Parangaba. A devoção destes povos ao Bom Jesus dos Aflitos vinha de longe e sempre foi muito forte. Por isso ainda em 1759, fora ordenado que a jovem vila de Arronches tivesse por padroeiro, em lugar de N. Sra. das Maravilhas o Bom Jesus. É neste mesmo lugar que ainda hoje se celebra com pompa e regozijo a Festa da chegada dos Caboclos, ou da Coroa do Bom Jesus dos Aflitos na igreja do Bom Jesus dos Aflitos, existente na Praça dos Caboclos da Parangaba. 

Segundo a tradição local, dizem que a Coroa do Bom Jesus, foi oferta do Rei de Portugal, quando da construção da igreja. Situada a poucos quilômetros de paradisíacas praias a antiga Vila Nova de Arronches (Parangaba), é hoje um importante e central bairro da capital cearense. É nele que encontramos uma importante e histórica estação ferroviária e um terminal de interligação dos transportes coletivos, agregando uma grande quantidade de linhas, que nos levam a diversos lugares de Fortaleza. Partindo de Parangaba, facilmente se chega a diferentes pontos turísticos fortalezenses, como o Centro Cultural Dragão do Mar, Mercado CentralPonte Metálica, praias e outros lugares de interesse. No futuro seria interessante assistir-se ao estreitar de relações entre ambas as comunidades da Arronches portuguesa e da atual Parangaba brasileira.
Emílio Moitas


Referências Históricas:

Bar Avião e Asilo são ícones

De um lado, o Bar Avião, que o exotismo de sua construção era referência da Parangaba antiga. De um outro, o Asilo de Parangaba, hoje denominado Hospital São Vicente.

Ambos os equipamentos são considerados ícones do bairro. O Bar Avião padeceu do desleixo ao longo do tempo. No lugar do bar, funciona uma borracharia, e a antiga construção de cimento de um avião bimotor se encontra degradada, há tempos sem reparos.

Já o hospital mantém, ainda, viva sua missão de receber pacientes com problemas psíquicos. O psiquiatra Anchieta Maciel afirma que a unidade hospitalar era, no século XIX até meados do século XX, a única que atendia a pobres e desvalidos, apesar das limitações médicas e terapêuticas da época. No entanto, conseguiu acompanhar a modernidade, adotando o que há de mais apropriado para o tratamento das doenças da mente.

No meio de ambos os símbolos do bairro, havia a linha férrea, que teve, na Parangaba, a segunda estação, depois de Fortaleza. O pesquisador Nirez conta que surgiu no momento em que se concebeu a ligação da linha férrea até Baturité. Depois, foi expandida até o Crato, com um ramal que dava acesso ao estado da Paraíba.

Antiga Câmara Municipal de Parangaba- Claudio Lima

Aristocracia

No entorno da lagoa, residia também o Barão de Aratanha, detentor de diversas terras na área central, inclusive onde hoje está o Santuário do Sagrado Coração de Jesus. A construção do templo foi uma iniciativa do poderoso aristocrata.

Missão dos Jesuítas

O bairro era a antiga aldeia indígena catequizada pelos jesuítas da Companhia de Jesus. Foi elevada à condição de vila no anos de 1759, com o nome de Arroches. Foi incorporada à Fortaleza pela lei nº 2, de 13 de maio de 1835; depois foi restaurado município pela lei nº 2.097, de 25 de novembro em 1885, com o nome de Porangaba; e finalmente foi incorporado à Fortaleza pela lei nº 1.913, de 31 de outubro 1921. No século XVIII, o antigo Arroches se destacava como ponto intermediário no transporte de gado, com a Estrada do Barro Vermelho-Parangaba, estrada que ligava o Barro Vermelho (Antônio Bezerra) à Parangaba; e a Estrada da Paranjana, que ligava Messejana à Parangaba. Com a construção da Estrada de Ferro de Baturité, uma estação de trem é instalada em 1873, e Parangaba estava ligada com a Capital. Durante o último período como município, chegou a ter sua própria linha de bonde, entre os anos de 1894 e 1918. Em 1941, a malha ferroviária de Parangaba foi expandida com direção ao Mucuripe, e, em 1944, o nome da estação foi alterada para Parangaba. Essa estação, nos dias de hoje, faz parte do Metrô de Fortaleza. Uma estação elevada está sendo construída pelo Metrofor


Casinha antiga, provavelmente da época que Parangaba ainda se chamava Vila Nova de Arronches

Depoimento de Nirez:

Para o memorialista Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez, a independência do bairro é resultado de sua transformação ao longo da história. No princípio, era uma aldeia indígena. Depois, foi elevada à condição de vila. Chegou a ser distrito de Fortaleza. Até que, em 1921, virou um bairro da Capital.

Os nomes do lugar também foram se modificando com o passar do tempo. Chegou a se chamar Arroches (inclusive, o primeiro nome da Avenida João Pessoa era Estrada do Arroches, homenagem a uma localidade portuguesa), depois Porangaba e, por fim, Parangaba.

Nirez lembra que são diversos os pontos em comum com Messejana. Ambos mantiveram o status de distrito, e existe, ainda, uma semelhança física. As igrejas matrizes mantêm o mesmo posicionamento, assim como suas principais praças e os corredores de acesso.


Fonte: Site Estações Ferroviárias, Wikipédia, Diário do Nordeste e pesquisas na internet

41 comentários:

  1. Leila Nobre, meus parabéns pelo seu trabalho e excelente pesquisa sobre "Parangaba - O mais antigo povoado do Ceará"
    Seu blog é referência cultural em Fortaleza.

    Saudações desde Arronches - Portugal

    Emílio Moitas

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  2. Oi querido, que honra a minha tê-lo
    em meu blog!
    Muito obrigada pelas palavras, fico
    muito feliz, mas saiba que essa postagem
    só foi possível graças a sua bela iniciativa
    de preservar muito da história desse bairro...
    Você é sem dúvida o grande responsável pela
    repercussão que Parangava vem tendo na internet,
    parabéns!!!

    Abraços e muito me agrada e engrandece meu
    blog, sua presença!

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  3. Parabéns Leila!

    Meu nome é Glayson da Silveira Silva, sou formado em História e faço Especialização em Metodologia do Ensino de História pela UECE. Gostaria de parabeniza-lá pelo excelente trabalho de pesquisa e pelo belo acervo de fotos e documentos que existe em seu Maravilhoso Blog. Tenho a certeza que a Gente de Nossa Terra não conhece tão rica fonte de pesquisa e informação de Nossa Maravilhosa Cidade. Passeando pelo Blog faz-se uma viagem por Fortaleza Antiga e fica em nós a vontade de viver naqueles velhos tempos que nunca mais voltam. Seu Blog é de imensa serventia para pesquisadores e apaixonados pela História da "Nossa Bela Fortaleza". Abraços...

    Glayson da S. Silva
    Professor de História

    PS.: Meu e-mail: glaysonsilveira@hotmail.com

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  4. Olá Glayson, muito me honra receber tamanho elogio de um professor de história, fiquei muito lisonjeada! Obrigada de coração! :)

    Que bom que esse blog cumpriu sua função, o de contar um pouco da história dessa bela cidade.

    Abraços

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  5. Leila Nobre, pesquisando no google em busca de foto sobre o bar do aviao que iria usar no meu trabalho escolar sobre patrimonio historico acabei encontrando esse blog lindo, e rico em cultura e historia, gostei muito voce esta ajudando muito os estudantes e esta revivendo momentos de nossa historia que para muitos acabaram, continue sempre assim.
    Reporter Junino Cearense

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  6. Eu que agradeço suas palavras tão gentis!

    Muito bom saber que, de alguma forma, o blog
    consegue ajudar estudantes com seus trabalhos
    escolares, fico feliz de verdade!

    Um caloroso abraço, querido

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  7. Oi Leia, meus parabens!!! Estudei na parangaba, no Ginasio Olavo Bilac, onde hoje eh o terminal da parangaba, tinha uma quadra em frente. Se alguem tiver uma foto. Posta ai. bye bye..

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  8. Leila, amei esse blog, fiquei muito feliz em saber que alguém ama as histórias de Fortaleza assim como eu que nem estudo história, mas gosto especialmente das daqui.

    Parabéns pelo trabalho!!

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  9. Oi Nara!:)

    Eu tbm não sou formada em história, mas o amor que sinto por nossa cidade, me fizeram querer saber mais sobre o seu passado e fui ficando ainda mais apaixonada!:) rsrs

    Beijos e muito obrigada, fico feliz em saber que gostou do blog!

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    1. Só que tem muita gente formada em História que não vai nem na metade do caminho que vc foi até agora.

      Aí como adoro pessoas modestas como a nossa Leilinha.kkkkBjs!

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    2. rsrsr Vc é um amigo de ouro, Patrício! :)

      Beijos

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    3. Leila eu nasci em Parangaba, muito me orgulho deste belo trbalho

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  10. Realmente os comentários são mais do que merecidos. Parabéns pelo brilahnte trabalho e que continue suas pesquisas por essa Fortaleza maravilhosa (jamais bela).

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  11. Muito obrigada! :)

    Pode deixar, pretendo continuar sim, mesmo porq, ainda falta muito o que falar sobre Fortaleza, seus bairros, suas ruas, seu povo...

    Abraços

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  12. Patricio Franco
    PARANGABA E MESSEJANA NOBRE

    De quando em Parangaba morei,
    Esquecer...? jamais realmente poderei!


    A gente morava pertinho do cemitério
    E nossa própria residencia repleta de mistério,
    Era o lugar ideal
    Prá logo ao anoitecer chegar
    Já deveras começar,
    O show de visões sinistras que nos deixavam bem mau
    Com todo aquele inacostumável e incontido medo mortal!

    Prá completar o macabro cenário
    E nada de apenas mero caso imaginário,
    Muitas vezes demos de cara com reais fantasmas
    Dentre eles, tantas outras muitas outras almas,
    Inclusive de crianças como nós,
    Que ao por apenas uma delas passar,
    Mesmo que invisíveis, já roubavam nossa voz!

    Na frente da casa havia um enorme pé de azeitona,
    Presente da Natureza aos seus que nunca abandona,
    Justo para aqueles enormes morcegos que em voos rasantes
    Tornavam nossos medos muito mais gigantes.

    Mas Pela manhãzinha, lá ia eu para o Colégio Santa Cruz,
    Aonde a Diretora a me ver com meus amigos,
    Atestados vivos e explícitos de bagunças e perigos...
    Juro que ao nos ver, também já fazia o sinal da cruz!

    Parangaba é irmã de Messejana!
    E quem conhece as duas não se engana,
    Que Deus caprichou no que fez,
    Pois toda beleza repetida nas duas refez,
    Até inclusive na faixada de cada matriz,
    Lugarezinhos santicados aonde fui tão feliz,
    Como aquele pequeno e ingenuo coroinha,
    Que achava tudo delas além de Deus, era também só minha.

    (Dedicado à nossa querida amiguinha Historiadora Leila Nobre, esta Fortaleza Nobre em forma de Gatinha Mãe que além de Esposa e Mãe, ainda encontra tempo prá estudar e nos contar tudo de maravilhoso que o Ceará e Fortaleza tem melhor).

    http://www.youtube.com/​watch?v=5nFhxFSLPO8

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    1. Que coisa linda, eita q orgulho eu sinto em ter um amigo tão sensível e carinhoso!:)

      Muito bonito tudo o q o amigo escreveu sobre Parangaba e Messejana!

      Forte abraço

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  13. Nasci em 1962 em Parangaba, na Rua 15 de Novembro, 143, e morei até 1979, depois retornei em 2004, comprei um ap.na Rua Germano Frank, a 150 metros do Terminal, considero este o melhor bairro de Fortaleza, e jamais sairei de novo. Parangaba é o coração desta cidade. Vivi a minha infancia proximo ao Bavião e ao Asilo, estudei no antigo São Vicente de Paula, atual colegio Claudio Martins, frequentei a igreja Bom Jesus dos Aflitos desde a adolescencia.

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  14. Essa casa da parangaba era do meu avo Joao Paulo de Holanda,passava minhas ferias nessa casa tempo bom,moro em natal mais minha familia e do ceara familia frota holanda.

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    1. Obrigada pelo comentário! :)

      Forte abraço

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  15. Ah Leila Nobre você me emociona ao falar e mostrar minhas imagens da nossa querida Parangaba, antiga porongaba’ aquele café nativo servido pelos potiguaras nossos antepassados (fazedores de potes) aos jesuítas portugueses.
    Só em ver seu trabalho, logo imaginei aqueles navios a vela entrando pelo boqueirão da Barra do Ceará em 1604 vindos da Ponta de Jericoacoara.
    Fizeram porto seguro dentro do Rio Ceará, depois de ancorados seguiram no remo rio acima até a altura da maré cheia... Pela data o Rio Maranguapinho já estava seco! Tiveram que seguirem a pé rio acima e foram desbravando localidades por localidade...
    Um grande abraço desde o Paraíso de Jericoacoara aos meus amigos: Emilio Moitas de Arronches – Portugal ao Paulo Targino de Fortaleza ao Sr. Jehovah Pedra da Parangaba e a você querida. Sucessos*
    Claudio Lima (Parangaba)

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    1. Olá, querido Claudio Lima, boa tarde!

      Fico honrada em vê-lo por aqui, suas fotos são lindas e retratam bem a beleza de Parangaba.

      Essas histórias me fascinam, viajei fazendo essa postagem, acho q cheguei a ver até as aldeias indígenas... rsrs

      Forte e caloroso abraço desde a Loira desposada do Sol :)

      Beijos

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  16. Parabéns... Bem titulado por Fortaleza Nobre! Essa bela cidade do nordeste brasileiro.

    Porém foi mudado um pouquinho a historia da Parangaba e trocaram os personagens de nomes ilustre na expansão da cidade de Fortaleza.

    1º - João Pessoa não foi aquele da Paraíba... João Pessoa vereador do antigo Distrito de Parangaba (seis léguas quadrado) responsável pela abertura da avenida que recebeu seu próprio nome! Partia da Parangaba pela Rua 7 de Setembro (grande projeto de urbanização) que ligou à Av. da Universidade pertencente ao Distrito de Fortaleza (seis léguas quadrado). Tinha a intenção do escoamento de carnes abatidas no Matadouro de Parangaba.

    2º - Antonio Bezerra de Menezes também vereador do Distrito de Parangaba... Aquele que abriu a Estrada do Gado para o Barro Vermelho’ atual bairro do Antonio Bezerra. Esse é o cara! ... Responsável pelo crescimento de Fortaleza!
    Antes tudo estava ligado ao gado, carne era o grande negocio da época... Causou a queda dos Intendentes dos Distritos de Parangaba e Mesejana (seis léguas quadrado) foram unidos ao Distrito de Fortaleza que ficou com dezoito léguas quadrado, segundo a Carta Régia de Dom José IV Rei de Portugal.
    Boas Pesquisas Amiga! Você é nova tem tempo pra isso... Sucesso*

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    1. Obrigada, Claudio Lima, sua contribuição é deveras importante para que não só eu, mas os leitores do Fortaleza Nobre, fique conhecendo partes da história que não é divulgada ou inverídica.

      Coloquei seu comentário nas postagens da Avenida João Pessoa e na de Antônio Bezerra de Menezes.

      Abraços

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  17. olá leila meu nome é Armenia, moro no bairro da aerolandia, e gostaria muito de ver imagens do meu bairro da epóca dos meus bisavós, entre 1890 a 1940 se poder fazer isso por mim serei eternamente grata. meu imail é armeniafacanha@gmail,com

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    1. Olá Armênia, bom dia!

      Não sei se tenho fotos do bairro na época em questão, mas ontem mesmo eu postei algumas fotos da Aerolândia antiga na nossa Fan Page: www.facebook.com/fortalezanobreoficial

      Abraços

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  18. Oi, tudo bem?
    http://linslogen.blogspot.com.br/
    Você tem alguma informação sobre o ginásio Anchieta parangaba atual evolutivo?

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  19. Leila você publicou bem no início da pesquisa sobre a Parangaba um mapa de Albernaz indicando uma aldeia de índios, como você descobriu que o mapa indicava a Parangaba, antigo Arronches, e não a de Paupina ou Soure, logo tínhamos mais duas aldeias (Soure-Caucaia) e (Paupina- Mecejana)?

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    1. Pela localização, Paulo!
      O mapa encontra-se na Wikipédia:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Parangaba

      Abraços

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    2. Ótima matéria! Passei 1h procurando pela matéria do baorro pelo celular, sem nem saber se tinha kkk. Mas enfim, também estou fazendo uma pesquisa sobre o bairro, mais especificamente sobre a lagoa. A autora da matéria ou qualquer outra pessoa não saberia dizer onde eu posso conseguir fotos antigas da mesma? Tipo aquelas fotos antigas que se tem de mais sobre a beira mar e tal. Agradeço pela ajuda!

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  20. Quero parabenizar este blog por publicar importante pesquisa sobre a nossa Parangaba. Nossa por que é parte de Fortaleza, nossa capital e é parte da História do Ceará. Parabéns e continue este trabalho maravilhoso.

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  21. Gostaria de ver a história e fotos do antigo colégio Olavo Bilac estudei lá qdo era pequena
    tenho muitas lembranças dos meus amigos. ..queria uma forma de reencontra -los

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  22. Quero deixar meus mais sinceros congratulações a este trabalho. Valor inenarrável.

    Porém, procura alguma noticia da escola que estudei nesse referido bairro, ESCOLA PADRE ANTONIO GURGEL, na década de 80/90 ficava localizada exatamente ao lado, colado com o frotinha da parangaba, hoje é só um muro no local.

    Se você puder me ajudar, agradeço imensamente.

    juniorchaves@gmail.com

    grato

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  23. ELOIZA HELENA TEMOTEO GALVINO5 de julho de 2016 00:16

    ....Leila, gostaria muito que fosse se possível mencionado nesse blog a historia da 1ª escola publica do bairro, e uma das mais importante de Fortaleza; ainda existente o Grupo Escola Joaquim Moreira de Sousa... hoje denominada Escola de Ensino Fundamental Joaquim Moreira de Sousa... onde saiam os melhores alunos para os mais importantes colégios de Fortaleza como Liceu do Ceará e Colégio Municipal Filgueiras Lima que na época eram os melhores de Fortaleza... mérito de sua Diretoras enérgicas como D.Maria Jose Barroso...D.Enalra....D.Aidê e D.Zuila... graças ao trabalho dessas educadoras o Moreira de Sousa como era carinhosamente conhecido, era uma referencia no ensino de Fortaleza...

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  24. ELOIZA HELENA TEMOTEO GALVINO5 de julho de 2016 00:27

    ...outro assunto que gostaria de ver citado nesse blog é a tradição religiosa e folclórica da festa dos Caboclos que faziam uma peregrinação pelo bairro por todo o mes de novembro e inicio de dezembro com seus tambores tocando e cantando os seus benditos, encerrando com a procissão dos caboclos véspera de natal culminando assim a festa de Bom Jesus dos Aflitos que é o padroeiro do bairro...

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  25. Oi, estou fazendo um trabalho sobre planejamento urbano e gostaria de saber se você tem alguma informação sobre quantos habitantes haviam no bairro ao longo do tempo.

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  26. o bairro de Parangaba tem como limites a Av. Carneiro de Mendonça, que separa do bairro Democrito Rocha, vindo pelo lado leste pelo trilho conhecido como Parque Ipiranga até a Rua Julio Verne descendo até a Rua Hercules (faz divisa com o bairro Itaoca) até a Rua Gov. João Carlos (divisa com bairro Serrinha) indo até a Av. Silas Munguba (antiga Dedé Brasil) até a Rua Casemiro de Abreu (faz divisa com bairro Itaperi) até a Rua Antonio Bandeira e subindo até a Av. Godofredo Maciel (faz divisa com a Maraponga) indo até a Rua Nereu Ramos até Bibio Frota e Rua Austria (faz divisa com bairro Vila Pery) até a Av. Augusto dos Anjos (divisa com bairro João XXIII) que retornando tem o nome Av. José Bastos (divisa com bairro Joquei Club) até Carneiro de Mendonça. O mais interessante é que mesmo sendo Parangaba e até bem menor do que deveria ser o bairro já que o distrito de Parangaba alcançava o bairro da Serrinha, Itaoca e Itaperi por completos existem pessoas e empresas que denominam erroneamente toda a extensão da Av. Godofredo Maciel até a lagoa de Maraponga como bairro da Maraponga, uma vergonha e desrespeito ao único bairro de Fortaleza que chegou a ser Município por duas vezes. Sugiro que a Prefeitura em homenagem a história de nosso bairro colocasse placas de identificação nas extremidades do bairro a fim de evitar tais distorções.

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