Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Colégio Militar de Fortaleza [notification_tip][/notification_tip]
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Colégio Militar de Fortaleza



Colégio Militar - Arquivo Nirez

As raízes históricas deste estabelecimento de ensino remontam ao fim do Brasil Império, quando foi criada pelo decreto 10.177, em 1 de fevereiro de 1889, a Escola Militar do Ceará tendo sido seu primeiro diretor João Nepomuceno de Medeiros Mallet. Em 1897 foi extinta e nos vinte anos que sucederam à extinção, funcionou no prédio o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, a Força pública do Estado do Ceará e o 9º Regimento de Artilharia Montada da Polícia Militar.


Matéria do O POVO em comemoração ao aniversário de 15 anos do Colégio Militar do Ceará.
Jornal O POVO, 1 de junho de 1933.
"A Data de hoje marca um acontecimento de grande relevo para o Ceará, visto festeja-se com a fundação do Colégio Militar deste Estado, a 15 anos passados."

Colégio Militar - Arquivo Nirez

No ano de 1919, foi criado o Colégio Militar do Ceará - CMC, iniciando o ano letivo em 1 de junho, data de inauguração e, como tal festivamente comemorada. Destacou-se, neste período, o General de Divisão, graduado e reformado, Eudoro Corrêa, que exerceu o comando por mais de treze anos (1923 a 1936), fato pelo qual o CMF é conhecido por seus integrantes como "Casa de Eudoro Corrêa". O CMC foi extinto em 1938. Neste período de extinção, funcionou no prédio o Colégio Floriano.

O Prédio: Origem e Destino



Colégio Militar - Arquivo Nirez

Corria o ano de 1877, assinalado na história cearense pela maior seca registrada na memória das nossas populações. Governava o Ceará o Presidente da Província, o Desembargador Caetano Estelita Cavalcante Pessoa, designado para a função pelo gabinete conservador de 25 de junho de 1875, presidido pelo Duque de Caxias


Colégio Militar em 1937

Em 22 de novembro daquele ano, o prestigioso comerciante e político cearense Joaquim da Cunha Freire, Barão de Ibiapaba, procura o Presidente da Província e, no desejo de amparar a pobreza da Capital, cuja situação se agravara com a seca, faz a oferta ao governo provincial da quantia de dez contos de réis (10:000$000) e de um terreno localizado entre as Ruas do Sol (atual Costa Barros), da Leopoldina, da Soledade (atual Nogueira Acioly) e a Rua do Colégio das Órfãs (atual Santos Dumont), devendo ali o governo provincial construir um Asilo de Mendicidade.



Colégio Militar - Arquivo Nirez


Terreno e dinheiro eram doados com a condição de que, enquanto o edifício não ficasse concluído, seria de exclusiva propriedade do doador e de seus herdeiros, no caso de sua morte. Logo, porém, que estivesse ultimada a construção passaria ao patrimônio da Província do Ceará, nos termos da Escritura lavrada pelo Escrivão Augusto Barbosa de Castro e Silva. As obras foram iniciadas quase imediatamente, recebendo-se mais donativos e utilizando-se nas mesmas o trabalho dos flagelados da seca, não só na construção como na fabricação de telhas e tijolos.



Caderneta escolar de 1970- Arquivo de Daniel C. de Figueiredo



1970 - Arquivo de Daniel C. de Figueiredo

Desconhecem-se dados que positivem ter o Asilo de Mendicidade chegado a funcionar. Assim a Lei nº 2.152, de 10/08/1889, determinava a entrega da construção ao Sr. Bispo da Diocese do Ceará para servir de Asilo de Mendicidade. Poucos meses depois, já na República, o Decreto nº 04, de 24/02/1890, revogou a Lei citada e restituiu o prédio ao Patrimônio do Estado do Ceará, que não o utilizou até 1892, praticamente abandonado. Em 17 de março daquele ano, o Vice-Presidente do Estado, capitão Benjamin Barroso, telegrafava ao Presidente Floriano Peixoto, oferecendo-o para sede da Escola Militar, feitas as reformas e adaptações necessárias, aliás já projetadas e orçadas pelo Coronel Carlos Eduardo Saulnier de Pierrelevée, Diretor das Obras Militares, condicionando-se a oferta ao funcionamento ali da Escola Militar.



Colegio Militar - Humanistas/1971- Arquivo de Daniel C. de Figueiredo


Colégio Militar de Fortaleza - Humanistas de 1971 - Arquivo de José Jairo Santana

Em 1897, com a extinção da Escola Militar, retorna o imóvel à posse do Estado do Ceará. Somente pela Lei nº 1.931, de 05/11/1921, o poder Legislativo Estadual transferiu em definitivo para o Ministério da Guerra o velho casarão do Outeiro, onde já vinha funcionando desde 1919 o Colégio Militar do Ceará.

Postal Colégio Militar 

Em 1894, o edifício constava somente da ala fronteira à Praça da Bandeira, sendo o restante cercado por muros, sem nenhuma edificação interna. Mesmo a fachada não estava terminada: segundo documentação da época, apresentava 31 janelas do lado direito e 10 do esquerdo. A parte central da frente, com andar superior, é de 1910, completado o segundo andar na reforma iniciada em 1958. Numerosas modificações, obras novas e ampliações, foram feitas ao longo do tempo pelos Estabelecimentos de Ensino que ali funcionaram, destacadamente pelo antigo Colégio Militar do Ceará, Escola Preparatória de Cadetes e o atual Colégio Militar de Fortaleza.


Nesta histórica edificação, a partir de 1892, funcionaram quatro Estabelecimentos de Ensino do Exército: a Escola Militar do Ceará, o Colégio Militar do Ceará, a Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza, o Colégio Militar de Fortaleza; dois estabelecimentos civis de ensino: o Colégio Nossa Senhora de Lourdes e o Colégio Floriano. Nela aquartelaram a Policia Militar do Ceará e o 9º Regimento de Artilharia Montada.

Campo de futebol do colégio militar 1970-71- Arquivo de Daniel Caetano de Figueiredo

Interior do colégio militar de fortaleza 1970 - Arquivo de Daniel Caetano de Figueiredo

Colégio Militar de Fortaleza

1961 - Dias atuais

O novo estabelecimento, criado pelo Decreto nº 166, de 17 de Novembro de 1961, foi implantado a 1º de Janeiro de 1962, considerando-se o herdeiro do antigo Colégio Militar do Ceará e por isto comemora como data aniversária o 1º de junho, a exemplo daquele estabelecimento anterior.




Turma de 1971

Exerceram o comando do mesmo o Cel Inf Raimundo Teles Pinheiro; Cel Inf João Perboyre de Vasconcelos Ferreira; Cel Inf Petrônio Maia Vieira do Nascimento e Sá; Cel Art Haroldo Erichsen da Fonseca; Cel Art Hyran Ribeiro Arnt; Cel Art Roberto Pinheiro Klein; Cel Art Mario dos Santos André; Cel Inf Roberto Pontual Pinto de Lemos; Cel Eng Ricardo Moniz Aragão; Cel Inf Domingos Miguel Antônio Gazzineo; Cel Inf Roberto Luiz D’Avila Saraiva; Cel Art Adelson Leite Julião; Cel Inf Nilo Guilherme da Silva; Cel Inf Hiran de Freitas Câmara; Cel Inf Júlio Lima Verde Campos de Oliveira; Cel Art Nelson Marcelino de Farias Filho; Cel Art Eduardo Fernandes Ferreira, Cel Inf Adyr da Silva Sampaio; Cel Cav Luiz Alberto Roggia Pithan; Cel Art Estevam Cals THEÓPHILO Gaspar de Oliveira; sendo seu atual comandante o Cel Eng José Antonio MENDONÇA da Cruz.

O Colégio Militar de Fortaleza desfila na Avenida Heráclito Graça em 7 de setembro de 1970. Acervo Dan Fig

Os quatro estabelecimentos de ensino militar que funcionaram no casarão do Outeiro mantêm uma continuidade histórica, garantindo-lhe a unidade de uma tradição comum. Muitos dos que passaram pelo Estabelecimento anterior comandaram, serviram, exerceram o magistério, educaram filhos e netos no estabelecimento seguinte pela ordem cronológica, assegurando a permanência de seus valores e princípios tradicionais.

Foto do Governador Waldemar de Alcântara e General Sérgio Pires no desfile do Colégio Militar, publicada no Jornal O POVO, em 03-06-1988



O Colégio Militar de Fortaleza, fundamentalmente órgão de assistência social do Exército para o seu pessoal e, subsidiariamente, colaborando com alta eficácia na educação de jovens oriundos de pais civis, é o herdeiro inconteste desta tradição quase secular.


Foto de 1928



Fonte: Wikipédia, Site CMF e pesquisa de internet

9 comentários:

  1. Servi com o gen Bda hyran riberito arnt no Arsenal de Guerra do Rio em 1988.sds...

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  2. Trabalhei no CMF entre 1976 e 1978. Nesta época o comandante era o Cel Art Mário dos Santos André. Bons e saudosos tempos!!

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  3. Leila e resto das fotos que te passei não vai colocar?

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    1. Estou preparando uma nova postagem, Raphael, com aquelas fotos lindas q me mandastes. :)

      Abraços

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  4. Muito bacana, bom trabalho! Fui muito feliz no CMF, meu pai foi da turma de 62 e meu irmão também estudou lá... Hj não tenho colegas de CMF, tenho uma irmandade!

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  5. Tive a gloriosa oportunidade de estudar neste nobre estabelecimento de ensino na década de 80, fui muito feliz e tenho orgulho disto, hoje meu filho estuda nesta nobre instituição de ensino, só que na cidade de Manaus-AM, mas posso dizer com todo sinceridade do meu coração é muito prazeroso velo usando esta brilhante farda e tendo orgulho de está lá. Parabéns CMF, continue enriquecendo-nos de sabedoria e orgulho.

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  6. Parabéns CMF, tenho orgulho em dizer que estudei nesta nobre instituição de ensino.

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  7. Sou Afonso Magalhães. GRANDE CMF, tenho muitas saudades estudei lá entre 1980 a 1984. Gostava muito de estudar Descritiva com o Prf. Fernando, Matemática com o Cel. Noé, História com Prof. Diogo, Química com o Américo etc...Lembro muito do meu Comandante de Cia. Cap. Wagner hoje Cel. e do meu monitor de Turma Sgt. João José o JJ. Bons tempos que não voltam mais! Meus irmãos são todos Militares me arrependo de não ter seguido a carreira.

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