Fortaleza, uma cidade em TrAnSfOrMaÇãO!!!


Blog sobre essa linda cidade, com suas praias maravilhosas, seu povo acolhedor e seus bairros históricos.


quinta-feira, 22 de março de 2012

As diversas reformas da Praça do Ferreira


Após a sua criação a Praça do Ferreira, passou por varias reformas - a partir de 1902, na gestão do Cel. Guilherme César da Rocha; além de arborizar cercou o centro com grades de ferro e construiu nele o famoso "Jardim 7 de Setembro".

O Jardim 7 de Setembro - Arquivo Marciano Lopes

Com o pagamento das indenizações aos proprietários das casas e sua conseguinte demolição, recebeu várias denominações a começar por:1. Feira Nova; 2. Largo das Trincheiras; 3. Pedro II; 4. Do Ferreira; 5. Municipal; e 6. Do Ferreira, que ainda continua. Em 1914, quando o Prefeito Raimundo de Alencar Araripe, a praça foi reformada, recebendo iluminação moderníssima, tendo os cabos condutores - que era moderno - instalação subterrânea.


Praça do Ferreira em 1919 com o Café Elegante - Arquivo Nirez

Década de 20

Início da década de 30

Coreto e Retretas

Em 1920 - nova reforma se deu quando foi eleito pela primeira vez o Prefeito Godofredo Maciel. Este mandou demolir os quiosques "Café do Comércio", "Café Iracema", "Café Elegante e "Café Java", o mais antigo, pois data de 1886 e que se constituía no principal ponto de reunião da elite da cidade e dos famosos intelectuais da Padaria Espiritual. - Ainda na sua gestão mandou construir não bem no centro, mas um pouco deslocado para o lado sul da praça, um "célebre coreto", considerado na época "o coração cívico da cidade", para se instalarem os músicos das bandas das Policias do Estado e do Município, levando efeito semanalmente as tradicionais e concorridas retretas que agradava o público.

Praça do Ferreira em 1930

O coreto na Praça do Ferreira - Arquivo Nirez

Praça do Ferreira em 1934 - Arquivo Jaime Correia 

Em 1924, quando novamente eleito Prefeito Municipal o Dr. Godofredo Maciel, fez pequena reforma. Em 1932 - Quando Prefeito Dr. Raimundo Girão, dentre outros melhoramentos mandou derrubar o coreto e construir em substituição a "Coluna da Hora", colocando um relógio de 4 (quatro) faces (lados) que servia de orientação para todos os lados da praça. A inauguração se deu em 31 de dezembro de 1933, quando começava o ano de 1934.

Praça do Ferreira em 1934 - Arquivo Nirez

Praça do Ferreira em 1937 – Arquivo Carlos Juacaba

Nova colocação de confortáveis bancos de madeira com suporte de ferro, com iluminação de arandelas em forma de cruzeiro, os canteiros ornamentados com pés de fícus benjamins, em formato de animais emas, garças, pássaros - por entre as alamedas.

Sai o Jardim

A reforma por iniciativa do Prefeito Dr. Raimundo Alencar Araripe em 1941, para o inicio do ano de 1942, a praça foi modificada no seu aspecto geral. Foi retirado o Jardim 7 de setembro reservada aos pedestres, aumentando a área para transito de veículos. Foram transferidas as paradas de ônibus do Benfica, Prado, Jacarecanga, da área norte da praça, para o lado leste, alargado a faixa à já existente, resolvendo naquele logradouro o problema de transito, bem como a iluminação instalada provisoriamente em 1935, na interventoria do Cel. Felipe Moreira Lima, com postes pré-moldados e globos de luz que dava graça e beleza a praça.


Abrigo Central na Praça do Ferreira /Rua Guilherme Rocha - 1950


Foram abertas alas para pontos de automóveis de aluguel (táxis) carros de passeios (particulares). Em 1969, a Prefeitura Municipal de Fortaleza, tendo a frente o engenheiro José Walter Cavalcante, mandou demolir a primitiva praça do Ferreira, construindo outra que não teve boa aceitação por parte dos fortalezenses em geral.

Praça do Ferreira depois da reforma da década de 60 - Arquivo Livro Viva Fortaleza 1950-2010 

Praça do Ferreira em 1969 – Arquivo Eliezer Freitas

Praça do Ferreira em 1972

Não bastava a fissura que modificara a parte norte da praça compreendendo a rua Guilherme Rocha, onde funcionou o prédio da Intendência e diversas lojas, dando lugar ao "famoso abrigo central" construído na administração do Prefeito AcrísioMoreira da Rocha, anteriormente o povo o elegera em 1947 e em 1955 pela 2ª vez, quando imprevidentemente assinou decreto demitindo 500 (quinhentos) funcionários do município, o que causou muito repúdio. Ressalte-se que, na sua primeira administração, mandou retirar os bondes da cidade e arrancar todos os trilhos que circulavam na Praça do Ferreira, Guilherme Rocha adjacências e demais linhas, ficando a cidade órfã dos melhores e inesquecíveis transportes.
Os passageiros saudosos que moravam nos diversos bairros ficaram privados dos bondes, nenhuma função administrativa para o gerente da Ceará Ligth - o inolvidável Mister Hull, que residia no lindo Palacete da Praça Cristo Redentor com Av. Monsenhor Tabosa e Av. Dom Manuel, na descida da Igreja da Prainha, mais tarde demolida para alargar a Av.Almirante Jaceguay (subida da Igreja da Prainha) e teve que voltar a sua pátria, após conviver uma grande parte de sua existência aqui em nossa terra, onde fez, evidentemente, muitos amigos.


Uma homenagem

A Praça do Ferreira é uma homenagem ao Boticário Ferreira - *Antonio Ferreira Rodrigues nasceu no ano de 1804, na cidade de Vila Real da Praia Grande, hoje cidade de Niterói - Rio de Janeiro. Filho de Antônio Rodrigues Ferreira e de *D.ª Marcolina Rosa de Jesus. Farmacêutico vindo de fora, que se instalou na praça, bem precisamente na rua Major Facundo lado poente, por alguns anos Farmácia Boticário Ferreira, mais tarde Farmácia Galeno do farmacêutico Sr. Yoyô Fonseca - Joaquim Studart da Fonseca, filho do Cel. João da Fonseca Barbosa e Leonisia de Castro Studart da Fonseca.

Farmácia Galeno na Major Facundo/Praça do Ferreira- Foto restaurada por Sidney Souto

Por muitas vezes palco de grandes eventos políticos, comícios, apresentações de artistas, comemorações por parte do Governo Estadual e Municipal, Showmício, e, na administração do Prefeito Juraci Magalhães, por motivo de comemoração da administração municipal - fez imenso bolo em volta da praça cujo tamanho representado em 278 metros de comprimento, correspondente ao tempo de fundação da Cidade de Fortaleza (1726-2004) - 278 anos de aniversário de fundação Dos Cafés. Existiam na praça quatro quiosques que se denominava "Café do Comércio", "Café Iracema", "Café Elegante" e "Café Java" - o mais antigo, pois data de 1886 e se tornara o principal ponto de reunião da fina flor da cidade, e dos famosos intelectuais da Padaria Espiritual.

Reforma da Praça do Ferreira - Arquivo Edimar Bento

Hoje, no mesmo local, há um relógio com estrutura de ferro aos moldes do antigo relógio (montado sobre alvenaria) ao lado de antigo cacimbão, existente desde o inicio da praça exposto a visitação pública.
A Praça do Ferreira, foi e será sempre a sala de visita da cidade para nós fortalezense e, para todos que aqui chegam. Sua posição geográfica, lembranças históricas conhecida como cidade hospitaleira e agradável aos visitantes e adventícios que por aqui aportavam sob intenso calor, mas recebem a noite a aragem que vem do "Aracati" amenizando o calor do dia, tornando suave as noites e aprazível os momentos de descanso sentados no banco da praça.

Reforma da praça – Arquivo Arnaldo Pinheiro

Quase duas décadas de existência

O Abrigo Central teve pouco tempo de duração permanecendo apenas por 18 (dezoito) anos de serventia quando se transformou num reduto para abrigar pessoas desocupadas, que ali faziam seu ponto de permanência. Foi demolido para dar maior espaço e 'beleza' à Praça, na administração do General Murilo Borges em 1963/67, merecendo essa iniciativa muitos aplausos por parte dos munícipes. Por falta de cuidados higiênicos para melhor conservação do espaço, que se desgastou pelo próprio uso e descuido de manutenção não tardou a deterioração daquele arcabouço mal cuidado, teve pouco tempo para marcar, assim, história na nossa Cidade.

O Abrigo Central, serviu ainda de palco para memoráveis acontecimentos, outros tipos de manifestação cívica ou popular, quando ali tinha começo e término. Trouxe também imorredouras lembranças ao tempo em que a rapaziada saía das festas dos Clubes Náutico, Maguari, Massapeense, Comercial, ou das casas noturnas quando das visitas às "horizontais" e ou "damas da noite", moradoras nas pensões altas ou alegres, Bar da Alegria, Boate Guarani, Monte Carlo, se dirigiam ao Abrigo Central, onde somente o "Pedão da Bananada" permanecia com boxe aberto atendendo aos que ali se dirigiam para um "lunch" que invariavelmente consistia de um pequeno pão, recheado com folhas de alface, carne moída e uma fatia de tomate, o que era realmente confortante para quem passara noite a perambular além dos clubes, percorrendo as casas das "borboletas noturnas", "damas da noite", "grinfa", "mulher de vida fácil" ou mesmo "mundana", "chamego", "rapariga" ou ainda "mulher fatal", que ficava a espera do gigolô, por ser o amor preferido para, então, se recolher na alcova do bordel.

Última reforma da praça, com um de seus arquitetos e o secretário de cultura da época. Gerardo Barbosa

Era nesses fins de noite, que grupo de rapazes se reuniam e passavam a discutir suas aventuras e peripécias escolhendo os recantos do Abrigo, por esperar o sinal de partida do último ônibus que saía da Praça à meia- noite para os diversos locais da nossa cidade.

Outros saíam das casas noturnas - como Bar da Alegria, Pensão Império, Pensão Ubirajara, "Zé Tatá", Pensão da Zeca, Pensão Estrela, Pensão da Cristalina, Pensão da Graça, onde se perpetrou hediondo crime do "Idalino" - jogador e amante da Graça, gravando na lembrança de todos - e para sempre - tão horripilante acontecimento.

Fonte: Diário do Nordeste


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3 comentários:

  1. Aaaaaai muito obrigada vc ajudou muito com o meu trabalho... :D

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