Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Historicídio de Fortaleza - Por Adauto Leitão [notification_tip][/notification_tip]
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Historicídio de Fortaleza - Por Adauto Leitão


Forte de São Sebastião (Antes de recuperado, ampliado e rebatizado por Martins Soares Moreno, tinha o nome de Fortim de São Tiago) - Gravura do livro do holandês Arnoldus Petrus- ano 1673 

"A “data oficial do aniversário de Fortaleza”, com supostos “291 anos” é tão risível do ponto de vista da ciência história; o quanto nociva às gerações, na maneira como se trata a memória dos cidadãos e da cidade. Já conceituei que omitir 122 anos de uma construção histórica é um crime de lesa capital, à razão do Marco Zero de Fortaleza com 413 anos. 

 Mapa da costa cearense em 1629


Fortaleza em 1859, por José dos Reis Carvalho. 

O que acontece de fato é um Historicidio de Fortaleza não somente patrocinado pela Prefeitura, mas, com certas omissões da Câmara Municipal que, diga-se, tem 316 anos de fundação. Faz uma década que se impõe de todo custo “uma comemoração”, que já saqueou dos cofres públicos municipais 54 milhões de Reais (dados até 2016); numa inversão de prioridades, de tal modo perversa, que muitos destes recursos poderiam ter outro destino, aplanando a desigualdade social. Esta mega festa foi “criada” pela ex-prefeita Luizianne Lins que não escondia “ser data especial o 13 de abril”, levando em consideração a sua autoafirmação de “marxista esotérica”, então, – o que pensar disso… 

A “festa”, em 2017, tem a “participação” de Raimundo Fagner neste Historicidio de Fortaleza; mas, lembro que: “Bela é uma Cidade Velha”… 

Fardamento gestão Luizianne Lins

Historicidio que acontece nas escolas municipais, não apenas como uma atitude de negação curricular da História de Fortaleza, mas como desvalorizando a disciplina fundamental na formação da cidadania e um sentimento de pertença da cidade. No campo da educação outro absurdo, crianças e adolescentes foram obrigados a vestirem uma farda, ao gosto da gestão municipal; por exemplos: no tempo do Juraci Magalhães, o fardamento era tricolor (azul, branco e vermelho) que poderia lembrar alunos chilenos; no período da Luizianne Lins (vermelho predominante) que tinham similitude aos “cubaninhos”. Mas, o prefeito Roberto Cláudio foi muito além, desfigurou a bandeira e o brasão municipal para colocar o seu “padrão de governo” e, tudo isso, com aval da Câmara Municipal de modo que num tipo azul celeste, estudantes propagandeiam “a nova identidade de marca” ao que até parecem “ninhos uruguaios”… 

Imagem Jornal O Povo 

A identidade de Fortaleza não acontece hoje pela História dos seus 413 anos, mas pela forma imposta de uma “cidade nova” com seus 291 anos. Última análise, destituída de conteúdo da sua construção histórica, que é intrínseca à memória coletiva. Importante questionar ser um “produto de mercado”, algo vil e torpe, diga-se, até para o conceito de turismo. Pois, Fortaleza perde o status de ser apresentada como uma das primeiras e mais importantes capitais do Brasil com mais de 400 anos. Os símbolos e expressões dessas identidades representam um pré-requisito para a construção de uma sociedade mais consciente, justa e igualitária. Por essa razão, preservar e proteger o passado é essencial para garantir os legados, valores, ideias e narrativas que ajudam há transpor o tempo e espaço… 

Historicidio de Fortaleza – Não!"

Adauto Leitão 
Historiador, Acadêmico-Fundador e Diretor Da Acecult


Concordo em gênero, número e grau com o Adauto Leitão!

Então, que fique bem claro! Esse aniversário de Fortaleza, que ocorre hoje (13 de abril), é apenas a comemoração da elevação do pequeno povoado à condição de vila, que ocorreu em 1726 (Há 291 anos). Não se trata, em hipótese nenhuma, do surgimento da cidade!
 

Fonte: Jornal O Estado

2 comentários:

  1. Essa discussão sobre a fundação da cidade de Fortaleza não é nova. Anos atrás houve até um debate público com a participação do historiador Raimundo Girão e, salvo engano o também historiador Geraldo Nobre. É importante a participação desse NOVO historiador Adauto Leitão, mas acho que o texto dele é muito PANFLETÁRIO atacando de forma gratuita personalidades e autoridades da cidade.

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  2. Pensando historiograficamente, falar em historicídio, além de um neologismo, é sem sentido. Estamos em pleno século XXI, a História já não é mais feita simplesmente de datas, fatos e heróis. Todas essas imposições nada mais são do que disputas por poder e por lugar de fala.

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