Fortaleza, uma cidade em TrAnSfOrMaÇãO!!!


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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Do Fechamento da TV Ceará até os dias de hoje


Lançada a pedra fundamental em maio de 1959, a TV Ceará canal 2 dos Diários Associados só entraria no ar em 26 de novembro de 1960, ano em que Fortaleza tinha cerca de 500 mil habitantes e apenas 200 televisores, muitos deles adquiridos bem antes, em promoções feitas pelas grandes lojas de então: Casa Parente, Flama, Cimaipinto, Livraria Alaor, Ceará Gás Butano, A Cruzeiro, Armazém Paissandu e outras mais¹. Trata-se de um marco histórico porque a TV Ceará, instalada na Estância Castelo, onde hoje fica a holding do Grupo Edson Queiroz, na Avenida Antônio Sales, foi a primeira emissora de televisão do Estado, servindo de escola pra muita gente boa, como Emiliano Queiroz, Renato “Didi” Aragão, Ayla Maria, Augusto Borges, Paulo Limaverde, B. de Paiva, João Ramos, Wilson Machado, Guilherme Neto, Ary Sherlock, Hiramisa Serra, Karla Peixoto, Assis Santos e muitos outros. Além, claro, de ter revolucionado os costumes e os conceitos da comunicação da época.

O Governo Federal rateou as empresas pertencentes aos Diários Associados, incluindo a primeira emissora de televisão de Fortaleza: a TV Ceará, inaugurada em 26 de novembro de 1960.


Foto: Acervo Célio Cury/Museu da Imagem e do Som
Do fundo do baú: Augusto Borges apresentando seu programa
no auditório da extinta TV Ceará (canal 2), dos Diários Associados.

A primeira Transmissão a Cores no Brasil

A primeira transmissão a cores no Brasil foi realizado, de forma experimental, durante a Copa do Mundo de 1970, via Embratel, quando a seleção brasileira sagrou-se bicampeã. A transmissão oficial ocorreu em 19 de fevereiro de 1972, com a cobertura da Festa da Uva, em Caxias do Sul, autorizada pelo Ministério das Comunicações. As principais emissoras brasileiras, incluindo a TV Ceará canal 2, apenas inauguraram oficialmente as suas programações coloridas no dia 31 de março de 1972, no mesmo dia em que se completou o oitavo aniversário da "Revolução de 1964".

A programação da TV Ceará cumpria a grade do "pool" de emissoras² participantes da transmissão especial, conforme se confere a seguir:


  • 15:00 - Filme "A Vida de Cristo" (pool)



  • 17:00 - Documentário "Brasil Grande", de Jean Manzon (pool)



  • 18:00 - Via Crucis (Rede Tupi, em P&B)



  • 20:30 - Discurso do presidente Emílio Médici (em cores, pool nacional)



  • 21:00 - Show "Rio/SP" (Rede Tupi, cores)



  • 21:50 - Filme "O Cálice Sagrado" (em P&B)


Segundo o jornal Correio do Ceará, durante a semana, as lojas de eletrodomésticos de Fortaleza contabilizaram a venda de cem aparelhos receptores de televisão a cores.
Antes mesmo da transmissão oficial do dia 31, a Embratel transmitiu no dia 29/3 a cores o videotape da partida de futebol Palmeiras 2x1 Santos, realizado no domingo anterior, em São Paulo.

TV Ceará faz vigília em noite de muita tristeza



Eram 20 horas, o auditório estava vazio, ocupado apenas por poucos curiosos e por poucos funcionários da casa. Ao contrário dos tempos áureos, quando a alegria da platéia e os programas davam o primeiro lugar em audiência, o ambiente de ontem, à noite, no auditório da TV Ceará, canal 2, foi de total tristeza e lamentação, tanto quanto um velório. A estação, cassada pelo Governo Federal, fazia uma vigília de despedida, pois aguardava apenas o sinal da Embratel para sair do ar, assim como mais 6 canais de televisão da Rede Tupi.


Embora o decreto de cassação tenha sido assinado na manhã de ontem, pelo presidente Figueiredo, as estações só saem do ar, quando o documento for publicado. Ao aguardar este momento, os funcionários da mais antiga estação de TV de Fortaleza, faziam suas despedidas, alguns ao vivo, relembrando o começo da profissão. Outros, mais tristes apenas ouviam nas entradas das portas do auditório, o fim de uma história construída com muito suor e acima de tudo com amor. Era realmente a despedida daquela que foi a mãe e escola para muitos jornalistas do Ceará.


Passar Fome


Segundo o jornalista Cândido Solares, apresentador dos programas noticiosos da TV Ceará, o fechamento da empresa representa um grave problema social para o Governo. "O pessoal que vinha recebendo o pequeno vale semanal agora vai morrer de fome". São quase 300 funcionários da Ceará Rádio Clube e da TV Ceará.


Há 29 anos trabalhando nos Associados (desde que a TV foi implantada em 1956 [sic]), Cândido disse que "vejo com muita tristeza a cassação da licença da TV Ceará". Ele acrescenta "que não se pode imputar a uma pessoa o que vem acontecendo ao longo do tempo. Há muita coisa que não foi dita, que precisa ser esclarecida", lembra.


Adianta Cândido Colares, apresentador do Matutino PRE-9, que para "saber a verdade do problema é preciso que se faça uma análise completa do assunto, porque até agora só se tem falado de maneira superficial".


Sem nenhuma esperança que a TV Ceará volte a funcionar, sob o controle dos Diários Associados, Cândido salienta que "espero que as autoridades do Governo concretizem o que estão prometendo aos funcionários da TV Ceará, num espaço de tempo, que não se alongue tanto, como acontece em São Paulo onde o pessoal da TV Tupi só tem recebido promessas do Governo".


Como vai ficar?


A realidade da TV Ceará pode ser mais ou menos delineada assim: a empresa não possui outro patrimônio além das instalações e do equipamento. Se esse patrimônio fosse vendido talvez desse para pagar a muita gente, que tem salários atrasados há anos. Pergunta-se quem compra? Se está fora do ar, não teria mais anunciantes, que garantem o equilíbrio financeiro da empresa. Além disso, fora do ar, a empresa dificilmente receberá o dinheiro dos anúncios que firaram fiados. Como o quadro de funcionários é muito grande, a Ceará Rádio Clube não terá condições de pagar a todos um vale semanal. De concreto só tem uma coisa: todos os funcionários vão ficar sem receber seus salários, até que o Governo resolva o problema, de modo a beneficiar a todos.

Cassação do canal 2 provoca protestos



Uma intensa movimentação considerada acima do comum foi registrada ontem nas dependências do edifício Diogo Vital de Siqueira, na Avenida Antônio Sales, local onde funciona a TV Ceará, canal 2. Com a divulgação da notícia da cassação da concessão e o anúncio do futuro fechamento da emissora por parte das autoridades governamentais - medida extensiva a mais seis outras da rede associada - diretores e funcionários analisavam e discutiam entre si as conseqüências que essa medida poderá acarretar. A impressão que se tinha era de a notícia do fechamento causara, como era de se esperar, uma inevitável surpresa entre o pessoal que opera no antigo canal 2, muito embora, já se aguardassem inicativas por parte das autoridades para se definir a situação da rede em todo o País.


Para alguns funcionários, como o produtor Tertuliano Siqueira, o gesto do Governo foi considerado radical, "uma medida de força" assinalou ele, ao argumentar que as autoridades não levaram em consideração certos aspectos da situação de cada emissora em si, tomando a crise como um todo. Analisavam os defensores da manutenção da TV Ceará, como emissora da rede associada, o ponto de vista segundo o qual a empresa local estaria tomando algumas providências no sentido de legalizar os seus débitos para com a União, inclusive, porque a superintendência local enviara ofício ao próprio Ministro da Previdência, Jair Soares, solicitando o parcelamento dos débitos de 60 para 100 meses.


A carta datada de 4 de julho último não fora respondida pelo ministro, fato que segundo se pode depreender causou certo constrangimento entre a alta direção da empresa.Ontem cedo, o clima era de expectativa e de desolação nos corredores do canal 2, com os empregados trocando informações acerca da decisão do Governo de fechar a TV Ceará, ao mesmo tempo em que se discutia quais os rumos a serem tomados assim que se concretizar a medida. Ninguém fora informado sobre nada, chegando-se mesmo a tomar conhecimento da medida através do telenoticioso de outras emissoras.


Todos queriam ouvir alguma decisão dos dirigentes a respeito do fato, muito embora entre a própria diretoria nada de oficial pudesse ser acrescentado além do que fora divulgado pela imprensa. Muito cedo o presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Rádio e Televisão do Ceará, radialista Aderson Maia e um dos fundadores do canal 2, deslocou-se para a Estância a fim de se reunir com o superintendente e a diretoria do canal 2, tentando encontrar uma fórmula de se posicionar a respeito do fato.


Na sua opinião, a medida era como aguardada, porém jamais ele imaginava que viesse de um modo tão "drástico", fechando as portas a um enorme contingente de trabalhadores no setor de comunicações. "Principalmente porque sabemos da dificuldades do mercado de trabalho para absorção desse pessoal", analisava Aderson enquanto conversava com os funcionários, convidandos-os a uma reunião hoje pela manhã no prédio da televisão.


Para Aderson Maia, a situação do canal 2 tinha possibilidades de ser superada, especialmente quando a direção já iniciara providências com vistas a essa regularização.


"Muito dos nossos funcionários poderiam se considerar em dia", lembrou Maia, fazendo uma comparação com a situação de outros canais da rede associada que foram atingidas pela medida. Ao contrário de São Paulo, argumentara o presidente sindical, jamais ocorreu um movimento paredista denunciando as irregularidades que todos sabiam existir, mas jamais houve uma denúncia sequer de algum órgão que dirige ou mesmo junto à Delegacia do Trabalho. Isso, todavia não implica dizer que o Sindicato da classe desconhecia as enormes dificuldades que atravessa o canal 2, com uma dívida enorme junto ao seu quadro funcional além dos débitos para com a Previdência Social.


"Ocorre que aqui no Ceará, a empresa dava satisfação aos seus sempregados, oferecia uma esperança", aludia Aderson Maia. Explica para tanto a venda da Rádio Araripe do Crato, o terreno onde existe o jardim da emissora e o arrendamento dos jornais Unitário e Correio do Ceará, "havia a esperança de que a situação do pagamento fosse colocada pelo menos em dia". Segundo o presidente do Sindicato, a dependência da rede era que falta crer na tomada de uma posição do Governo, muito embora jamais passasse pela cabeça de seus funcionário num fechamento do canal 2.O Sindicato iniciou ontem contatos com o pessoal da Delegacia do Trabalho no sentido de uma tomada de posição a ser definida nas próximas horas.


"Não é uma tomada de posição da classe, mas tão somente dos funcionários da televisão", ressaltava Aderson Maia.


Vigília


As primeiras iniciativas de protesto contra a decisão do fechamento do canal 2 surgiram logo à tarde de ontem, quando a emissora a partir das 17 horas lançou ao ar a imagem de funcionários e diretores se solidarizando em torno da questão durante quase todo o restante da programação do dia.


A vigília dos funcionários da TV Ceará conseguiu sensibilizar as atenções da cidade. Durante o encontro realizado no auditório da TV Ceará, o apresentador Augusto Borges e todo o corpo de funcionários da empresa conclamaram as autoridades e o povo em geral no sentido de tomarem iniciativas de soliedariedade da classe associada local, transmitindo suas mensagens através do vídeo, ao mesmo tempo em que se apegava para que se encaminhassem telegramas as autoridades, entre elas o Presidente João Figueiredo, no sentido de retroceder na decisão.


A emissora, ao contrário de outros dias, registrou um aumento de audiência fora do comum, quando normalmente o Ibope acusa não mais que três pontos, elevando-se para 12 no horário da vigília. Para ali acorreram os ex-funcionários hoje integrando outros prefixos, políticos e profissionais de diversas outras categorias, solidários a mensagem dos funcionários que se diziam decididos a não sair do ar enquanto não fosse divulgada uma decisão do futuro da classe associada local.O animador Augusto Borges, responsável juntamente com Irapuan Lima pelos dois únicos programas de auditório ainda apresentados no Estado, considerava o fato do fechamento do canal 2 como uma notícia muito triste.


Augusto abatia-se especialmente pelo fechamento do mercado de trabalho a técnicos, operadores, artistas, músicos e "do próprio fortalezense, que nessa casa, tem recebido o melhor tratamento no que se relaciona ao exercício de nossa arte e cultura". Indagava ele, "o que será de todos nós?"Para Tertuliano Siqueira a medida chega como uma forma de pressão do Governo, atingindo principalmente "a cultura cearense que aqui dispunha praticamernte de grandes espaços para se movimentar e promover". O pior de tudo, analisavam os funcionários do canal 2 é que não se deixou esclarecida a maneira como os funcionários irão receber seus vencimentos, durante o tempo de fechamento da emissora, enquanto aguardavam as negociações para a sua venda. "A Caixa Econômica vai pagar, como fez em São Paulo?", interrogavam uns.


Ademais pelo que sabe a Ceará Rádio Clube, emissora que fatura uma média de Cr$ 600 mil cruzeiros mensais, não conseguirá arcar com as despesas de mais de Cr$ 2,5 milhões para cobrir a fatura do pessoal da TV. "A estação vai poder pagar somente o pessoal da rádio", asseverava o superintentende Manoel Eduardo Pinheiro Campos, que se negou a oferecer qualquer informação a reportagem, considerando que uma palavra sua poderia dificultar ainda mais as iniciativas que estão sendo tomadas no Sul.Contudo a uma agência de notícias de âmbito nacional, Eduardo Campos, ao referir-se acerca da cassação, declarou que "recebeu a decisão do Governo como um violendo soco na mandíbula indo diretamente a nocaute".


O radialista Paulo Oliveira, responsável pelo programa "Caso de Polícia", do canal 2 declarou que "se eu me desempregar, acostumado que estou a lidar com gente de toda espécie no meu programa policial, em virtude disso eu sou capaz de tomar de quem tem", numa atitude que demonstra um pouco de excesso, porém explicável para quem como ele verá o pânico, de perder o emprego naquela casa.


José Maria Dantas, participande de um quadro no noticioso "Tupi Aqui e Agora", foi quem resumiu a situação com melhor propriedade. Segundo ele, após o papa João Pauo II ter vindo ao Ceará e pregado o "slogan" do Congresso Eucarístico, "Nunca o 'Para Onde Vais?' foi tão bem colocado para nós da TV canal 2", assinalava.

Fim da Tv Tupi



Matéria do jornal O Povo, um dia após decretado o fechamento das emissoras de  televisão dos Diários Associados, incluindo a TV Ceará canal 2, em 1980.  Na foto, o detalhe do prédio onde estava instalada a emissora.

TV Manchete

Matéria sobre a inauguração da TV Manchete, O Povo, fevereiro de 1984

Anúncio da programação de inauguração da TV Manchete no Ceará

Programação de inauguração da TV Manchete, no dia 12 de fevereiro de 1984

Local de instalação do prédio da Manchete, na Avenida Antônio Sales (Foto: O Povo, 1984)

 
Equipamentos de tape da TV Manchete Fortaleza (Foto: O Povo, 1984)


Inauguração da TV Manchete

Com o fim do conglomerado de comunicações de Assis Chateubriand, em 1980, o Governo Federal rateou as empresas pertencentes aos Diários Associados, incluindo a primeira emissora de televisão de Fortaleza: a TV Ceará, inaugurada em 26 de novembro de 1960.

A concessão do canal 2 acabou ficando para a Rede Manchete, que inaugurou sua nova geradora na capital cearense no dia 12 de fevereiro de 1984 (segundo jornais da época).

O moderno prédio, desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, abrigou a nova estação na Avenida Antônio Sales.

A programação do primeiro dia iniciou com um show dirigido por Nelson Pereira dos Santos ("O Mundo Mágico", às 18h30), com a participação de diversos artistas como Ney Matogrosso, Paulinho da Viola, Kleiton & Kledir, Erasmo Carlos, Alceu Valença, Zizi Possi e os grupos Blitz e Roupa Nova.

Em seguinda, a exibição do filme "Contatos Imediatos do Terceiro Grau", sucesso dos cinemas. Desde o início, retransmitiu diretamente a programação gerada do Rio de Janeiro, com uma equipe de jornalismo local dirigida por Ruy Lima, que enviaria matérias direto para os programas da Rede Manchete.

Em maio de 1999, com a quebra da Manchete, a RedeTV! assumiu todas as geradoras, inclusive o de Fortaleza, mantendo o mesmo caráter de repetidora do sinal de satélite e produzindo matérias para os telejornais da rede, sem produzir programas locais.

Redetv!


A RedeTV! Fortaleza só possui duas equipes de reportagem, uma comandada pelo repórter Omar Jacob e outra pela Rita Brito, que faz as reportagens da Região Metropolitana de Fortaleza.

Mas as reportagens são decididas pelo departamento de jornalismo, em São Paulo, SP.
Hoje ambas as equipes estão trabalhando em tecnologia HD digital.

A primeira emissora no Ceará a veicular suas reportagem em HD até 2009.


¹Apenas nomes de Lojas da época, não necessariamente lojas de eletrodomésticos.
² Quando várias emissoras de tv se unem para transmitir um único evento a nível nacional ou internacional.



Crédito - Othon Notícia

6 comentários:

  1. Que magia essa matéria.Uma verdadeira viagem!!

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  2. Vi nascer e morrer a TV Ceará. Quando os comerciais ainda eram ao vivo, fiz,durante umas 2 semanas, da Loja Ocapana, para a agêmncia do TT(Tarcísio Tavares). Na época, eu representava o "Super Babe" numa peça infantil de Carlos Paiva (meu saudoso irmão) e aí, fui "aproveitada" para fazer a propaganda de roupas infantís e convidava a garotada para assistir à peça teatral. Minha cunhada, Eliete Regina, esposa de Carlos Paiva, então,era locutora da TV Ceará e também fazia popaganda, ao vivo.
    Pena que esses momentos, não eram gravados. Gostaria de me rever de "Super Babe" rsrs

    Conheci essa gente toda que está relacionada, início da matéria, principalmente o B.de Paiva..rsrs

    Valeu, pra recordar, Leila!
    Beijinhos
    Boa Páscoa

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  3. Obrigada, Raí!

    Muito bom essa viagem no tempo,
    eu amo!

    Abraços

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  4. Ai amiga, eu daria tudo para
    te assistir como garota propaganda
    rsrs tempos áureos ai ai que coisa boa!:)

    Beijinhos amada

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  5. Eu adorei o acervo da extinta TV Ceará.

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