Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Tragédia na inauguração da Av. Leste-Oeste [notification_tip][/notification_tip]
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Blog sobre essa linda cidade, com suas praias maravilhosas, seu povo acolhedor e seus bairros históricos.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Tragédia na inauguração da Av. Leste-Oeste


Primeiro trecho asfaltado da Avenida Leste-Oeste em 1973 
Arquivo O Povo

Em 20 de outubro de 1973, com a presença do Ministro do Interior, Costa Cavalcante, são inauguradas várias obras, entre elas, a primeira etapa da Avenida Marechal Castelo Branco (Avenida Leste-Oeste).
Durante as comemorações aviões faziam evoluções, quando um deles se desgoverna e se projeta sobre três casas na Rua Gomes Parente, no Pirambu, matando mais de uma dezena de pessoas e deixando dezenas de feridos.
O Xavante era pilotado pelo tenente aviador Pedro Rangel Molinos, que era gaúcho.

"O bairro onde nasci e me criei, em Fortaleza, tem a curiosa peculiaridade de várias de suas ruas serem identificadas por dois nomes, um oficial e outro atribuído pela população local.

A rua Pedro Artur, mais conhecida como Rua Sete de Setembro  
Imagem Google Street View

Por exemplo, a minha casa ficava em uma rua chamada oficialmente de Pedro Artur, que era – e ainda é – conhecida como Rua Sete de Setembro. O nome da rua dos fundos da casa é Monsenhor Rosa, mas todos a chamam de Rua Mossoró. Basta caminhar até a esquina para chegar à Dom Hélio Campos, apelidada de Rua da Felicidade.

Pode ser estranho, mas é um traço cultural tão forte do lugar, que o próprio bairro chama-se oficialmente Nossa Senhora das Graças, mas qualquer fortalezense que passa por ali sabe que está atravessando o Pirambu.

No começo dos anos 1970, a minha rua era uma das mais importantes do bairro, porque era a via por onde circulavam os ônibus que faziam a linha para o centro da cidade. Foi assim até 1973, quando foi aberta a Avenida Presidente Castelo Branco, apelidada imediatamente de Leste-Oeste, porque segue paralela à margem do Oceano Atlântico, ligando o Mucuripe (Leste) à Barra do Ceará (Oeste).

 O bairro Arraial Moura Brasil muito antes da construção da Avenida Leste-Oeste

Para os meninos da minha idade, foi uma ótima mudança, já que, sem os ônibus circulando, ficou mais seguro brincar na rua, mas a melhor parte aconteceu mesmo antes da inauguração da avenida, no período de sua construção.

Primeiro foi brincar nos escombros das casas desapropriadas, que as pessoas foram abandonando, levando portas, janelas, telhas e outros de seus pedaços, para aproveitar na construção da nova moradia. O cenário de destruição era perfeito para brincar de guerra e esconde-esconde, numa época em que as crianças podiam usar armas de brinquedo, e os pais não morriam de medo quando passavam horas sem saber onde os filhos estavam.

Foto publicada no Jornal O POVO, em 05/10/1974. Importante via de ligação entre o Porto do Mucuripe e a Barra do Ceará - a Avenida Presidente Castelo Branco - foi entregue ao público, como uma das maiores obras da administração do prefeito Vicente Cavalcante Fialho.

Depois, veio o tempo de assistir ao espetáculo das máquinas trabalhando. Ficávamos maravilhados com a força dos tratores de esteira, derrubando as últimas paredes que restavam das casas, revirando tudo e fazendo grandes montanhas de entulho. Sim, montanhas, porque, para um menino de sete anos, eram enormes aqueles montes de terra e, quando os tratores paravam, sempre achávamos um jeito de brincar neles. Depois vinham as pás mecânicas e punham toda aquela terra em caminhões que a levavam não se sabia para onde.

Máquinas de terraplanagem, de compactação, de colocação do asfalto, conhecíamos cada uma delas, certamente que por nomes diferentes desses que uso hoje.

Inauguração da 1ª etapa da avenida em 1973 - Arquivo Nirez

Até que chegou o dia da inauguração, acredito que em outubro de 1973. Meu pai estava trabalhando, mas eu e meu irmão fomos com minha mãe ver a festa. Havia muita gente, carros, banda de música, caminhões de bombeiros e militares com fardas de todos os tipos.

 A grande festa de inauguração - Arquivo Nirez

Eu nunca tinha visto nada parecido. De repente, ouvimos um barulho estranho, vindo do céu, e quatro aviões Xavante passaram sobre nossas cabeças. Voavam baixo, fazendo o que depois me diriam que era um voo rasante. Seguiram assim por mais alguns instantes e, de repente, subiram, quase na vertical, diante dos nossos olhos atentos e atônitos.
Mas, no meio da subida, um dos aviões passou a se comportar de modo estranho. Não acompanhava mais os outros, girava, rodopiava… Apontou o bico para baixo e sumiu por trás das casas. Uma imensa coluna de fumaça negra ergueu-se no ar.

Foto da inauguração da Avenida Presidente Castelo Branco, publicada no Jornal O POVO, em 07/10/1974. Milhares de estudantes de vários colégios de Fortaleza ficaram colocados ao longo da avenida, formando ala dupla para a passagem das autoridades que chegaram ao lado do Forte Nossa Senhora da Assunção.

Foi como se, por alguns segundos, tudo houvesse ficado em silêncio. Como se o tempo houvesse parado um pouco para que as pessoas pudessem entender o que estava acontecendo. Acho que eu nem respirava.

- Caiu! – gritou alguém.

Foto do Xavante que caiu sobre as casas no Pirambu - Arquivo O Povo

E o tempo voltou a funcionar. Houve gritos e correria. Verdadeiro pânico tomou conta da multidão. Lembro bem de um caminhão de bombeiros saindo, com a sirene ligada, um de seus soldados correndo e se pendurando nele.

Um modelo Xavante está exposto na Base Aérea. A aeronave marcou a história da aviação de caça brasileira - Arquivo Diário do Nordeste

Olhei de novo para a coluna de fumaça. Mesmo tendo apenas sete anos eu podia perceber que sua base ficava bem na direção da nossa rua. Acho que minha mãe também percebeu isso, porque não queria nos levar para casa. Entramos apressados em um táxi que não sei de onde surgiu e fomos para a casa de uma amiga da família, um pouco distante da nossa.

Dona Geralda prometeu cuidar de nós enquanto minha mãe ia ver como as coisas estavam. Ficamos ali o dia inteiro, esperando notícias. Se fosse hoje teríamos procurado alguma coisa na TV ou na Internet, mas, naquele tempo, tivemos que aguardar até nossa mãe chegar, já no final da tarde, e nos levar para casa. Nosso pai já nos esperava lá.

Sim, a nossa casa continuava de pé. O avião caíra a uma quadra e meia dela, uns duzentos e cinquenta metros ao leste, segundo posso ver hoje nos mapas do Google.


Fomos dormir tarde da noite, depois de ouvir as muitas histórias que foram sendo contadas por vizinhos que a toda hora apareciam para conversar com meu pai.
No dia seguinte, de manhã bem cedo, eu e meu irmão fomos com meu pai ver o local do acidente. A cratera era imensa. Não sei quantas casas foram destruídas. Lembro que saía fumaça de alguns pontos do chão. Em um dado momento, soltei a mão de meu pai e me aproximei de algo parecido com uma pedra:

- Papai, tem uma coisa aqui! Tá meio enterrado, mas…

Meu pai revirou a terra com um pedaço de madeira e pudemos ver que era o pé de uma das vítimas. Um pé grande, de homem adulto, com um pouco de pele da perna todo encolhido, parecendo carvão. Fiquei olhando para aquele pé, até que um homem fardado aproximou-se e o recolheu.

Minutos depois voltávamos para casa, conversando sobre o que vimos ali. Alguns dias mais tarde, fiquei sabendo que treze pessoas haviam morrido no local, incluindo o piloto do avião.

Rua Gomes Parente, lugar da queda do avião 
Imagem Google Street View

A rua onde o acidente aconteceu chama-se Gomes Parente, e naquele tempo não tinha um segundo nome. Não tinha, porque desde então passou a ser conhecida como Rua do Avião."

Marcos Mairton

A Leste-Oeste nos anos 70

Alguns Acidentes

junho de 1967 o jato da FAB explode na Usina Evereste. Dez pessoas morreram e 22 ficaram feridas.
1967 avião cai em Messejana. Morreram o ex-presidente Castelo Branco, seu irmão, Cândido Castelo Branco, e três outras pessoas.*
1967 Um caça não municiado (TF-33) da Força Aérea Brasileira sob comando do 1º Tenente Renato Ayres, chocou-se com violência contra os verdes-mares do Mucuripe. O impacto causou uma explosão imediata chocando a população que assistia perplexa.**
1973 um Xavante cai no Pirambu, matando 13 pessoas.
1981 Caça cai no mar, matando piloto.
1981 Xavante cai na Barra do Ceará.
1982 Boeing 727 "Super 200" da Vasp choca-se com a Serra de Aratanha, matando 135 pessoas.
1987 Xavante decola e cai em seguida, na área militar do Aeroporto Pinto Martins.
1989 Bimotor cai na Lagoa da Parangaba.
2007 Em abril, o Boeing 737-300 da Gol fez um pouso forçado, derrapando 15 metros e saindo da pista, depois atolando na lama. 

Diário do Nordeste


*Notícia de 18 de julho de 1967: "Ontem, no Ceará, uma colisão aérea vitimou o ex-presidente Castelo Branco, que havia deixado a Presidência da República há quatro meses.
O avião em que ele estava, com mais seis pessoas, foi atingido na cauda por um caça militar e caiu em "parafuso". Sem grandes problemas, o jato da aeronáutica conseguiu pousar na sua base. Quanto ao bimotor abalroado o resultado foi trágico: com excessão do co-piloto, salvo milagrosamente, todos os demais morreram no choque da pequena aeronave com o solo." Escapou o co-piloto Emílio Celso. Morreram, o Comandante Celso Tinoco Chagas,  a escritora Alba Frota, o Marechal Castello Branco, seu irmão Cândido Castello Branco e o Major Assis.  Circularam rumores de que o avião do ex-presidente teria invadido a zona destinada ao avião da FAB.

**O dia era 22 de outubro de 1967 e milhares de pessoas lotavam a faixa de areia do Iate Clube até a Praia de Iracema para assistir ao show aéreo prometido para aquele dia como parte das comemorações da semana da asa. Dez aeronaves participavam do evento e até um alvo incendiário foi montado dentro da Enseada do Mucuripe para demonstrações de tiro.





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Créditos: Diário do Nordeste, Jornal da Besta Fubana e 

Cronologia Ilustrada de Fortaleza de Miguel Ângelo de Azevedo

27 comentários:

  1. Respostas
    1. Eu tbm até bem pouco tempo, não sabia! rs

      Obrigada pelo comentário, Unknown :)

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  2. Oi, Leila.
    Fico feliz por poder contribuir para o seu blog com minhas memórias.
    As fotos que você acrescentou enriqueceram o texto. Gostei!

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    1. Nossa, seu texto é maravilhoso e bem detalhista, Marcos, eu li e era como se estivesse presente no dia, ali, ao lado de vcs, incrível!!! Parabéns!

      Eu que agradeço, seu texto enriqueceu o blog!

      Forte abraço

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    2. Impressionante este depoimento. Moro nessa região e vê os nomes populares da ruas citados foi muito legal. Sempre procurei algo sobre este acidente que escuto falar desde criança. Matéria fantástica, Leila, parabéns. Obrigada Mairton por esclarecer tão bem fatos ocorridos no bairro que não encontramos na mídia.

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  3. Excelente blog. Estou sempre a deliciar-me com as postagens vindas do Fortaleza Nobre para o Facebook. Sempre as compartilho, com muita aceitação.

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    1. Ai que bom, amigo, fico feliz! :)

      Muito obrigada pelas gentis palavras e por compartilhar o conteúdo da Fan Page do blog com os amigos.

      Forte e caloroso abraço

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    2. Só errou o lugar que o avião caiu na foto. Ele caiu do lado oposto. Do outro lado onde hoje é o depósito da pague menos. A foto mostrada fica na gomes parente conhecida como Boa vista ( não sei pq ). Ms mesmo assim. Rico em detalhes. Parabéns!

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    3. Laninha, no relato do Marcos Mairton, ele conta que o avião caiu na rua Gomes Parente, por isso a foto.

      Agradeço o comentário :)

      Abraços

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    4. Muito interessante e esclarecedor. Gostaria de contribuir com o nome do bairro onde o avião caiu: Montese e não Messejana.

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  4. Excelente blog. Delicio-me com as postagens para o Facebook e sempre as compartilho, com muito sucesso entre os (as) amigos (as).

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    1. Muito obrigada pelo comentário, amigo Paulo! :)

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  5. Em 1973 eu tinha 16 anos e estudava no Colégio Estadual Liceu do Ceará.
    Naquela fatídica manhã fomos convocados para prestigiar a inauguração da Av. Leste Oeste, onde haveria desfile de estudantes e de militares na presença de várias autoridades.
    O Liceu era muito respeitado naquela época e compareceu com um grande número de alunos usando fardas de gala confeccionadas especialmente para o desfile de 7 de Setembro.
    A cerimônia seguia seu curso normal tendo o palanque das autoridades sido montado ao lado do muro da Marinha.
    Creio que se aproximava das 12 horas e o Liceu já havia desfilado, tendo os alunos se dispersados para acompanharem o final da solenidade.
    Os caças faziam vôos rasantes e subiam quase na vertical.
    Numa dessas subidas um dos caças começou a expelir uma fumaça negra e lá no alto perdeu o controle.
    Por alguns instantes girou no ar como uma folha sêca para em seguida embicar no rumo do solo e cair inapelavelmente.
    O piloto não teve tempo nem de tentar cair no oceano, tamanho o descontrole da aeronave.
    A primeira impressão que tive é que o avião havia caído há poucos metros de onde se encontrava a multidão e corri na direção da coluna de fumaça, que subia do local do sinistro.
    Ledo engano.
    Corri por vários quarteirões driblando matos e areia fôfa seguindo a multidão de curiosos que teve a mesma idéia que eu.
    Lembro de ter contornado o muro da Cibresme pelos fundos e entrado numa rua estreita.
    O crepitar das chamas consumindo o avião e as casas já dava para escutar e de repente parei estupefato.
    A cena que ví, ainda hoje, 39 anos depois continua nítida na minha memória.
    Essa cena foi responsável por freiar minha curiosidade e a partir daquela visão procurei sair imediatamente daquele local de desolação em busca da Av. Francisco Sá, onde apanharia o ônibus para minha residência.
    Naquele dia não almocei e passei uma semana sorumbático, tentando esquecer aquela cena.
    Passados tantos anos, quando leio algo à respeito daquele acidente lembro com uma incrível riqueza de detalhes de tudo que ví.
    A cena que nunca esquecí foi ver uma jovem, totalmente despida, deveria ter uns 12 anos considerando o tamanho dos pequenos seios, com a pele toda se soltando como se tivesse se descolando, sendo amparada por dois populares que a resgataram das chamas.
    Do meu lado surgiu uma senhora com uma toalha de banho branca e a cobriu.
    Em seguida alguém se ofereceu para levá-la ao hospital e ela embarcou numa camionete C-10.

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    1. Nossa, fiquei arrepiada com a sua descrição e riqueza de detalhes, FME. Que coisa horrível, deve ter sido muito difícil presenciar tudo aquilo, aquele desespero...Só de ler, já fico agoniada.:(
      Uma cena dessa, nunca será esquecida e como vc bem falou, mesmo depois de 39 anos, ela continua nítida na sua memória.
      Agora eu fiquei curiosa sobre o paradeiro da jovem, vc soube (eu acredito q não) o q aconteceu depois, se ela sobreviveu?!?!?

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    2. Impressionante o relato.
      Tenho certeza que muita gente tem histórias assim para contar. Histórias que estão perdidas no tempo.
      Gostaria de replicar esse comentário no blog onde publiquei originalmente o texto.

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    3. Ela (criança) infelizmente não sobreviveu, foi a primeira vítima.

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  6. Cara Leila Nobre parabens pelo maravilhoso blog.Só gostaria de deixar uma retificação:o Boeing que caiu na Aratanha era um 727-super 200.

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    1. Obrigada Ricardo, já fiz a correção! :)

      Agradeço tbm as gentis palavras!

      Forte abraço

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  7. na época, estava na esquina da rua rio negro com a sta rosa e ví o momento exato da queda; moro atualmente em Santos e até hoje sonho com aquele dia; a rua ficou conhecida como Rua do Avião.-

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  8. Aqui voltamos ao passado e participamos dele como se fosse hoje e dá vontade que o futuro não destrua nossa história expressa no patrimônio físico. Mil parabéns aos que cuidam da página deste blog.

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  9. Corrigindo todo mundo. A queda do avião da Everest pode até ter sido em 1967 mas eu tenho a impressão que não. Em 1967 tivemos a queda do avião de treinamento da FAB no dia 22/06/1967 no Montese em cima de três casas e próximo aonde funcionou a fábrica de Café Guimarães bem pertinho da minha casa. No dia 18/07/1967 houve o choque dos aviões no ar em Mondubim onde morreu o Ex-Presidente Castelo Branco. No dia 22/10/1967 defronte a Praia do Náutico o avião da FAB pilotado pelo 1º Ten/Av Renato Ayres Azzuarga bateu com a esquerda nas ondas e afundou em seguida. Eu estava lá de corpo presente assistindo o que seria uma demonstração pelo o dia do aviador que seria comemorado no dia seguinte. Espero ter contribuido para seu blog.
    Corrigindo todo mundo. A queda do avião da Everest pode até ter sido em 1967 mas eu tenho a impressão que não. Em 1967 tivemos a queda do avião de treinamento da FAB no dia 22/06/1967 no Montese em cima de três casas e próximo aonde funcionou a fábrica de Café Guimarães bem pertinho da minha casa. No dia 18/07/1967 houve o choque dos aviões no ar em Mondubim onde morreu o Ex-Presidente Castelo Branco. No dia 22/10/1967 defronte a Praia do Náutico o avião da FAB pilotado pelo 1º Ten/Av Renato Ayres Azzuarga bateu com a esquerda nas ondas e afundou em seguida. Eu estava lá de corpo presente assistindo o que seria uma demonstração pelo o dia do aviador que seria comemorado no dia seguinte. Espero ter contribuido para seu blog.
    Nazareno Lemos.
    nazareno.lemos@bol.com.br

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  10. Olá, adorei a postagem!
    Você sabe algo sobre um avião que caiu na lagoa do Campus do Pici, provavelmente na década de 60?

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  11. Adorei muito legal saber um pouco da história do nosso bairro.não sabia direito o motivo da Gomes parentes ser chamada rua do avião agora já sei.você escreveu tão bem que parecia que eu estava lá muito legal parabens

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  12. Amei saber sobre esse acontecimento. Moro na avenida presidente castelo branco e gostei bastante de saber sobre isso. ♡

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  13. De 1963 a 1966 morei na vila Santo Antonio, era um pirralho que cruzava o Pirambu pra escorregar nas areias dos morros do Pirambu com outros muitos colegas. Sentados em tabuas, deslizava morro abaixo em grande velocidade. Alguém lembra ou participou daquela saudosa brincadeira ?

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