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sábado, 11 de abril de 2015

Especial Fortaleza 289 anos - Os homenageados nas ruas da cidade



Baseado numa matéria do Tribuna do Ceará (VEJA AQUI), resolvi mergulhar fundo e descobrir quem são alguns homenageados em ruas da nossa capital!

Em 17 de janeiro de 1818, a Câmara pagou ao procurador Bernardo José Teixeira, para que este colocasse placas com os nomes das ruas de Fortaleza.


Coronel de engenheiros, naturalista João da Silva Feijó (Naturalista Feijó), era nascido na Vila de Guaratiba, Rio de Janeiro em 1760. Estudou detalhadamente os recursos naturais do Ceará, deixando várias memórias a respeito e uma carta topográfica do Ceará. Em 09 de março de 1824, morre, na Capital do Império, aos 64 anos de idade.




Coronel Pedro José da Costa Barrosera cearense de Aracati onde nascera a 07/10/1779 e também poeta. Foi presidente da Província do Ceará, tenente, ministro e senador, além de deputado às Cortes de LisboaMorreu em 20 de outubro de 1839, aos 60 anos de idade, no Rio de Janeiro.




Senador Manuel do Nascimento Castro e Silva, era cearense de Aracati, nascido a 25/12/1788. Filho do capitão-mor José de Castro e Silva e de Joana Maria Bezerra de Meneses, sendo, portanto, irmão de João Facundo, José de Castro e Silva e de Vicente Ferreira de Castro e Silva. Foi batizado na igreja matriz de Aracati pelo padre José Joaquim Nunes da Costa Carvalho, sendo padrinhos o governador João Batista de Azevedo Coutinho de Montauri e sua esposa Francisca de Sousa Coutinho por procuração apresentada pelo mestre-de-campo Pedro José da Costa Barros e Francisca Xavier da Natividade, irmã do médico João Damasceno Ferreira. Foi deputado geral, Ministro do Império e presidiu o Rio Grande do Norte. Hoje é nome de rua que nasce na Catedral Metropolitana e termina no Cemitério de São João Batista, antiga Rua das Flores. Morreu no Rio de Janeiro em 26 de outubro de 1846, aos 57 anos de idade.





Alexandre Baraúna Mossoró, era soldado da 5ª Companhia do 3º Batalhão de Infantaria do Exército BrasileiroMorreu em luta no Uruguai, na Tomada de Paissandu, em 02 de janeiro de 1865. Era cearense nascido às margens do Rio Mossoró, quando este era a divisória entre o Ceará e o Rio Grande do Norte.




Brigadeiro Francisco Xavier Torres (Brigadeiro Torres), era natural de Fortaleza onde nascera em 1803. Morreu no Rio de Janeiro em 25 de março de 1873, aos 70 anos de idade.




José Lourenço de Castro Silva nasceu em Aracati em 3 de agosto de 1808. Foi o primeiro médico deputado estadual do Ceará. O sobrado do Dr. José Lourenço, onde viveu a maior parte de sua vida em Fortaleza, foi tombado em 2007 como patrimônio do Ceará sendo o primeiro prédio de três pavimentos da capital.
O Dr. José Lourenço faleceu em Fortaleza, em 13 de agosto de 1874.





Joaquim Antônio Alves Ribeiro, era cearense de Icó, nascido em 09/01/1830.
Era um dos dezessete filhos de Manuel Alves Ribeiro e de Alexandrina Mendes Ribeiro. Formado em medicina pela Universidade de Harvard, em 1853, sustentou teses perante a Faculdade de Medicina da Bahia, vindo exercer sua profissão na província natal.
Era médico do Hospital de Caridade de Fortaleza, cirurgião da Guarda Nacional, cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa (2 de dezembro de 1858) e de Cristo (12 de outubro de 1867), sócio correspondente da Imperial Academia de Medicina do Rio de Janeiro, da Sociedade Médica de Massachusetts, da Sociedade de História Natural de Frankfurt, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.
A esse médico se deve o primeiro museu que o Ceará viu. Após sua morte as diversas coleções passaram por doação ao governo do Estado, que as confiou à Biblioteca Pública, e mais tarde foram removidas para a Escola Normal.
Foi casado com sua prima, Adelaide Smith de Vasconcelos, filha de José Smith de Vasconcelos e de Francisca Mendes da Cruz Guimarães, primeiros barões de Vasconcelos.

Morreu em Fortaleza, em 02 de maio de 1875, aos 45 anos de idade.
Exerceu sua profissão na Santa Casa de Misericórdia.



Senador Tomás Pompeu de Sousa Brasil (Senador Pompeu), cearense de Santa Quitéria onde nascera a 06/06/1818.
Era filho do capitão de milícias Tomás d'Aquino de Sousa e de Jeracina Isabel de Sousa. Estudou na Faculdade de Direito do Recife e no Seminário de Olinda. Foi um dos fundadores (1845) e seu primeiro diretor (1845-1849) do Liceu do Ceará, onde era professor de Geografia e História. Paralelamente no período em que começaram as suas atividades do Liceu, também entrou para a política partidária no Partido Liberal, tornando-se primeiro suplente nas eleições para a Assembléia Geral, tendo-se efetivado com a morte de Costa Barros, sendo então Deputado Geral (1845-1848). 

Como jornalista, participou ativamente no jornal Cearense, ligado ao Partido Liberal, e com a morte de Miguel Fernandes Vieira, então líder dos liberais no Ceará, foi indicado para senador do Império (1864), exercendo este mandato até o final de sua vida (1864-1877). Herdou também a liderança do Partido Liberal no Ceará, cargo que permaneceu no estado até a sua morte (01/10/1877), em Fortaleza, aos 59 anos. Publicou várias obras sobre história e geografia, foi membro de diversas sociedades científicas, como do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, fundado quando ele tinha 20 anos, da Sociedade de Geografia de Paris e do Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco. Foi pai de Tomás Pompeu de Sousa Brasil e de Maria Teresa de Sousa, esposa de Antônio Pinto Nogueira Accioli, que herdou seu legado político. Localizado na mesorregião dos Sertões Cearenses, centro do Estado, o antigo Arraial do Codiá, tornou-se município (1901) e passou a se chamar Senador Pompeu, em sua homenagem. Patrono da Cadeira nº 36 da Academia Cearense de Letras - ACL.





Raimundo Antônio da Rocha Lima, crítico literário nascido em Maranguape (CE), em 1855. Foi criado pela mãe, pela avó e uma tia, em uma casa na rua da Misericórdia (atual rua Dr. João Moreira), de frente ao Passeio Público. Na residência também funcionava uma escola para meninas, na qual Rocha Lima iniciou seus estudos, tendo a tia como preceptora e professora. Estudou depois no Atheneu e no Liceu do Ceará. Adolescente ainda, fundou com amigos a associação Fênix Estudantal (1870), de cunho lítero-filosófico. Em 1871, foi para o Recife (PE), a fim de cursar direito, mas teve de retornar a Fortaleza no mesmo ano, devido a problemas de saúde. Ajudou a fundar a Academia Francesa do Ceará (1873), agremiação dedicada à historiografia e crítica literária, e a Escola Popular (1874), direcionada ao ensino gratuito de operários e desvalidos, que oferecia aulas de língua nacional, aritmética, geografia, história, francês e primeiras letras. Colaborou de forma ativa no jornal maçom "Fraternidade", que circulava às terças-feiras em Fortaleza. Faleceu em 28 de julho de 1878, com apenas 23 anos, em Maranguape, vítima de beribéri. 
Seu livro Crítica e Literatura, publicado post mortem, é considerado uma obra-prima que o fez entrar no hall dos grandes nomes da crítica literária brasileira. Patrono da cadeira nº. 30 da Academia Cearense de Letras. Rua que atravessa os bairros Centro, Joaquim Távora, Aldeota e Dionísio Torres.



Bernardo Duarte Brandão, primeiro e único Barão do Crato. Nasceu em Icó, a 15 de julho de 1832. Filho de Bernardo Duarte Brandão, formou-se em Direito, em 1854. Foi deputado provincial em duas legislaturas, além de vice-presidente da província do Ceará, depois deputado geral entre 1864 e 1870 (12ª e 13ª legislaturas).
Agraciado barão em 14 de setembro de 1866, também era oficial da Imperial Ordem da Rosa.
Faleceu em 19 de junho de 
1880, aos 47 anos de idade, em Paris.




Nasceu em Pernambuco em 1824. Bacharelou-se na Academia de Olinda, em 1849. Como Juiz Municipal de Ouricurí colocou em prática o decreto do Governo Imperial que anistiava os revoltosos da Revolução Praieira.

Recebeu as veneras de Cristo e da Rosa. Foi Chefe de Polícia do Rio Grande do Norte. Depois de cinco anos como juiz da comarca de Escada, em Pernambuco, foi nomeado Desembargador da Relação do Distrito de Fortaleza por decreto de 28 de julho de 1875 e empossado a 1º de outubro.

Exerceu as funções públicas de: Procurador da Coroa Soberania e Fazenda Nacional; Presidente da Província de Alagoas; Presidente da Província do Ceará até novembro de 1877. A 15 de dezembro de 1877 foi nomeado Presidente da Relação de Fortaleza e por outra Resolução Imperial, de 30 de janeiro de 1878 teve o título de Conselheiro. Como benemérito da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza foi vice-provedor.
Faleceu com 56 anos de idade em Fortaleza a 5 de agosto de 1880 no exercício de Presidente da Relação de Fortaleza.





Coronel José Nunes de Melo, ex-comandante da Polícia Militar do Ceará - PMC. E ex-deputado estadual. Comandou o 1º Batalhão de Voluntários na Guerra do Paraguai. Nascera em Fortaleza em 08/06/1823. É hoje nome de rua no Rodolfo Teófilo e Bela Vista.
Faleceu em 24 de fevereiro de 1882.

Leia também:

Parte II
Parte III
Créditos: Cronologia Ilustrada de Fortaleza, Portal da História do Ceará, Wikipédia, Ruas Biográficas e http://www.tjce.jus.br/



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