Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Especial Fortaleza 289 anos - Os homenageados nas ruas da cidade (Parte II) [notification_tip][/notification_tip]
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domingo, 12 de abril de 2015

Especial Fortaleza 289 anos - Os homenageados nas ruas da cidade (Parte II)


O poeta Antônio Barbosa de Freitas, era cearense da cidade de Jardim, onde nascera a 22/01/1860. A história registra-lhe apenas o nome da mãe: Maria Barbosa da Silva.

Em 24 de janeiro de 1883, morre em Fortaleza, na Santa Casa de Misericórdia, com a idade de 23 anos.  
Hoje seu nome é rua que corta os bairros do Meireles e Dionísio Torres.

A maior parte de sua produção poética foi publicada Post Mortem por gentileza de amigos.



Deixou um drama intitulado 'Joaquim de Sousa', produção feita em Maranguape, segundo o Barão de Studart.
Barbosa de Freitas é considerado por Dolor Barreira e José Waldo como elemento da poesia condoreira no Ceará.




O Padre José Antônio Maria Ibiapina (Padre Ibiapina), era cearense de Sobral onde nascera na Fazenda Morro da Jaibara, no dia 05/08/1806. Foi Patrono na Academia Cearense de Letras - ACL e é nome de rua no Jacarecanga.


Homem culto, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria, formou-se em Direito, tendo ocupado cargos na magistratura e na Câmara dos Deputados. Decepcionado, abandonou a vida civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos, iniciou uma obra missionária, percorrendo a região Nordeste em missões evangelizadoras, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas d'água, açudes... 
Ensinou técnicas agrícolas aos sertanejos, atuação que inspirou no Nordeste o Padre Cícero e Antônio Conselheiro, e defendeu os direitos dos trabalhadores rurais. 

Em 19 de fevereiro de 1883, morre, aos 77 anos de idade, na Casa de Caridade de Bananeiras, Paraíba



O conselheiro do Império, bacharel em Direito José Liberato Barroso, ex-deputado, ex-senador, era cearense de Aracati onde nasceu no dia 21/09/1830. Existe no Centro de Fortaleza uma rua com seu nome, antiga Rua das Trincheiras.
Era filho do coronel Joaquim Liberato Barroso e de Francisca Luduvina Barroso. Educou-se em Pernambuco, estado de origem de seus pais, bacharelando-se pela Faculdade de Direito do Recife, em 1852, doutorou-se em 1857 e professou em 1862.

Atraído pela vida pública, tomou assento na Assembleia Provincial do Ceará nos biênios de 1858 a 1861. Mais tarde foi deputado geral pela província, em 1864, ministro do Império no ministério Furtado, de novo deputado geral em 1878, e depois presidente da província de Pernambuco por nomeação do Ministério Martinho Campos (1882). Nomeado Senador pelo Ceará por carta imperial de 8 de fevereiro de 1879, o Senado anulou sua eleição em 8 de março seguinte.
Em 1859, como presidente da província do Ceará, assinou contrato para iluminação pública de Fortaleza, a gás.




Como ministro teve ocasião de referendar a escolha do seu conterrâneo padre Manoel do R. Medeiros para bispo de Pernambuco e os contratos de casamento das princesas Isabel e Leopoldina, sendo então agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Ernestina da Casa Ducal da Saxônia.
Foi um dos fundadores da Sociedade de Aclimação do Rio de Janeiro e seu presidente. 

Com Hipólito Cassiano Pamplona, redigiu o jornal O Aracati, órgão a serviço do Partido Liberal.

Morreu no Rio de Janeiro em 02 de outubro de 1885, aos 55 anos de idade, sem deixar descendência do seu consórcio com Ângela Ribeiro, irmã do médico Joaquim Antônio Alves Ribeiro, com quem era casado desde 13 de fevereiro de 1855.




Major Luís Xavier Torres, conhecido carinhosamente por Major Lulu Torres, era comandante da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Ex-comandante da Força Policial (Polícia Militar do Ceará - PMC). Nascera a 01/05/1809 em Fortaleza. Hoje é nome de rua na Maraponga.
Morreu em Fortaleza a 05 de janeiro de 1886.



O médico Antônio Pompeu de Sousa Brasil, era cearense pioneiro da indústria de tecidos. Sócio efetivo do Instituto Acadêmico. É hoje nome de rua no centro de Fortaleza. 
Cearense de Fortaleza, então província do Ceará, nascido no dia 29/03/1851. 
Filho de Tomás Pompeu de Sousa Brasil e de Felismina Carolina Filgueiras. Eram seus irmãos Maria Teresa de Sousa Accioli, esposa de Nogueira Accioli, Tomás Pompeu de Sousa Brasil Filho e Hildebrando Pompeu de Sousa Brasil. Pelo lado paterno, era também primo-irmão de Joaquim Catunda e primo-sobrinho do padre Gonçalo Mororó.

Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Preferiu, no entanto, levado por seus pendores para os assuntos industriais, dedicar-se inteiramente à montagem e direção de uma fábrica de tecidos. A primeira fábrica têxtil fundada no Ceará em 1882, localizou-se entre as atuais Rua Princesa Isabel e Avenida Tristão Gonçalves, e inicialmente teve a denominação de Fábrica de Fiação e Tecidos Cearense. Começou a funcionar de forma efetiva em 24 de novembro de 1883; contudo, sua idealização por Tomás Pompeu, sócio majoritário, remonta a 1881.




Elegeu-se deputado à Assembleia Provincial do Ceará para o biênio de 1880-1881.

Morreu prematuramente em 26 de janeiro de 1886, aos 34 anos, vítima de um aneurisma da aorta. Assumiu a direção de sua fábrica o cunhado Nogueira Accioli. Trinta e três anos depois, ela se fundiria com a fábrica fundada por seu irmão Tomás.

De seu consórcio com Ambrosina Pompeu de Sousa Brasil (Alves Pequeno quando solteira), nasceu o intelectual Tomás Pompeu Sobrinho e Antônio Pompeu de Sousa Brasil Filho, pelo qual, era avô de Pompeu de Sousa, jornalista e senador pelo Distrito Federal, e bisavô da jornalista e apresentadora Sônia Pompeu.





O Desembargador Enéas de Araújo Torreão, era Riograndense do Norte da Cidade de Goianinha. Hoje é Nome de rua no Parque Iracema em Messejana
Em 21 de setembro de 1886, toma posse, como 50º Presidente da Província nomeado por carta imperial de 4 de setembro de 1886, de 21 de setembro de 1886 a 21 de abril de 1888.
Faleceu em 1914.





A Irmã Marguerite Bazet (Irmã Bazet), chegou em Fortaleza no dia 24/07/1865. Era superiora do Colégio da Imaculada Conceição.
Morreu em 18 de julho de 1887, aos 65 Anos de Idade.

Hoje é nome de rua no Montese








Homem de letras e de cultura, advogado, professor de filosofia no Liceu, fiscal do Conselho Nacional junto a Faculdade de DireitoJosé da Cunha Sombra (José Sombra), orador do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), nascera em 21/03/1883 em Viena, Áustria. E hoje é nome de rua no Otávio Bonfim (Farias Brito).
Morreu
com apenas 49 anos de idade.

O repórter Vicente Bezerra Neto, do O Nordeste, estava a serviço na Polícia Marítima da Praia de Iracema na manhã de 21 de abril de 1932. Foi por isso o primeiro a ser informado sobre o acidente que acabara de acontecer, envolvendo uma locomotiva e um auto-ônibus, bem em frente ao Pavilhão Atlântico.

A visão que o jornalista transmite aos leitores, na tarde do mesmo dia, é impregnada do sentido de tragédia. 
O “quadro horroroso”, como ônibus “reduzido a frangalhos”, é agravado pela noticia de que José Sombra, enteado do Barão de Studart, está entre as vítimas. 

Informações sobre o ocorrido se espalham rapidamente. O Inspetor telefona para a Santa Casa de Misericórdia pedindo médico com urgência.  Oficiais e passantes levam os feridos para a polícia marítima. Sem sentidos, sangrando profusamente, José Sombra é colocado sobre uma mesa.

Além do condutor e do motorneiro, havia apenas três passageiros no ônibus. O único em estado grave é José Sombra.

O ônibus dobrava depois da Alfândega e de lá seguia para a Ponte Metálica. Com poucos passageiros, o motorista não viu problema em oferecer ao doutor José, quando este deu sinal para descer, condução direta até seu ponto final. Para isto, teria que cruzar o trilho de ferro, o que fez no instante exato em que a locomotiva nº 240 o atravessava em grande velocidade, conforme testemunhas, arrastando o ônibus por vários metros até parar.

O repórter da "Gazeta de Notícias", que chegou logo depois, descreve a "locomotiva fumegante, parada sobre os trilhos, e o auto-ônibus em destroços". José Sombra não resistira ao choque. Apesar da ajuda médica, da injeção de Sparteina para estimular o coração, a vida terminaria ali.

José Sombra não deixou filhos, exceto uma filha adotiva, já falecida. Dele ficaram palestras, discursos, um estudo sobre o poeta José Albano. Ficou também o que escreveu sobre o jovem José Nogueira, assassinado em 1914, e que poderia servir para ele próprio: "Não é a morte que é cruel - inevitável destino humano; o que a torna estúpida, odiosa e terrível, é a maneira como ela vibra seus golpes, roubando à vida energias ainda em flor, suprimindo os bons, os fortes, os capazes, num afago de esquecimento para os maus, os fracos, os inúteis, os covardes".
Leia também:

Parte I
Parte III
Parte IV
Créditos: Cronologia Ilustrada de Fortaleza, Portal da História do Ceará, "A História do Ceará passa por esta rua" (Vol. 2) de Ângela Barros Leal, Wikipédia e pesquisas na internet



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