Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Uma volta ao passado II [notification_tip][/notification_tip]
Fortaleza, uma cidade em TrAnSfOrMaÇãO!!!


Blog sobre essa linda cidade, com suas praias maravilhosas, seu povo acolhedor e seus bairros históricos.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Uma volta ao passado II


Rua Visc. Sabóia
A foto foi colhida da calçada da Igreja do Pequeno Grande na rua Coronel Ferraz, sendo retirada do "Álbum de Vistas do Ceará - 1908", editado por iniciativa da Casa Boris. A rua enfocada chamava-se Rua da Assembléia, por passar em frente à Assembléia Legislativa, prédio hoje ocupado pelo Museu do Ceará. Os trilhos que vemos são dos bondes de tração animal, da Companhia Ferro-Carril do Ceará. O prédio do lado esquerdo é o ainda existente e que na época abrigava o Instituto Jesus-Maria José, recém fundado. A casa da esquina ao lado direito era a casa do poeta José Albano, filho de Barão de Aratanha. A rua se chamou Travessa da Cacimba. A linha de bondes fazia esta curva sinuosa por vir do bairro do Outeiro (atual Aldeota) e seguir no rumo do centro da Cidade pela rua São José, passando em frente ao Palácio do Bispo, prédio hoje ocupado pela Prefeitura Municipal (Paço) e dobrando na Travessa Crato, hoje Rua Sobral.

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Rua Sena Madureira - Empresa Telefônica
Vemos na primeira foto, mais antiga, o prédio destinado à Companhia Telefônica em construção na esquina da Rua Sena Madureira com Rua Pedro Pereira, local onde se iniciam a Rua Pinto Madeira e a Avenida Visconde do Rio Branco, em frente aos fundos do Parque da Liberdade ou Parque da Independência, cujo muro vemos um trecho no lado esquerdo da foto. Do lado direito vê-se parte do prédio da 25ª Circunscrição de Recrutamento do Exército - 25ªCR. Por trás desse prédio havia um grande terreno baldio no qual os circos se instalavam. 




O prédio já terminado

Cruzamento curioso este aqui enfocado. A Rua Sena Madureira, que já deixou para trás a Rua Conde D'Eu e a Avenida Alberto Nepomuceno, termina aqui onde se transforma na Avenida Visconde do Rio Branco que no final transforma-se na BR-116. Por sua vez, a Rua Pedro Pereira que deixou para trás a Rua Júlio Pinto, termina aqui quando inicia-se a Rua Pinto Madeira que ainda terá mais dois nomes: Rua Torres Câmara e Rua Eduardo Garcia. Por trás desse prédio havia um grande terreno baldio, hoje nele foi levantado o Edifício do INSS. Na foto, o prédio no estilo Art-Déco. Notar a ausência no lado esquerdo do prédio do jornal "O Nordeste" que ainda não tinha sido construído e na direita a presença do prédio da 25ª Circunscrição de Recrutamento do Exército Brasileiro - 25ªCR. Nesta foto vemos ainda um combustor de iluminação pública a gás hidrogeno -carbonado na calçada inacabada do Parque da Liberdade

As duas fotos datam da segunda metade da década de 1930. (Créditos – Nirez)

A foto mais recente mostra do mesmo ângulo como hoje está o trecho, com o prédio enfocado nas duas outras fotografias já compondo um complexo juntamente com outros prédios construídos posteriormente, como o Edifício Murilo Borges ao seu lado esquerdo. A porta principal, que dava ao edifício um ar de imponência com sua escadaria foi transformada em janela, enquanto as outras agora têm aparelhos de ar condicionado. As janelas superiores foram fechadas com paredes. Seguindo-se pela Rua Pedro Pereira vemos o prédio que abrigou o jornal católico "O Nordeste", inaugurado em 25 de março de 1939 por muitos anos e nele hoje funciona um curso. Do outro lado da Rua General Bezerril, uma farmácia no local antes ocupado por um bangalô. Por trás, vemos parte do Edifício do INSS e do Edifício da própria Telemar. (Foto Arquivo Nirez)

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Rua Pedro Pereira esquina com a Rua Floriano Peixoto
Esta casa foi construída para residência, mas na época da foto, nela já estava funcionando o Instituto Brasil - Estados Unidos - IBEU, fundado em 9 de agosto de 1943, instalou-se no dia 25 de novembro do mesmo ano. Era a época da 2a Guerra Mundial e os Estados Unidos estavam em plena evidência. Mas a primeira sede do IBEU foi na esquina da rua Barão do Rio Branco com Rua João Moreira, passando depois para o prédio da esquina da rua General Sampaio com avenida Duque de Caxias, isto em 1945. Em 1951, no mês de julho passou para a casa da foto e de lá só saiu em abril de 1956, mudando-se para a Rua Solon Pinheiro nº 58. Surgiu então na casa, a fábrica de gelo de Luiz Frota Passos, ex-proprietário do bar "O Jangadeiro", o mais famoso no tempo da guerra, na praça do Ferreira, pioneiro em casas de empréstimo de mesas e cadeiras para festas, o Depósito OK. Quando esteve em Fortaleza o escritor Érico Veríssimo foi nesse prédio que proferiu várias palestras. Depois a casa foi demolida e em seu lugar foi construído o prédio que ainda hoje lá se encontra - esquina nordeste da Rua Floriano Peixoto com Rua Pedro Pereira - onde funcionou primeiramente a loja "Cruzeiro Floriano", seguida da "Nordeste Confecções". Outras casas comerciais passaram por ali como a "Porta jóia ótica", tendo na parte superior a "Assistência Técnica Seiko".Na época da foto existia os trilhos dos bondes elétricos. A placa indicadora da rua era bem grande e dizia: "Rua Marechal Floriano Peixoto". Na esquina da casa um cartaz de propaganda de um circo que estava na cidade, provavelmente no terreno que ficava na Rua do Rosário por trás da Prefeitura, onde hoje é o INSS, e, mais abaixo, uma propaganda, pichada, de Alísio Mamede.

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Rua Pedro Borges - Posto Mazine

A Rua Dr. Pedro Borges tem inicio na Praça do Ferreira, mais precisamente na Rua Major Facundo e vai até a Rua Sena Madureira, onde muda o nome para Rua dos Pocinhos; (antigo Beco dos Pocinhos). A foto antiga data de 1933, época em que era ainda novidade o posto de carros de aluguel "Mazine", do comerciante Waldemar Gomes Freire, conhecido por "Mazine", que durou até o início de década de 60 e que durante toda a sua existência só utilizou carros da marca "Packard". O escritório do posto e garage Mazine ficava onde é hoje a Casa Pio naquele quarteirão. Na antiga foto vemos a pavimentação de concreto, os trilhos e fios de bondes e um exemplar de bonde, além de um "auto-ônibus" da "Light". A iluminação pública era feita por combustores a gás carbônico e na foto vemos alguns. No fundo, está, em construção, o prédio que depois abrigaria o bar "O Jangadeiro" de Luiz Frota Passos (onde depois esteve a Farmácia Humanitária) principal nos tempos de guerra. Vizinho, o sobrado de esquina da década de vinte, onde funcionou o "Peixe-frito" ou "Trianon". Na dobra do lado direito da Rua Pedro Borges, logo após a esquina onde foi a loja "A Cearense", de Aprígio Coelho de Araújo, que depois (1939) se mudaria para a Rua Barão do Rio Branco, destaca-se o sobrado onde funcionava a famosa Padaria Lisbonense, que além do sobrado, ocupava também a casa de três portas vizinha pela direita. Em primeiro plano na foto, um guarda de trânsito característico da época, com quepe, túnica, culote e polainas.

A foto nova mostra a grande diferença de época pelos prédios, pela calçada, pelos postes e fios, sinalização, bancas de revistas, calçadões, novas lojas, iluminação a mercúrio, etc. Carnaubeiras enfeitam a nova praça e dois edifícios (espigões) servem de fundo. Na esquina agora estão as Lojas Leblon. Do lado direito temos hoje a Casa Amazônia; a Casa Pio, a Drogajafre, Via Sport e Leão do Sul. Do outro lado, onde foi A Cearense, hoje está uma loja do grupo C. Rolim e onde foi a Padaria Lisbonense hoje é o Shopping Lisbonense.

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Rua Major Facundo - Sobrado do Barão de Ibiapaba
Este bonito sobrado que vemos na antiga foto, que data de 1910, pertencia ao Barão de lbiapaba, cujo nome real era Joaquim da Cunha Freire, comerciante nascido em Caucaia em 18 de outubro de 1827, filho de pai brasileiro e mãe portuguesa. O Barão de lbiapaba era irmão do Visconde de Cauípe. Através de sua atividade comercial, adquiriu grande fortuna e fez melhoramentos na Cidade. Foi presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, da Junta Comercial do Estado, da Caixa Econômica e do Monte de Socorro da Província, além de ter assumido várias vezes a presidência da Província, como Vice-Presidente que era. Em 1874 recebeu o título de Barão de lbiapaba. Faleceu no Rio de Janeiro, então Capital Federal, no dia 12 de outubro de 1907. Na fotografia antiga vemos o sobrado do Barão de Ibiapaba ao tempo em que nele funcionava a firma R. Guedes & Cia. de ferragens, louças, tintas e óleos. Pela Rua Major Facundo tinha o nº 46 e pela Rua Senador Alencar os nº 8. 10 e 12. Pela rua Senador Alencar, depois do sobrado, vêm várias portas que abrigavam casas comerciais até bem pouco tempo, a maioria negociando com artigos para sapateiros. Ao longe, vemos o telhado de ardósia do Palacete Guarani. Funcionou na esquina deste sobrado o Cartório Pergentino. O velho sobrado esteve ali até a década de 70, quando o deixaram destelhado e um dos invernos daquela década o fez ruir. O que há hoje no local, é o prédio do Banco Brasileiro de Descontos -Bradesco, que ocupa todo o quarteirão pela rua Senador Alencar. (Créditos – Nirez)

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Rua Coronel Ferraz - Escola de Jesus Maria José
A Escola de Jesus, Maria, José, consagrada aos meninos desvalidos, teve construção iniciada em 14 de setembro de 1902 e inaugurada no dia 22 de janeiro de 1905, sob os auspícios de Dom Joaquim José Vieira, Bispo do Ceará. A foto antiga, que data de 22 de janeiro de 1905, dia da inauguração do estabelecimento, conseguimos através de cartão postal da época, propriedade da "Libro-Papelaria Bivar". Devido à quantidade de pessoas que estão em frente ao prédio, não nos é possível ver o muro com grades de ferro que havia então e que hoje não mais existe. A casa ainda existe, mas sem o muro da frente, como já dissemos acima. A casa já foi Serviço de Profilaxia, Cine Paroquial, auditório da Rádio Assunção Cearense, que tinha seus estúdios vizinho, pela Rua Visconde de Sabóia, Organizações O Gabriel, a Marcosa, firma de venda de equipamentos pesados para agricultura, como tratores e hoje é a Escola Nossa Senhora Aparecida. Vemos em frente à curva dos trilhos dos bondes de tração animal que faziam a linha do Outeiro (atual Aldeota), vindo do centro da Cidade pela atual Rua Sobral, passando em frente ao Palácio do Bispo (hoje Paço Municipal), entrando na Rua São José, dobrando na Rua Visconde de Sabóia, Coronel Ferraz, que é esta da foto e seguindo pela Avenida Santos Dumont .

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Rua Baturité esquina com Rua Franco Rabelo
Os bairros em Fortaleza nunca foram bem definidos, não se sabendo onde iniciam nem até onde vão. A Prainha, ou Outeiro da Prainha era um bairro que ficava em redor do Seminário, indo até a atual Avenida Pessoa Anta, Alberto Nepomuceno, Pereira Figueiras e Nogueira Acioli. Na verdade, existiam a Prainha e o Outeiro da Prainha. Esta foto antiga data de aproximadamente 1948. O muro que está em primeiro plano ficava na antiga Rua Franco Rabelo, onde só existiam pensões de mulheres, cabarés e os "chatôs", hoje chamados de motéis, além de um posto policial. A rua começava na então Travessa Baturité e se estendia até a Praça do Cristo Redentor, seguindo com o nome de Avenida Monsenhor Tabosa. A rua que vemos em ladeira era a citada travessa Baturité, que nascia na Rua José Avelino e terminava na Rua Rufino de Alencar. Ao longe, vemos o prédio da Secretaria da Fazenda, chamada na época de Recebedoria do Estado. Por trás, o mar, onde é visto o pontilhão de pedras que fica hoje ao lado da indústria naval ali existente. Era o Poço da Draga e a Praia Formosa. Os telhados que vemos são das casas que dão para a travessa Baturité, a rua José Avelino e para a avenida Pessoa Anta.Com a abertura da Avenida Castelo Branco, que ficou conhecida popularmente por Leste-Oeste, a Rua Franco Rabelo praticamente desapareceu, restando apenas uma de suas placas, pois suas casas do lado Sul passaram a ser da avenida e as do outro lado foram demolidas. A travessa Baturité hoje é Rua Baturité, que foi cortada pela avenida. As casas no final da rua Baturité eram o boteco do Mane Bofão, com a tradicional panelada e o botequim Porta Aberta. A panelada do Mane Bofão já vinha do início da Avenida Alberto Nepomuceno e depois se mudou para a parte de cima da rua, em frente à casa do musicólogo Christiano Câmara (nº 162) e o Porta Aberta foi para o nº 41. Na foto vemos um auto-ônibus; da época, com carroçaria de madeira feita em Fortaleza, sobre carcaça de velho caminhão.

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Rua Barão do Rio Branco esquina com Rua João Moreira
Este é o primeiro quarteirão da Rua Barão do Rio Branco logo após a Santa Casa de Misericórdia. Atualmente é Rua Barão do Rio Branco com João Moreira. A casa que vemos à esquerda (uma parte) na foto antiga, que data de 1905, era o Hotel Popular. Do lado direito vemos a casa da esquina, que serviu de sede do Teatro São Luiz, de Joaquim Felipe de Meio. Foi ali que esteve, em 21 de julho de 1882 o maestro Carlos Gomes. Em 1896 o teatro fechou e o Dr. João Moreira passou a residir na casa. Daí seu nome na rua que corta perpendicularmente a Rua Barão do Rio Branco. A casa vizinha foi construída no ano em que o teatro fechou, 1896 e serviu como residência. Nela morou, já nas décadas de 30 e 40 do século passado, o compositor e teatrólogo Paurilo Barroso, que ali instalou a Sociedade de Cultura Artística, que tantos serviços prestou à nossa terra no âmbito da cultura. Quando Paurilo mudou-se ali se Instalou a Câmara de Vereadores de Fortaleza. Na terceira casa, a escura, de três portas, nasceu o escritor Gustavo Barroso. Seguem-se várias casas, todas térreas e que eram residências. À frente da casa listrada, está um bonde de tração animal, da Companhia Ferro Carril do Ceará. Eram bondes puxados por burros, variando em tamanho e quantidade de muares. Existiam os de uma e os de duas parelhas de burros.

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A foto antiga data de 1905 e mostra a atual Rua Almirante Jaceguai vista da Avenida Leste Oeste, ou começo da Avenida Monsenhor Tabosa, olhando para o lado do mar. Do lado esquerdo, o oitão da casa construída no século passado pelo senhor José Pio de Farias, que era agente do Loyd Brasileiro. A casa tinha uma torre de onde ele observava a saída e chegada de navios. Depois a casa foi vendida para o engenheiro inglês Francis Reginald Hull, conhecido apenas como Mister Hull e que hoje é nome de Avenida em Fortaleza. Ele aproveitou a torre para fazer suas observações astronômicas e meteorológicas, fazendo-se autoridade em estudos climáticos do Nordeste. No horizonte, vê-se um navio, já que o porto era a ponte de desembarque que ficou conhecida como Ponte Metálica. A rua, na fotografia antiga, tinha, no meio da ladeira, vários degraus. Na época havia somente bondes de tração animal e não havia nenhuma linha que fosse até ali, mas no período dos bondes elétricos uma linha ia até os degraus e tinha o destino "Prainha", era da companhia Inglesa "The Ceara Tramway Light & Power Co".

Saiba mais sobre essa rua Aqui

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RFFSA - Estrada de ferro de Baturité - Administração
Em 1908 a firma Boris Frères presenteou Fortaleza com dois álbuns impressos na França, mais precisamente em Nice, com dezenas de fotografias de Fortaleza e algumas do interior do Estado. O álbum grande tinha dezesseis páginas com dez fotos cada uma, num total de 160 fotos e o pequeno era exatamente a metade. Entre as fotos, acha-se esta, do prédio da administração da Estrada de Ferro de Baturité, depois Rede de Viação Cearense (RVC), Rede Ferroviária S/A (RFFSA), Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU) e hoje Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), construído no antigo local do Cemitério de São Casemiro. A fotografia antiga que deve datar de 1905 mostra um prédio com a pintura muito usada antigamente, com listras horizontais de cores contrastantes alternadas. A parte do segundo pavimento era menor que a do primeiro. Em 1922 houve algumas reformas para a comemoração do Centenário da Independência e este bloco foi um dos que sofreram reforma, sendo aumentado o pavimento superior, modificada a entrada, sendo aproveitado do velho prédio as partes básicas. Naquela época as linhas de trens saíam da Estação João Felipe e dobravam na atual avenida Tristão Gonçalves e por ela seguiam até encontrar-se com os atuais trilhos na altura da Rua Padre Cícero, na época a "parada do Amaral". Daí a passagem de trilhos na foto antiga. Outra linha saía por trás da Estação e descia até a praia, passando pela Secretaria da Fazenda e Alfândega, indo até a Ponte Metálica. Em 1917 os trilhos começaram a ser colocados no Jacarecanga e depois foram retirados da chamada "Trilho de Ferro", atual Tristão Gonçalves, indo por onde ainda hoje vão, para desafogar o centro da cidade. Ironicamente, o Metrofor vai restabelecer o antigo caminho, só que subterraneamente. Ainda hoje o prédio é ocupado pela administração da RFFSA - o que resta - e o pátio em frente e ao lado serve de estacionamento para funcionários e visitantes.

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Praça José de Alencar - Fênix Caixeiral
No dia 24 de maio de 1891 um grupo de empregados do comércio de Fortaleza se juntou e fundou uma associação a que deram o nome de Fênix Caixeiral. Aquela época, os vendedores em casas comerciais tinham o nome de caixeiros. A entidade tinha de tudo para atendimento a seus sócios e funcionava como um instituto de previdência já que na época tal não existia. Em 1905, no dia 24 de junho, inaugurava-se a sede própria, na Praça José de Alencar, na esquina da Rua General Sampaio com Rua Guilherme Rocha. Em 1915, no dia 24 de junho, foi inaugurada a segunda sede, desta feita na esquina da mesma Rua Guilherme Rocha com a Rua 24 de Maio. Nos dois prédios funcionavam a Escola de Comércio (a primeira de Fortaleza a ter aulas à noite), o Cine-Teatro Fênix, a Biblioteca Social, o Pátio de Diversões, o Campo de Cultura física, Assistência Médica, Dentária e Judiciária, o Tiro de Guerra, o Dispensário Profilático e, a partir de 1926, o Banco de Crédito Caixeiral. Durante a revolução de 1930, manteve a Guarda Cívica Fenista. No prédio da Fênix Caixeiral funcionou, além da própria entidade, o Centro dos Inquilinos, a Associação Comercial do Ceará, o Instituto Politécnico, a Associação dos Jornalistas Cearenses (ACJ), hoje Associação Cearense de Imprensa (ACI), além de muitas outras atividades ali exercidas, como impressão de jornais, funcionamento de academias e instalação de sociedades. Lá também funcionou o serviço de telégrafo de Fortaleza. Na foto vemos em primeiro plano parte da Igreja do Patrocínio, cuja pedra fundamental foi lançada em 2 de fevereiro de 1850 e em seguida o primeiro prédio da Fênix Caixeiral, inaugurado em 24 de junho de 1905. (Créditos – Nirez)

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Praça do Ferreira - Ensino Mútuo
Em 1828 a Praça do Ferreira era um campo de areia com um pequeno poço no centro, construído pelos flagelados das secas de 1877 a 1879. Foi neste ano que a Junta da Fazenda Nacional tomou a iniciativa de mandar construir uma casa para abrigar a nova aula do Ensino Mútuo de Fortaleza, sendo escolhido o local da esquina da Rua da Alegria (Rua Floriano Peixoto) com Travessa 24 de Janeiro (Rua Guilherme Rocha), onde fica hoje o Palacete Ceará. Na época a praça era conhecida por Praça das Trincheiras. Mas o local não foi bem aceito pelos componentes da Câmara por vários motivos, entre eles os de ficar longe da cidade e por ser do lado do sol. Mas apesar disto o prédio foi construído ali e foi inaugurado no dia 5 de fevereiro de 1829. Em 1863 houve uma remodelação e em 1890 foi entregue à Guarda Civil para servir de quartel. Em 1897 foi aumentado o prédio pelo lado da atual Rua Guilherme Rocha. Em 1913 o coronel José Gentil de Carvalho construiu um prédio nos fundos do quartel, permutando pelo prédio da corporação, com o Governo do Estado. Manda demolir o velho prédio e em seu lugar ergue, em 1914, com planta do arquiteto João Sabóia Barbosa, o "Palacete Ceará", construído por Eduardo Pastor. No prédio de trás o "Palacete Fortaleza", passou a funcionar a Chefatura de Policia e depois, quando esta se mudou para a Praça dos Voluntários, funcionou ali o "Café Brasil". Em 1946 a Caixa Econômica Federal adquiriu os dois prédios e logo se instalou ali, onde tinha estado por vários anos o Clube Iracema e o "Rottisserie Sportman" de Efrem Gondim. A porta que vemos à distância fechando a rua, era do Palácio da Luz, então sede do Governo, parcialmente demolido, abriga hoje a Academia Cearense de Letras. Vemos também a copa do "oitizeiro do Rosário". Estão presentes os trilhos dos bondes de tração animal. (Créditos – Nirez)

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Ponte Metálica (Antiga) - Praia de Iracema
Em 18 de dezembro de 1902, foi fincada primeira estaca da Ponte Metálica, pela firma Walter Max Floriano & Cia., de Glasgow, Inglaterra, com estrutura metálica importada de Londres, lastro de madeira, que serviria como porto por mais de 20 anos. A construção da ponte esteve a cargo dos engenheiros Hildebrando Pompeu e Roberto Bleasby vindo do Pará em 1893 fixando-se aqui, segundo planos do engenheiro Domingos Sérgio Sabóia. Era para facilitar o movimento de pessoas e cargas no porto de Fortaleza ao tempo da administração do presidente Campos Sales. A construção só foi concluída em 26/05/1906. A Ponte Metálica era dotada de escada móvel para subida e descida de passageiros que não merecia a menor segurança, e guindastes para as cargas de mercadorias. Os navios ficavam ao largo enquanto lanchas, botes e alvarengas faziam o percurso entre eles e a ponte. Foi o 4º trapiche que Fortaleza conheceu, sendo o 1º em frente ao Seminário.Inaugura-se, no dia 24 de janeiro de 1928, a nova Ponte Metálica, agora denominada Viaduto Desembargador Moreira da Rocha, homenagem ao governador do Estado, que a inaugurou. O monsenhor Tabosa Braga deu a bênção. Usou da palavra, o engenheiro construtor da obra, Francisco Sabóia de Albuquerque da Inspectoria Federal de Obras Contra as Secas - IFOCS (atual Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS). A antiga ponte era de ferro com lastro de madeira, sendo depois esse lastro substituído por um de ferro, daí o nome de Ponte Metálica. Esta, inaugurada, era de concreto armado, a mesma que ainda hoje lá está caindo aos pedaços. Inaugura-se, na noite do dia 20 de janeiro de 1932, a iluminação a gás no Viaduto Desembargador Moreira da Rocha (Ponte Metálica). No dia 25 de dezembro de 1947, o serviço de embarque e desembarque marítimo, de passageiros e cargas, passa a ser feito no Porto do Mucuripe, ainda por meio de botes e alvarengas, até que as obras permitam a atracação dos navios. É desativado o antigo porto, ou seja, o "molhe de desembarque", que era a Ponte Metálica, oficialmente, Viaduto Moreira da Rocha. Em 26 de abril de 1954, são retirados os guindastes da Ponte Metálica, antigo molhe de desembarque de Fortaleza. (CRÉDITOS: Nirez)

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Palacete Guarani / Bco dos Importadores / Bec
A foto data de 1910. É o palacete Guarani, construído e inaugurado em 20 de dezembro de 1908, funcionando nos altos a Associação Comercial do Ceará e no térreo o London Bank a partir de 1910. Naquela esquina, ficava antes o matadouro de Fortaleza, cujo caminho para o mercado era chamado de Rua das Hortas (Rua Senador Alencar). Depois, foi construído no local o sobrado do coronel José Eustáquio Vieira, onde residiu o comendador Luiz Ribeiro da Cunha, seu genro, até incendiar-se em 1902. O terreno foi então adquirido pelo Barão de Camocim que trouxe de Paris uma planta e fez construir o Palacete Guarani. Como o Barão de Camocim era o presidente da Associação Comercial, a mesma passou a funcionar ali, nos altos. Em 1925 o London Bank deixa o prédio e o Banco dos lmportadores passou a funcionar na parte térrea e o Clube dos Diários nos altos. Lá também esteve a Boate Guarani. Depois o prédio foi adquirido pelo Estado que logo fez uma reforma, tirando o canto agudo da esquina, cortando com uma diagonal, fazendo nesta parte duas portas, uma térrea e outra no pavimento superior. Lá passou a funcionar a Agência Metropolitana Castelo Branco do Banco do Estado do Ceará (BEC). Ainda existe uma parte do prédio que foi alterada e esteve alugada à firma "La Fonte".

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Igreja do Patrocínio - Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio
A foto data de 1938 e mostra a Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio, na praça José de Alencar. Em primeiro plano, a herma de J. da Penha, que ali esteve por muitos anos e hoje se encontra na Praça José Bonifácio. Ao lado do templo, vemos parte do muro do antigo prédio da Fênix Caixeiral. Pés de oitis, mongubas, castanholas e fícus-benjamin enfeitavam as praças de Fortaleza àquela época e eram bem cuidados, podados regularmente. Os jardins também eram bem cuidados, pois não havia a quantidade de transeuntes nas ruas e praças nem vendedores ambulantes como hoje. A Iluminação pública era feita por lâmpadas incandescentes desde 1935, quando aquelas substituíram o gás carbônico. Em 1849 o cabo de esquadra Fortunato José da Rocha disparando um tiro contra o capitão Jacarandá, acertou no joelho do alferes Luiz de França Carvalho. Este, vendo em perigo sua vida, fez voto a Nossa Senhora do Patrocínio que se escapasse mandaria construir uma Igreja em sua homenagem. No dia 2 de fevereiro de 1850 era lançada a pedra fundamental. A planta da igreja foi do mestre Antônio da Rosa e Oliveira. O templo levou cinco anos para ser construído e só foi terminado pelo esforço do cônego João Paulo Barbosa, seu primeiro vigário.

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Praça e igreja do Mondubim
Na época da foto antiga, que não está muito distante, pois a foto data do final da década de trinta, Mondubim era apenas um caminho do trem, existindo apenas uma estação, uma rua de casas e a igreja que data de 1908. O chafariz que vemos em primeiro plano foi levado da antiga praça José de Alencar (não confundir com a atual que ficava no local onde hoje está a agência do Banco do Brasil, em frente á praça Valdemar Falcão, próximo do prédio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), quando foram desmontados os grandes mercados de ferro e transferidos para a praça São Sebastião e Aldeota (Pinhões). Depois o da praça São Sebastião foi transferido para a Aerolândia, onde ainda se encontra. O chafariz em Mondubim já tinha seu teto alterado. Os tempos mudaram e as árvores daquela época todas já desapareceram, talvez no tempo do aparecimento dos "lacerdinhas", insetos que habitavam os pés de "ficus benjamim" e que eram uma verdadeira praga, principalmente quando atingiam os olhos de alguém. Na época, as autoridades acharam mais fácil destruir todos os pés de "ficus" do que matar os insetos com inseticidas apropriados. Todos os benjamins de Fortaleza sumiram, com raríssimas exceções. (Créditos – Nirez)

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Av. da Universidade -Benfica / Antiga Visconde de Cauipe
A Rua General Sampaio, que já se chamou rua da Cadeia, ao chegar no cruzamento com a rua Antônio Pompeu, muda de nome, embora a numeração prossiga normalmente. Já se chamou de Benfica e foi Boulevard Visconde de Cauípe e hoje é Avenida da Universidade. Eram comuns na Fortaleza antiga, casas pintadas com listras horizontais, como o estabelecimento de Frota Gentil, a casa do Barão de Camocim, as casas da Estrada de Ferro de Baturité, a casa da Barão do Rio Branco que abrigou a Câmara de Vereadores, etc. Esta casa também era assim, listrada. A Casa da Avenida da Universidade nº1940, objeto de nossa foto, foi residência do advogado Adolfo de Moraes Campelo, casado com Francisca Nepomuceno de Castelo Branco Campelo. A foto antiga data de 1913 e mostra o prédio ainda muito bem conservado, novo mesmo, tendo pelo seu lado direito, algumas casas de telhado beira-e-bica, onde nasceu, na primeira, o compositor e pianista Lauro Mala, no ano desta foto. Na época ali já tinha bonde elétrico, pois estão presentes os trilhos e os fios. As ruas àquela época eram bastante baixas em relação às calçadas e a coxia (sarjeta) ficava um pouco distante da calçada, talvez pela Irregularidade das mesmas tanto em altura como em largura.

A fotografia atual mostra o prédio com algumas modificações na entrada, como a coluna central que desapareceu para alargamento do portão e o abaixamento de uma delas para ficarem todas na mesma altura. As ranhuras das fachadas, inclusive as do porão, foram retiradas. Os prédios vizinhos já foram reformados. Nesta casa funcionou, por muitos anos, o Ginásio Fortaleza, hoje funciona a Clínica Godoy Moreira, de ortopedia, traumatologia e fisioterapia. (Créditos – Nirez)

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Trajeto linha Benfica Bonde elétrico da Light que fazia a linha Benfica. -Arquivo Assim Lima

Percurso dos Bondes do Benfica: Saía da Praça do Ferreira em frente ao Rotisserie, hoje Caixa Econômica e seguia pela rua Floriano Peixoto, Guilherme Rocha, General Sampaio, Av. Visconde do Cauipe até a esquina com Adolfo Herbster.
De volta vinha pela Visconde do Cauipe e na rua General Sampaio entrava à direita na rua Clarindo de Queiroz, seguindo por trás da Igreja do Carmo para entrar a direita na rua Floriano Peixoto até chegar a praça do Ferreira. (Texto: Nirez)


Créditos: Blog do Borjão, Nirez e Portal da história do Ceará

5 comentários:

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

    "As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado



    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.



    O CRIME DE LESA HUMANIDADE


    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA DOS CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.



    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



    A COMISSÃO DA VERDADE


    A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    Paz e Solidariedade,



    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    PEspecialista em Psicologia Jurídica
    www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://twitter.com/REVISTASOSDH

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  2. sabe leila? desde criança que eu, sempre ouvia as estorias da minha avó lidia e da maria mae maria jose sobre os bondes.Eu ficava encantada!emocionante rever aqui sobre o trajeto dos bondes...to adorando!bjos

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  3. Ai que bom, Lucilene! :)

    Beijos linda

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  4. viva a historia! obrigada por esta volta ao passado em nossa historia a qual é desconhecida pela grande parte dos cearences. eu sou apaixonada por construçoes antigas(prédios, sobrados...) mas infelizmente poucos foram conservados, a maioria foi demolido para dar espaço à modernidade, logicamente sou a favor do progresso, mas gostaria que os prédios e casaroes antigos fossem conservados o maximo possivel. ainda hà lugares historicos no BR, por exemplo no RJ, Alcântara(MA), S.lUIS-MA.... porém nosso Cearà jà demoliu quase tudo que era antigo... obrigada por esta dose cultural! adorei! Mel Simonnot

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    Respostas
    1. Valeu, Mel, fico feliz que esteja gostando! :)

      Abraços e obrigada pelo comentário

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