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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Personalidades - Quintino Cunha



José Quintino da Cunha, o Quintino Cunha (1875/1943), se tornou uma figura lendária no Ceará. Não há quem não tenha ouvido falar nesse notável poeta e advogado. Na verdade, menos pelas suas belas poesias do que pela fama de repentista emérito. No entanto, Quintino foi um dos vultos mais importantes da literatura cearense, além de poeta era contista, orador e advogado.

José Quintino da Cunha nasceu em 24 de fevereiro de 1875, em São Francisco de Uruburetama, hoje município de Itapajé. Quintino Cunha, advogo e poeta - O "Bocage" cearense - ficou famoso por seu jeito moleque, suas "tiradas", sua alegria contagiante e sua sensibilidade. Boêmio, assíduo frequentador das rodas de bate-papo na Praça do Ferreira, no Passeio Público, nos antigos cafés Java, Art nouveau, Glória e Riche, declamava versos e discutia sobre arte, literatura e política. Seu talento jornalístico aflorou cedo. Já aos 11 anos, estreou na imprensa, redigindo "O Álbum" e colaborando no jornal "O Cruzeiro", ambos de Baturité. Aos 16 anos, escreveu "O Cabeleira", homônimo de Franklin Távora, ressaltando o lado humano do temido personagem Cabeleira. Estudou no Ginásio Cearense, então dirigido pelo Professor Anacleto Cavalcanti e na Escola Militar. Depois de alguns anos atuando como rábula, cursou a Faculdade Livre de Direito do Ceará(Bacharelou-se em 1909, onde começou a exercer a profissão de advogado criminalista). Aceitava os casos mais difíceis de defesa e mesmo assim, conseguia sucesso. Foi Deputado Estadual entre 1913 e 1914, ocasião em que defendia fervorosamente a melhoria da instrução do povo e onde lutou contra a extinção da Faculdade de Direito, então cogitada na Assembléia. Residia na Av. Visconde do Rio Branco, 3312 quando faleceu, na madrugada de 1º de junho de 1943. Em seu túmulo, a citação: "O Padre Eterno, segundo / refere a História Sagrada / Tirou o mundo do nada / e eu nada tirei do mundo".

Quintino ficou bastante conhecido por seu estilo irreverente e carismático, também lembrado pelas anedotas que contava. Se tornou uma figura lendária no Ceará. Não há quem não tenha ouvido falar nesse notável poeta. Na verdade, menos pelas suas belas poesias do que pela fama de repentista emérito. No entanto, Quintino foi um dos vultos mais importantes da literatura cearense, além de poeta era contista e orador.
Seu pai, João Quintino da Cunha, era professor e jornalista e sua mãe, D. Maria Maximina Ferreira Gomes da Cunha, era professora e solista da igreja. Quintino quase seguia a carreira militar, chegou a se matricular na Escola Militar do Ceará, mas logo abandonou a ideia e a escola.
Sempre inquieto, resolveu deixar a sua cidade natal e foi parar na Amazônia. Lá, como provisionado, advogou durante cinco anos. Depois foi para a Europa, onde publicou o seu primeiro livro, Pelo Solimões. Conviveu e fez amizade com diversos escritores estrangeiros. Logo porém, voltou ao Ceará e matriculou-se na Faculdade de Direito. Concluiu o curso em 1909.

Advogou no foro criminal, tornando-se célebre pela sua incomparável oratória. Tal qualidade era muito requisitada em comícios e festividades. No entanto, Quintino se tornou realmente famoso pela sua faceta de boêmio e, principalmente, pelas suas tiradas de espírito, repentes que faziam o deleite dos amigos e causava inveja aos gratuitos inimigos.
Viveu sempre em dificuldades financeiras, não só pelo fato da sua família ser numerosa como pelos seus sucessivos casamentos e os consequentes encargos familiares. Apesar disso, chegou a ser deputado estadual (1913/1914) e pertenceu à Academia Cearense de Letras. Faleceu em Fortaleza, com sessenta e oito anos, no dia primeiro de junho de 1943.


1922 - Academia Cearense de Letras

Nota - A Ilustração acima é um original de Plautus Cunha (filho de Quintino), extraída do seu livro Anedotas do Quintino - 16a Edição - 1974 - Editora Ângelo Accetti - Fortaleza-Ce.


Pela sua importância, deu nome a um bairro de Fortaleza, que por ser distante do Centro da Cidade, hoje tem o comércio desenvolvido.


CASA DE QUINTINO CUNHA EM ITAPAJÉ





'Pelo Solimões' foi o primeiro livro
de Quintino Cunha







Quintino Cunha, poeta de verdade
Oscar Araripe

Há 130 anos nascia na hoje Itapagé, Ceará, José Quintino Cunha, o mais lendário de nossos humoristas literários, o maior de nossos poetas cults.
Excêntrico sem ser snob, feio mas cativante, eternamente esquecido, sempre resgatado, Quintino Cunha figura ao lado dos grandes mestres do improviso literário ferino, como Bernard Shaw, Quevedo e Swift, sendo considerado pelo crítico Agripino Grieco "o maior humorista brasileiro de todos os tempos”.
Homem do povo, orador nato, "virgem de funções públicas”, como se considerava, culto e boêmio, sertanejo e globetrotter, Quintino representa com perfeição o melhor da inteligência cearense. Personagem da Fortaleza risonha e moleque da Praça do Ferreira dos anos 20 e 30, dos lendários cafés Art Nouveau, Riche, Glória e do Comércio, foi jornalista idealista, germanófilo anti-Hitler, esquerdista não-soviético, utópico brilhante e sobretudo livre pensador, amante dos livros e das coisas simples do Ceará.Contemporâneo de Leonardo Mota, Gustavo Barroso, Ramos Cotoco, Gil Amora, Renato Sóldon, Guimarães Passos, Emílio de Menezes, Paula Nei e tantos outros hoje também quase esquecidos, foi homenageado por Euclides da Cunha, Guerra Junqueiro, Rostand e Émile Faguet, "o monstro da Academia Francesa”, de quem foi íntimo em Paris. Rachel de Queiroz o considerava "um patrimônio da terra” e é dele o hoje clássico verso-constatação de que "o cearense é como o passarinho: tem que voar para fazer o ninho”; verdade terrível e que nos remete não só a uma inclinação existencial, mas à dura realidade de um Ceará que, malgrado os progressos, teima em existir.É dele o axioma: "No Ceará, o sujeito nasce na Fé, cresce na Esperança e morre na Caridade”.
Longe das tristezas, contudo, era Quintino - e por isso tornou-se famoso, o mestre inconteste da boutade, da ironia cáustica, irreverente, corajosa, do melhor humorismo artístico e existencial. Suas tiradas, famosas, são sempre lembradas com simpatia, pois além da arte encerram uma filosofia de vida libertária e ética. Gênio do improviso, poeta de fôlego, nos deixou, entre outros, Pelo Solimões, livro notável e que clama por uma reedição, por seu nacionalismo e pioneirismo no uso dos temas regionais, e belo exemplo da épica presença cearense na Amazônia.
Chamado por Euclides da Cunha de "poeta de verdade”, louco lúcido entre loucos comportados, Quintino certamente vai crescer ainda muito em importância e originalidade, ‘a medida em que os cearenses forem percebendo o quanto aqui a Literatura, ainda que desamparada e pouco lida, é viva e vital, e como em nenhum outro lugar do país.
Momentos antes de morrer, sem dúvida no auge de seu fino humor, ditou seu próprio epitáfio: "O Padre Eterno, segundo / refere a História Sagrada, / tirou o Mundo do nada... / e eu Nada tirei do mundo!”.
Longa vida, portanto, ao nosso mais simpático poeta, que tanto riso e alegria nos deixou para sempre.
Pintor e Escritor

°°°

Tido como rival, na verve e no anedotário, de Emílio de Menezes e Paula Ney, José Quintino da Cunha era orador fluente, ficcionista, poeta, ficando conhecido também pelas suas tiradas de bom humor, que o levaram a fazer parte de um anedotário brasileiro.
A educação básica de Quintino Cunha foi feita praticamente na Escola Militar do Ceará, pois tinha veleidades de dedicar-se à vida da caserna. Extinta tal entidade, o poeta, que já versejava desde os quinze anos de idade e já mostrava seus dons oratórias, embarca para a Amazônia. Ali, recebeu "provisão" para advogar, antes mesmo de se formar em Direito, o que faria de volta à terra natal, em 1909.

Torna-se, desde então, no Ceará, orador consagrado, repentista, poeta boêmio, "não dando maior valia aos próprios méritos". Casando-se várias vezes, viveu em constante penúria financeira. O livro de versos mais famoso de Quintino Cunha, Pelo Solimões, segundo Raimundo de Menezes, foi publicado em Paris (1907) quando de uma viagem do poeta à Europa, isso antes de se formar em Direito de volta ao Ceará.

Para não fugir à estética de sua época, imposição do meio literário e dos contemporâneos, a poesia de Quintino Cunha presta tributo ao Romantismo e ao soneto decassílabo de inspiração parnasiana, mas com um destaque especial: o poeta usa expressões e locuções populares, o coloquialismo, o que teria levado João Quintino, seu irmão, e Mamede Cirino, a musicarem alguns de seus poemas.

Quintino Cunha ainda passa pela Assembléia Legislativa do Estado, como deputado (1913/1914), tendo morrido em Fortaleza, o "poeta de lúcida inspiração", no dia 1 de junho de 1943.


Histórias de Quintino Cunha

Quintino Cunha era um notável poeta. Ficou famoso por motivos menos nobres é verdade, mas não menos interessantes. As suas respostas ferinas às provocações, as suas atuações como advogado dos oprimidos e a sua inteligência invejável e invejada, fizeram dele um mito. Muitas histórias surgiram e foram atribuidas ao Quintino. Nem todas são verídicas, mas a maioria tem registro. Aqui colocarei algumas das mais curiosas:


Clique para ampliar
Pena perpétua

O advogado Quintino Cunha visitava a cadeia, em companhia do então governador do Ceará, Benjamin Liberato Barroso (1914-1916), quando um detento lhe pediu socorro jurídico:

– Doutor, fui condenado a quatro anos de prisão porque deflorei uma donzela. Ainda tenho dois anos para cumprir, mas estou disposto a casar se me perdoarem o restante da pena.

Quintino olhou com piedade para o jovem rapaz e respondeu:

– Quer um conselho de amigo? Cumpra o resto da pena!

(Do livro “Anedotas do Quintino”, de Plautus Cunha. Colaboração de José Rodrigues dos Santos, de Fortaleza/CE)




Trapaças no júri

Quintino Cunha foi um advogado folclórico no Ceará na primeira metade do século passado, que às vezes aprontava peripécias nem sempre justas.

Certa vez, no tribunal do júri, levou até o promotor à comoção ao dizer que o acusado era arrimo de família e cuidava sozinho de sua mãezinha cega de mais de oitenta anos:

– Não olhem para o crime deste infeliz! Orem pela sua pobre mãe, velhinha, doente, alquebrada pelos anos e pela tristeza, implorando a misericórdia dos homens, genuflexa diante da justiça, se desfazendo em lágrimas, pedindo liberdade para o seu filho querido!

O réu foi inocentado. Na saída do tribunal, um dos presentes, sensibilizado, aproximou-se do causídico:

– Doutor Quintino, quero fazer uma visita à mãe daquele infeliz, pois quero ajudá-la!

– Ora! Eu sei lá se esse filho de uma égua algum dia teve mãe!

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Noutro júri realizado no Ceará, o assistente da acusação mandou fazer um caprichado desenho da arma do crime. Exibiu aos jurados uma cartolina branca com uma ilustração detalhada do punhal utilizado para assassinar a vítima.Vendo que os jurados haviam se impressionado com a gravura, o matreiro advogado Quintino Cunha pediu um aparte e perguntou:

– Nobre colega, caso aqui estivéssemos tratando do crime de sedução, qual seria o instrumento do crime que Vossa Senhoria estaria aqui apresentando aos jurados?

Todos caíram na gargalhada e o trabalho da acusação perdeu o impacto. O réu acabou absolvido.
(Com informações do site Ceará Moleque e do livro “Anedotas do Quintino”, de Plautus Cunha. Colaboração de José Rodrigues dos Santos, de Fortaleza/CE)


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Com conhecimento de causa

Notícia de época, datada da primeira metade do século passado, sobre o folclórico advogado cearense Quintino Cunha:

“Com a presença de 23 jurados, realizou-se uma segunda reunião da presente sessão do júri.

Compareceram à barra do Tribunal os réus José Boa Ventura e José Correia Lima, acusados de roubo na casa de residência do Dr. Quintino Cunha, que os defendeu. Ambos foram absolvidos por unanimidade de votos, sendo que já estavam detidos há cerca de dois anos.

Ocupou a cadeira de Promotor o Dr. Alencar Mattos.”

(Fonte: “Anedotas do Quintino”, de Plautus Cunha. Colaboração de José Rodrigues dos Santos, de Fortaleza/CE)

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Desconcertando o adversário

Conta-se que, numa audiência em Fortaleza (CE), um professor de hipnose era acusado de furto.

A certa altura, disse este, em sua defesa:

– Se eu quisesse fugir, poderia fazer todos aqui dormirem!

O advogado Quintino Cunha, figura folclórica do Ceará, que acompanhava a audiência, interveio:

– Não é preciso, deixe isso a cargo de seu advogado!

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Noutra feita, corria uma audiência quando o causídico adversário disse:

– Doutor Quintino, eu estou montado na lei!

– Pois saiba que é muito perigoso montar num animal que não conhece bem.

(Adaptado do livro “Anedotas do Quintino”, de Plautus Cunha. Colaboração de José Rodrigues dos Santos, de Fortaleza/CE)

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A inauguração do foro

O advogado Quintino Cunha, personagem do folclore do Ceará do início do século passado, fazia uma viagem de trem para Cariús (CE), mas no caminho havia uma parada em Iguatu (CE).

Era o dia da inauguração do novo prédio do Fórum (ou Foro, como queiram). Alguns colegas, ao encontrarem Quintino na estação, convidaram-no para participar da solenidade.

Mal-humorado, Quintino perguntou:

– Quem é o juiz?

– É o Doutor Fulano.

– O promotor?

– Sicrano.

– E o advogado?

– Beltrano.

Desdenhoso, o matreiro advogado torceu o nariz e resmungou:

– Pois isso não é um Foro! É um desaforo!


(Adaptado do livro “Anedotas do Quintino”, de Plautus Cunha. Colaboração de José Rodrigues dos Santos, de Fortaleza/CE)


15 comentários:

  1. Carlos Eduardo Furim15 de janeiro de 2010 22:37

    Estou agradecido pelos textos e gentilezas declinadas à pessoa de meu bisavô, Quintino Cunha.

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  2. Obrigada pela homenagem. Sou bisneta do genial Quintino, que chegou a ser amigo de Santos Dumont,de frequentar cafes em Paris,em tardes de folga, ao lado do mesmo.

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    1. Seu bisavô era genial mesmo!
      Eu que agradeço seu gentil comentário, Rúbia!

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    2. Nossa!Eu gostaria de saber mais sobre a vida do Sr. Quintino Cunha. Não sabia que ele era de Itapajé. Meus trisavós,bi e avós também são de lá.

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    3. 00-Sou fã do seu bisavô!!Seu bisavó teve quantos filhos??todos estão vivos??todos moram aqui na capital cearense para entrevistar um deles??

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    4. Possivelmente não, pois meu avô, Plautus, faleceu em 1999, aos 87 anos, e salvo melhor juízo, era um dos filhos mais jovens. Porém, as informações podem ser melhor obtidas com meus tios, que possuem perfil na internet, Plautus Cunha e José Quintino Cunha.

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    5. Existem dois filhos vivos, Maria do Carmo e Eitel Cunha, meu avô, que mora em Natal/RN. Ambos filhos do terceiro casamento, com Therezinha de Araújo Cunha.

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  3. 00-Esse Quintino Cunha foi uma grande figura;fez da seriedade da vida uma putaria e usou do ego alheio,sucesso nas suas petições.não sei como não viveu mais,já que a sua vida era uma eterna frescura.Afinal,pessoas que levam a vida muito a ´serio são candidatas a um infarto.Parabéns,Quintino,sou seu fã e quando posso reproduzo as suas histórias desse inesquecível e um dos primeiros advogados do Ceará.Meus parabéns!!!!!!!!

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    1. Um colega me disse que em certas ocasiões sou um pouco agressivo nas petições. Preciso providenciar uns livros do meu bisavô para que ele entenda que um pouco do sangue de Quintino Cunha corre em minhas veias, e algumas coisas não consigo evitar, como certo sarcasmo e ironia em determinadas ocasiões...

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  4. Parabéns pela matéria Leila Nobre e pelo blog! De todas as matérias que tenho acompanhado sobre o meu ilustre avô a sua me agradou bastante pela fidelidade das informações e como elas foram exploradas. Olhe tem sim dois filhos vivos (meu tio Eitel do ultimo casamento e tia Maria do Carmo, a mais nova que mora em Fortaleza). Meu pai, Cleanto Cunha era o filho mais novo do segundo casamento e faleceu em agosto de 1999, com 86 depois do meu tio Plauttus que faleceu em junho! Infelizmente a familia se dispersou um pouco mas aqui tem muita gente da familia! Um abraço, Edda Cunha

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    1. Obrigada, Edda!

      Fiquei feliz demais com o seu comentário!

      Abraços

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  5. Muito bom!! Legal conhecer um pouco desses personagens da história do Ceará, nomes que batizaram tantos bairros e ruas, e a gente quase sempre não faz ideia.
    Obrigado!

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  6. "aos oito de outubro de mil novecentos e dezessete, às nove horas, na Matriz de Cascavel, de licença minha [o pároco de Aquiraz], compareceram em presença do Rvmo. Vigário Pe. Francisco Valdevino Nogueira os contrahentes Dr. José Quintino da Cunha e Theresa Pires de Araújo, em tudo habilitados segundo o direito, e dispensados de proclamas, naturais elle de... e ella desta Freguesia do Aquiraz, e moradores elle de Fortaleza e ella desta freguesia do Aquiraz; os contrahentes se receberam por marido e mulher se receberam com palavras de presente, e logo lhes foram dadas as bênçãos nupciais segundo o rito da Santa Egreja Catholica, sendo testemunhas Dr. Manuel Sancho Campello e Theotonio Bento de Freitas. E para constar lavrei este termo que assigno. O Vigário Pe. Eduardo de Araripe." Paróquia de São José de Ribamar, Livro de Matrimônios 1912-1918, p. 175v.

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