Fortaleza Nobre | Resgatando a Fortaleza antiga : Um Herói chamado João Nogueira Jucá [notification_tip][/notification_tip]
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um Herói chamado João Nogueira Jucá



Acervo luciano Hortêncio

Quando o estudante João Nogueira Jucá morreu, no dia 11 de agosto de 1959, faltavam três meses para completar 18 anos. Ele era um jovem calado, de um coração imenso, humano. Por isso, a família e os amigos não estranharam a atitude que tomou ao entrar no prédio em chamas para salvar doentes que estavam internados na Casa de Saúde César Cals, hoje, Hospital Geral César Cals (HGCC). Apesar da gravidade do seu quadro, em nenhum momento se arrependeu do que fez. "Ele dizia que seu corpo queimava como brasa".

O Major do corpo de bombeiros, José de Melo Neto, observa que João Nogueira Jucá tinha dentro de si um espírito militar e vestiu-se desse espírito para ajudar quem precisava. Ele lembra que o estudante vinha de uma aula de halterofilismo quando se deparou com a tragédia. "Com desprendimento entrou nas chamas para salvar vidas".

O militar ressalta que o ato do estudante foi de muita coragem.


Acervo luciano Hortêncio

O Estudante João Nogueira Jucá nasceu em Fortaleza, no dia 24 de Novembro de 1941, sendo seus pais o Desembargador José Jucá Filho e a Professora Maria Nogueira de Menezes Jucá. Estudou nos colégios Rui Barbosa, Cearense, Sete de Setembro, Fênix Caixeiral e São João. Seu maior sonho era ser oficial da Marinha do Brasil. Daí o entusiasmo pelo esporte, sobretudo a natação.

No dia 04 de Agosto de 1959, às 14 horas, voltava em companhia de um colega da aula de halterofilismo. Ao passarem em frente à Casa de Saúde César Cals, na Praça da Lagoinha (Capistrano de Abreu) perceberam um incêndio. Convidou o amigo para ajudá-lo a salvar as pessoas que se encontravam no interior do hospital. O outro, no entanto, achando perigosa a empreitada, recusou a proposta. João Nogueira Jucá e vários outros abnegados se lançaram ao fogo. O nosso jovem salvou vários recém-nascidos, depois suas mães, que já estavam em situação dramática. Muitas eram as enfermeiras que pediam para que ele parasse com aquele esforço, pois a cada pessoa que trazia mais eram visíveis as queimaduras em seu corpo. Uma senhora implorou-lhe para que fosse buscar o seu bebê que ficara lá dentro. Ele lançou-se mais uma vez às chamas e trouxe a criança com vida. Novamente uma enfermeira tentou impedi-lo de cruzar o fogo, argumentando que não tinha mais ninguém nas enfermarias, mas ele disse: “Ainda tem na indigência”. Voltou com uma pessoa nos braços atingida pelo fogo. Numa dessas idas e vindas, explodiu um tubo de oxigênio que estava próximo e o nosso jovem foi duramente atingido. 

Santinho de sétimo dia de João Nogueira Jucá - Acervo Marrocos Anselmo Jr

Naquele momento, às 16 horas, sua mãe, passando em frente, viu pessoas retirando um corpo envolto em um colete, com diversas queimaduras, mas nunca poderia imaginar que era o próprio filho. Chegando em casa, na hora do jantar, enquanto comentava o fato com os filhos e o esposo, o telefone toca e alguém comunica que seu filho estava na Assistência Municipal(Hoje é o Instituto Dr. José Frota - IJF). A partir desse dia seus pais não voltaram mais para casa. O estudante foi visitado pelo então governador Parcifal Barroso, que disse, com os olhos cheios de lágrimas: “João, o povo do Ceará lhe agradece”. Já às portas da morte João Nogueira Jucá disse para o pai, contrariado com a perda do filho mais novo: “Não, pai, faria tudo de novo, e me orgulho do que fiz! Acho que ainda fiz pouco”. Logo depois morreu. Este fato ocorreu na madrugada de 11 de agosto de 1959, tendo o nosso jovem 17 anos de idade.

Considerando a necessidade de referência humanística que motivem os nossos jovens na luta em defesa da vida é que, este gesto de João Nogueira Jucá, tem que permanecer sempre vivo na mente e no coração de todos nós. 

João - O primeiro bombeiro honorário do Ceará


VIDA E MORTE DE JOÃO NOGUEIRA JUCÁ

Nas investigações procedidas, conforme ordem do Sr. Cel BM Fernando César Sales Furlani, Comandante do Corpo de Bombeiros, sobre a vida e a morte do estudante JOÃO NOGUEIRA JUCÁ, pelo fato ocorrido no incêndio do dia 04 de agosto de 1959, nas dependências da Maternidade Dr. César Cals, na Praça da Lagoinha, em Fortaleza, em que resultaram em inúmeras pessoas feridas e 04(quatro) mortas, e no destaque principal o heroísmo do jovem aluno do então Colégio São João, chegou-se ao seguinte resultado histórico:

João Nogueira Jucá, nascido em Fortaleza, no dia 24 de novembro de 1941 na Casa de Saúde São Raimundo, filho do Desembargador José Jucá Filho e da Professora Maria Nogueira de Menezes Jucá.

Seus primeiros 5(cinco) anos de vida, foram passados na antiga cidade de São Francisco, hoje Itapajé, no nosso Estado, onde seu pai exercia o cargo de Juiz Municipal e sua mãe o de Professora do Grupo Escolar. Sendo seu pai promovido a outra entrância profissional, teve que morar na cidade de Lavras da Mangabeira, no ano de 1946. Alfabetizado por sua mãe, iniciou o Curso primário na mesma cidade, onde ficou até 1948, quando veio definitivamente para Fortaleza



Acervo luciano Hortêncio
 
Na Capital, continuou os estudos, freqüentando sucessivamente, os Colégios Fênix Caxeiral e 7 de Setembro. O curso ginasial foi feito no Colégio Cearense, iniciando o científico no Colégio São João.
Segundo depoimentos de seus familiares e amigos, João, na adolescência, tinha um complexo de inferioridade por ser excessivamente magro e alto desproporcionalmente, atingindo a altura de 1,83m. A custa de constantes e religiosos exercícios, prática de esporte, conseguiu quase que a perfeição corporal, tornando-se um atleta, com uma compleição física avantajada, de causar inveja e afastar de uma vez por todas com o complexo que tanto atormentava os jovens da época.
Moço inteligente, aspecto superior e fidalguesco, tinha uma personalidade altiva e impressionante. Sua vocação, como sempre repetia quase que obsessivamente, era de ser Oficial da Marinha do Brasil. E para esse mister, não parava de se preparar com afinco.

No fim do mês de julho de 1959, de volta das férias, num sítio em Messejana, de sua família, seu pai, homem austero, perguntou-lhe qual sua reação ao ver um empregado que havia sido soterrado dentro de uma cacimba, morrendo sem o pronto socorro, muito mais por sua falta: e ele respondeu, com voz tronitoante: "Pai, estou com raiva de mim mesmo porque não cheguei na hora, senão aquele homem não teria morrido!"

Exímio nadador, tinha por hábito duas vezes por semana, nadar na praia de Jacarecanga até o Cais do Porto, dizendo que era para testar sua forma física, ou, numa eventualidade qualquer, que fosse necessário empregar sua destreza como nadador acostumado às grandes refregas.

O Desembargador José Jucá Filho, foi morar com seus 03(três) filhos, José Jucá Neto, Jovina Jucá e João, o mais moço, nas proximidades da Maternidade Dr. César Cals, ou mais precisamente, na Avenida do Imperador. E essa distância, geograficamente curta, fez com que, no dia 04 de agosto de 1959, o Jovem estudante, João Nogueira Jucá passasse pôr ali, naquela tarde, quando os relógios dos passantes registravam 14:20hs. Um ribombar pavoroso de repente eclodiu, assustando os freqüentadores da Praça da Lagoinha e pondo-os para longe de onde vinha a explosão. Num instante labaredas de fogo riscavam o ar já espalhando o terror nos assistentes, e ameaçando os internos da maternidade, que já em pânico procuravam salvar suas vidas.

João, neste momento, lançou-se decidido dentro do hospital, sentindo que alguma coisa precisava ser feita urgentemente. Não se importou com as sucessivas explosões e as chamas que lhe ardiam no corpo, pois, segundo ele, não sentiu nem viu fogo algum. Não soube quantos recém-nascidos salvou, apenas que foram muitos. Não contou quantas parturientes salvou, apenas lamenta que muitas ficaram feridas e outras morreram, Nem ao menos ouviu os gritos histéricos de advertência de que sua vida estava em perigo, se ouviu, contou ele para os seus irmãos e os seus pais, que desobedeceu. O que ele ouviu, já com o corpo em chamas, foi uma mulher gritar para ele de joelhos: "Por favor, meu filhinho ficou lá, salve-o pelo Amor de Deus!"E lançou-se às chamas novamente, trazendo o recém-nascido nos braços. Já desfalecido, mas insistente na luta, uma enfermeira, correu aos seus braços e impediu-o de que entrasse novamente, dizendo: "meu filho, você já retirou todo mundo das enfermarias, não tem mais ninguém", e ele sem parar, já deformado pelas queimaduras correu olhando para a moça dizendo:” ainda tem na indigência", voltou em seguida, trazendo mais outra pessoa nos braços carcomidos pelo fogo.

Foto feita da página do livro que retrata os principais fatos da história do Ceará

Quando não mais existia ninguém dentro das enfermarias, desobedecendo sempre as advertências, até da Guarnição do Corpo de Bombeiros, João caiu, sendo levado às pressas para a Assistência Municipal. Seu estado, considerado gravíssimo constatado que fora consumido pelo fogo, 80%(oitenta por cento) do seu corpo, ficando, irreconhecível, portanto, sua pele, alva e fina, havia ficado totalmente preta. Na agonia de todo sofrimento, João às vezes, perdia a lucidez e proferia coisas dignas de serem registradas: "sou Oficial da Marinha! Vou salvá-los do naufrágio! Quando recuperava a consciência dizia, ao ser interrogado por seu pai, quando perguntava se não se arrependia do que tinha feito: "Não, pai, faria de novo, e me orgulho do que fiz! Acho que ainda fiz pouco. Já às portas da morte receberá a visita do então Governador Dr. Parsifal Barroso. Este, como homem humilde que era, estando João com todo corpo envolto em ataduras e supurando a pele tostada, falou com voz pausada e mansa: "João, você me conhece?" e ele respondeu: "quem não conhece o senhor, Dr. Parsifal, obrigado pela visita!" Parsifal, então, comovido, retirou de seu braço a atadura úmida e beijou-lhe a mão. Em seguida, com os olhos em lágrimas, disse veementemente: "João o Povo do Ceará lhe agradece, venho em nome dele, e você não está só, caro amigo!"

Em suave resignação, João foi aos poucos perdendo os sentidos e veio a falecer no dia 11 de agosto de 1959, sendo reverenciado por todos os Cearenses, tendo sempre ao seu lado seus pais e irmãos. Conscientes, eles dizem que João não morreu, tornou-se um herói e um mártir.

Dia do Estudante: 11 de Agosto

Homenagem aos Heróis do Incêndio da Casa de Saúde César Cals - 04 de agosto de 1959.

MENSAGEM DO COMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS - CEL BM FERNANDO CÉSAR SALES FURLANI.

Na tarde de 04 de agosto de 1959, Fortaleza, a "Loura desposada do Sol, dormitava à sombra dos Palmares", sentindo-se tranqüila, pois com 05(cinco) boas viaturas adquiridas há pouco, e mais 08(oito) regulares, o Corpo de Bombeiros velava por sua segurança. A Casa de Saúde César Cals, desenvolvia seus meritórios afazeres de rotina, quando irrompeu o incêndio.

Mais de uma centena de doentes, parturientes e criancinhas, com a capacidade de locomoção prejudicada, foram postos em risco imediato de vida. Foi dado o alarme. Os Bombeiros foram chamados. Foi dada a ordem de evacuação. Muitos voluntários ajudaram, a maioria estudantes. O incêndio foi combatido com eficiência por homens bem equipados. Mas ao final foi a desolação. 04(Quatro) mortos, mais de 50(cinquenta) feridos, 20(vinte) hospitalizados com graves lesões, inclusive 02(dois) Bombeiros. Destruição de parte do prédio e material do hospital, com grandes prejuízos. 

 O Busto de João Nogueira na Praça da Lagoinha foi transferido e hoje se encontra em frente o Quartel do Corpo de Bombeiros.

A Cidade chorou!

Porém em meio às lágrimas de dor e à desolação da destruição, a alma da população levantou-se orgulhosa e sobranceira. Ficou satisfeita com seus filhos bravos, com sua juventude impetuosa, generosa e heróica.

A cidade alegrou-se!

Todos se curvaram junto ao leito de João Nogueira Jucá, estudante de 18(dezoito) anos, gravemente ferido nos exaustivos trabalhos de evacuação das vítimas do incêndio. O estudante como símbolo da Juventude Cearense, encarnou o ideal grandioso de solidariedade humana. Passava pela Praça da Lagoinha, sentiu a aflição dos enfermos, e com muitos companheiros, trabalhou com afinco em arrancá-los das garras pavorosas do fogo.

A cidade emocionou-se de gratidão.

Busto do estudante na Praça da Lagoinha

Mas João Nogueira Jucá, não morreu no dia do estudante, 11 de agosto. Entrou na imortalidade como um símbolo do estudante Cearense. Foi imortalizado no bronze e foi imortalizado nos nossos corações. O Corpo de Bombeiros que o viu incorporar-se voluntariamente à Guarnição de combate ao Incêndio do hospital, faz questão de contá-lo em suas fileiras.

João você é Bombeiro; você é a letra viva do nosso hino: "Voluntário da morte na paz, é na guerra indomável leão". Você é uma ponte firme a unir o Estudante ao bombeiro. Que o seu exemplo fogoso de abnegação, incendeie o ideal do estudante, que o Bombeiro só fez atiçar.



Curiosidade: O pai de João, após o incidente, foi abatido por uma tristeza que manteve até a morte, em 1968. A mãe morreu em 1985.



Fonte: Portal militar, Jornal O Povo,Câmara Municipal de Fortaleza, Suaveolens

33 comentários:

  1. Eu ja escrevi uma pagina sobre este verdadeiro heroi, pode ler aqui:
    http://www.mostachetti.net/biografie/joao_nogueira_juca.html
    Aqui algum dias vou completar a minha pagina com as noticia do seu blog.

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  2. poxa, que passa achar tantas informações sobre Ant. Jucá, desde bem pequena conheço a historia desse heroi cearense,mas sempre quis mais detalhes ...fico bem feliz pela sua postagem. obrigadao!!!

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  3. Oi Sabrina, eu que agradeço o seu comentário! :)

    Abraços

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  4. leila, estou precisando de ajuda
    procuro joão juca filho e cecilia anastacia jucá
    são os meus avós paternos, sou filho de joão juca neto, eu não os conheço sei que ele tinha um irmão chamado josé juca filho pode ser esse ai citado nã materia se tiver alguma informação entre em contato deiltonjuca@live.com

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  5. Oi Deilton!

    Infelizmente, não sei o paradeiro da família de João Nogueira Jucá, mas se eu tiver alguma novidade, não deixarei de lhe manter informado.

    Abraços

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    1. No colégio: Instituto de Educação do Ceará situado no bairro de Fátima existe um primo 2 dele que estuda no período da noite cursando o 3 ano do curso pedagógico.

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  6. Só um triste lembrete, tanto o pai, quanto a mãe de João Nogueira Jucá, já são falecidos.:(

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  7. Ok leila muito obrigado,mas o joão que lhe falo é joão juca filho e sua esposa minha avó é cecilia anastacia jucá, meu pai joão jucá neto
    pode ser que ainda estejam vivos.
    em fortaleza existe muitos jucás pode ser que alguem os conheça.faz uns contatos ai me ajuda pô rsrs. posso te dar mais informações me adiciona deiltonjucá@live.com

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  8. Vou ver o que posso fazer!
    Manda mais detalhes para o
    fortalezanobre@r7.com

    Abraços

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  9. OI LEILA....COMO EX ALUNO DO COLÉGIO SÃO JOÃO E CRIADOR DO BLOG colegiosaojoaofortaleza, NOSSA COMUNIDADE PRESTARÁ UMA HOMENAGEM A JOÃO NOGUEIRA JUCA, NA DATA DE SEU NASCIMENTO , POIS SE VIVO FOSSE, COMPLETARIA 70 ANOS EM 24 DE NOVEMBRO PRÓXIMO.ABRAÇOS.

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  10. Ai que maravilha, amigo!
    Sem dúvida, uma justa homenagem! :)

    Na época que eu estudava no Colégio
    João Nogueira Jucá (hoje Padre José Nilson)
    no Mucuripe, o bolso da farda era
    Nogueira Jucá com uma criança nos braços em
    meio a uma chama de fogo, eu tenho até hoje guardado o bolso da blusa, qualquer dia desses eu dou um jeito de scannear e coloco no blog. rs

    Abraços

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    1. Desculpe a correção Leila. Também estudei no colégio Pe. José Nilson posteriormente João Nogueira Jucá como muitos outros colégios que fizeram a mesma homenagem. (camilaodoceara@gmail.com

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    2. Oi Antônio Camilo, boa noite!

      O Colégio hj leva o nome: Colégio Padre José Nilson (CPJN).

      Abraços

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  11. Parabéns por postar aqui, tantas informações importantes do estudante João Nogueira ou(Guerreiro) Jucá!! Ariane ex-estudante do colégio que levar o nome do jovem herói!

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  12. Oi Ariane, bom dia!

    Eu que agradeço o seu comentário!

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  13. Oi Leila sou Andreia,faço assessor técnico de brigada de incêndio,fiquei emocionada com a história de joão nogueira jucá.vou fazer um trabalho e homenagem a esse grande estudante.no curso que vou da para brigada de incêndio.um abraço e muito obrigada.

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  14. ola boa noite, quero informar que os parentes de joao nogueira juca frequantam pelo menus uma ves por mes o salao bandeira de frente a loja de pneus garerdo bastos la na rua princesa izabel de numero 777 la o , o properietariio do salao . é o camilo bandeira

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  15. Gostaria de saber por que substituíram o nome do Cólegio Aluno João Nogueira Jucá no Mucuripe por Padre José Nilson. Tudo bem que o Pe J. Nilson ajudou a comunidade, mas deveria o governo ter buscado outro meio para homenagear o padre.

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    1. Na verdade, o colégio foi iniciativa do Pe José Nilson, ele foi o idealizador. Teve uma época que para homenagear o estudante, o colégio passou a ter o nome de Colégio Estudante João Nogueira Jucá, mas depois, voltou a trazer o nome do seu idealizador.
      A escola é conhecida por vários nomes diferentes: Escola profissional de ensino fundamental e médio Pe José Nilson, Colégio do Padre, Colégio João Nogueira Jucá, Escola de ensino fundamental Pe José Nilson, Colégio Pe José Nilson...
      Já usou os dois nomes ao mesmo tempo, como mostra uma das fotos da postagem sobre o colégio (Procura nos marcadores por Colégio Padre José Nilson).

      Abraços

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  16. Nasci naquela maternidade dois anos antes (1957), não tinha conhecimento do incêndio, era muito criança... Acho importante conhecer as histórias da nossa comunidade. Quando passar na praça da Lagoinha vou para em frente à estátua desse herói e reverenciá-lo. Obrigada, Leila!

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    1. Eu que agradeço o comentário, Marta! :)

      Conhecer o passado, nos faz preservar o presente e garantir o futuro!

      Forte abraço

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  17. amei seu trabalho, me fez recordar minha infancia , minha adolescência que foi na decada dos anos 70/80 e pra falar a verdade amo minha terra tomei muito banho na praia de iracema qdo. ia passar as ferias na casa de um tio é por aí qdo. criança minha mãe me levava pra ver o programa de radio atração do momento terei o maior prazer de compartilhar suas fotos da cidade de fortaleza ver as fotos é como reviver

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    1. Muito obrigada, eu agradeço! :)

      Forte abraço

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  18. oi Leila, meu nome é Ingrid, fiquei muito emocionada com a historia de João Nogueira Jucá, Muto bonito. Já estudei em uma escola chamada EEFM João Nogueira Jucá localizado no bairro sapiranga, lá também tem uma homenagem mesmo de entrada, quando eu estudava lá nunca tinha me interessado em ler o que estava escrito no mural sobre ele, só li o começo. mas vendo aqui seu blog resolvi ler a história toda, então pensei, que historia linda e emotiva havia perdido. peço perdão a todos interessados e a João Nogueira Jucá pelo meu não interesse e aqui vejo uma historia de vida. exemplo para todos.

    Obrigada Leila, por passa tudo isso que senti ao ler essa História maravilhosa.

    Um Abraço!!

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    1. Olá Ingrid, prazer querida! :)

      A história do João Nogueira Jucá é emocionante mesmo. Eu sempre tive curiosidade em saber qm era esse jovem, pois estudei no Colégio do Padre José Nilson, no Mucuripe, e teve uma época que o colégio recebeu o nome de Escola João Nogueira Jucá e no bolso da farda, era a sombra de um jovem envolto numa labareda e ele carregava nos seus braços, um bebê. Lembro que me perdia naquela imagem, tentando desvendar pelo o q ele havia passado...

      Tbm fiquei com lágrimas nos olhos ao fazer a postagem sobre esse herói.

      Abraços

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    2. Parabéns pela reportagem,ficou na minha memória pois eu residia na rua Tristão Gonçalves,enfrente a Praça da lagoinha,que era o quintal da minha casa,naquele dia não me sai da memória chegamos do aeroporto com meus pais tinhamos ido buscar minha avó que chegava do Rio de Janeiro eram mais ou ás 15.00 hs o incêndio tinha começado a pouco tempo e corremos todos para lá matendo uma certa distância porque o calor do fogo e muita fumaça gritos e um cenário de terror,só via os das pessoas dizendo Meu Deus,e um detalhe não consegui esquecer nunca de um rapaz com o corpo desnudo forte que de vez enquanto entrava e sai com alguém nos braços era nosso herói João Nogueira que com certeza está do braços do SENHOR! Hoje moro a muitos anos no RJ mais este fato nunca saiu da minha memória que na epóca eu tinha 10 anos de idade...
      abraços

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  19. Uma historia impressionante estou orgulhoso ,deste nobre rapaz.

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  20. Que linda e emocionante a história desse jovem heroi cearense. Acho que seria uma justa homenagem se a Ala de queimados no Instituto José Frota recebesse o seu nome. OObrigada por compartilhar aqui essa história tão linda e que nos enche de orgulho da nossa terra e do nosso povo.

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  21. O Estudante João Nogueira Jucá nos enche de orgulho !
    Esse sim é um Herói !
    Um Herói nosso! Cearense bom!
    Que realmente fez, agiu pelo bem de Cearenses!
    Filho de Professora, uma das profissões mais lindas dos mundo, pois todas as outras passam por ela.

    Professora Tânia Sampaio de Alcântara
    09 de Agosto 2016

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  22. Denise Vieira em 06/10/16

    A gentileza desse jovem herói cearense, merece ser divulgada porque apesar do tempo, feitos assim, merecem destaque e a sociedade precisa de bons exemplos. Família Jucá merece ilimitados aplausos e eterna gratidão. História tocante. Muita emoção.

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  23. Minha mãe, Maria Zenite de Freitas Lima, falecida em 19/02/2017, esteve com a família do Desembargador Jucá durante o período de 1952 a 1957. Ao deixá-los para morar com sua irmã Maria Terezinha de Freitas Barros, houve reação contrária de todos, mas infelizmente optou por seguir o seu destino. Ela relatava bastante sobre o ato heroico de João Jucá e de sua característica marcante: muito introspectivo.

    Luiz Valzenir de Freitas Lima
    Filho de Dona Zenite
    Engenheiro Civil
    e_mail: valzenirengenheiro@hotmail.com

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    1. Obrigada pelo rico comentário, Luiz! :)

      Abraços

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